Setor de TI da Prefeitura mostra sistemas e plataformas à equipe do Conselho de Medicina de SP
Cremesp pretende utilizar bases dos modelos utilizados pela Prefeitura de Londrina; diálogo entre a DTI e profissionais de São Paulo envolveu a migração de tecnologias, funcionamento de sistemas, desenvolvimento de soluções e plataformas
A gestão e modernização do banco de dados, o uso de tecnologias e os casos recentes bem-sucedidos de produções desenvolvidas pela Prefeitura de Londrina, no âmbito digital, foram apresentados na quarta-feira (4) a representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Vindos da capital paulista, profissionais do setor de Tecnologia da Informação do órgão puderam conhecer melhor o funcionamento de sistemas internos e plataformas de navegação do Município, sob condução da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), componente da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia (SMPOT).
O Cremesp está modernizando sua base de dados para iniciar a migração de sistemas, especialmente a transição da tecnologia Oracle Forms para Oracle Apex em suas rotinas. Esse processo, dentre outras atuações da DTI em Londrina, vem evoluindo expressivamente nos últimos anos, gerando impactos positivos concretos na gestão interna e para atendimento ao público usuário.

A troca de informações na reunião passou por questões técnicas, migrações, soluções, funcionalidades, aplicabilidades, linguagens, estruturas, fluxos de trabalho e outras. Após a troca de experiências, inspirações do modelo local estão sendo levadas na bagagem pelos paulistanos, que consideram colocar em prática ideias geradas a partir dos diálogos.
O diretor de Tecnologia da Informação da SMPOT, Marcio Horaguti, mostrou o trabalho executado em Londrina e conversou com o grupo, composto pelo desenvolvedor e analista de TI, João Valentim da Silva, o gerente de desenvolvimento Leandro Soares Rocha e o líder de infraestrutura Alexandre Binda. Também participaram da reunião, pela DTI da Prefeitura, o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento de Sistemas I, Diego Prandini, e um dos líderes de desenvolvimento da VS Data, Givaldo Oliveira, empresa parceira oficial da Oracle e prestadora de serviços à Prefeitura.
Um dos pontos destacados da experiência londrinense foi a atualização do banco de dados do Município, principalmente nos últimos três anos, com ênfase nos avanços em expansão da capacidade de armazenamento, processamento, desenvolvimento e segurança. A Prefeitura investiu em modernização estrutural, adquirindo, no final de 2025, o Oracle Exadata Cloud Service, infraestrutura de hardware com banco de dados de alto desempenho, sendo o atual pilar e ‘guarda-chuva’ de várias aplicações ramificadas. O investimento total de R$15 milhões, por contrato de 48 meses, envolve licença de uso, consultoria, suporte e horas técnicas contratadas. O setor dobrou o total de processadores disponíveis no Exadata, saltando de 10 para 20.
Paralelamente, a DTI evoluiu no uso do Oracle Apex, plataforma de software para criação de soluções web, incluindo desenvolvimentos em front, que viabiliza criação de sites e plataformas de navegação, sendo as páginas “visíveis” aos usuários. Nesse contexto, o Município conseguiu migrar cerca de 90% seus desenvolvimentos da tecnologia anterior, Forms, para a Apex. O percentual não representa necessariamente a produção já executada, mas aponta uma modernização ampla dos instrumentos tecnológicos e suas aplicações práticas.

Para o diretor de Tecnologia da Informação, Marcio Horaguti, a modernização e atualização dos processos permite uma gestão de dados e desenvolvimento mais eficiente, segura e confiável. “Além de todos os ganhos técnicos, tecnológicos e estruturais, tal evolução cria os caminhos para o que mais importa: serviços facilitados aos cidadãos, procedimentos mais rápidos e práticos, gerando também maior transparência geral e qualidade nos trabalhos técnicos internos. Os bons resultados obtidos recentemente carregam potencial de ampliação das aplicações digitais para vários tipos de serviços prestados pela Prefeitura. Isso acaba chamando a atenção dos setores que cuidam dessa área em outros órgãos e cidades”, frisou.
Sobre a visita da equipe responsável pela Tecnologia da Informação do Cremesp, Horaguti destacou ser uma honra compartilhar as experiências de Londrina com outras cidades, instituições e profissionais de alta qualidade. “O diálogo com eles foi muito produtivo. Pudemos apresentar parte do que temos de gestão e produção aqui, aprendendo também nesse intercâmbio a partir do que a equipe compartilhou sobre práticas mantidas no Conselho Regional de Medicina. Os profissionais demonstraram grande interesse em aplicar lá elementos que fazem parte da nossa rotina, o que valoriza ainda mais o trabalho desenvolvido pela DTI na Prefeitura de Londrina”, expôs.

O analista e líder de infraestrutura de TI no Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Alexandre Binda, disse que a experiência junto à DTI em Londrina foi proveitosa e rendeu percepções construtivas a serem avaliadas para implementações planejadas pelo órgão. “O que está sendo feito em Londrina vem rendendo ótimos resultados. Apesar do foco diferente entre as duas instituições, temos bastante similaridade na parte organizacional, no funcionamento dos trabalhos de tecnologia, em algumas limitações e desafios, o que nos ajuda a ter uma visão ampla para identificar os pontos que podemos aprimorar. Esperamos poder realizar nossa migração para a tecnologia Apex com o mesmo êxito. Agradecemos pela ótima receptividade de toda a equipe da DTI, pela atenção que nos foi dada”, enfatizou.

Por sua vez, o gerente de desenvolvimento Leandro Soares Rocha acredita que observar modelos concretos bem-sucedidos em outro ambiente do poder público é de grande valia. “Essa integração é muito boa, nos traz bases para nossas estratégias de implantação de ferramentas. Somos referência de atendimento em todo o estado de São Paulo, hoje há uma base média de 180 mil médicos registrados, sem levar em conta os cerca de 20 mil novos por ano, além de milhares de empresas ativas cadastradas, entre hospitais, clínicas e outras. Isso traz grandes responsabilidades e desafios, o que passa hoje também pela necessidade de atualização das nossas plataformas com um modelo de qualidade e precisão”, pontuou.

Já segundo o desenvolvedor e analista de TI, João Valentim da Silva, que atua há 28 anos neste setor do Cremesp, essa primeira troca realizada com a Prefeitura aponta caminhos viáveis para novas soluções. “Os sistemas aqui do Município de Londrina estão evoluindo e garantindo mais eficiência e dinamismo para aplicação nas plataformas. A impressão que tivemos foi ótima, poderemos trabalhar ideias parecidas lá”, acrescentou.
Produções recentes – Alguns exemplos de sucesso mais recentemente desenvolvidos pela DTI em Londrina são os sistemas on-line IPTU 2026 – Meu IPTU, Parcelamento Digital, ISS Digital, ITBI Digital e Acelera Londrina, todos com banners em destaque no Portal da Prefeitura. Este rol agrega acesso a uma vasta gama de serviços municipais, em ambientes que possibilitam navegação rápida e intuitiva, menus organizados e layout moderno. Em 2025, primeiro ano do programa Regulariza Londrina, cujo site também foi programado pela DTI, metade das 37.654 adesões totais junto à Secretaria Municipal de Fazenda, ou seja, 18.827, ocorreram pelo sistema on-line, sem a necessidade de atendimento presencial.

A plataforma mais recente, lançada nesta quinta-feira (5), é o Regulariza Londrina – Transação Tributária, com acesso pela conta gov.br e por meio da qual os contribuintes podem aderir ao programa municipal para renegociar dívidas de IPTU e outras. Já em fase de testes está o sistema do novo ponto digital para servidores, e o novo sistema de gestão da Acesf, que está em desenvolvimento.
O setor da DTI também desenvolve plataformas digitais para setores de toda a Prefeitura, além de planejar e executar atividades alinhadas à prestação de serviços e ações internas e descentralizadas. Ainda cuida de forma permanente dos trabalhos de manutenção, atualização e retaguarda, aqueles que não são vistos pelo público, mas fundamentais para o funcionamento de quaisquer dispositivos tecnológicos, prestando suporte técnico geral às secretarias, órgãos e autarquias.




