Cidadão

2º Encontro Feminino de Capoeira será neste fim de semana

As atrações incluem sessões temáticas de bate-papo, oficinas, treinos, rodas de capoeira e confraternização; inscrições pelo link https://bit.ly/2kJGfB4

A Vila Cultural Alma Brasil sedia, neste sábado (28) e domingo (29), a segunda edição do Encontro Feminino de Capoeira – Muruca (Mulheres, Resistência e União na Capoeira) 2019. Nos dois dias de evento a programação terá ações no período da manhã e da tarde, com sessões de bate-papo sobre diferentes temas, treinos funcionais, oficinas, rodas de capoeira, confraternização, entre outras atividades. A intenção é estimular a reflexão e fortalecer a união das mulheres, capoeiristas ou não, promovendo o compartilhamento de experiências entre as participantes.

As inscrições podem ser feitas pelo formulário do evento, no link https://bit.ly/2kJGfB4 , pelo qual os participantes podem escolher as atividades de seu interesse e a opção de pagamento que deseja. O cronograma completo e as informações gerais sobre o evento podem ser conferidos pelo endereço https://bit.ly/2mrdoCl .

No sábado (28), as atividades serão desenvolvidas das 8h às 20h. A agenda do dia inclui três momentos de bate-papo, com palestras que levantarão debates com os temas Relacionamento Abusivo; Amor próprio e a importância de se apoiar outras mulheres; e Violência contra a mulher. Haverá oficinas de yoga, capoeira primitiva, hidrocapoeira, além de um treino funcional para capoeira. As inscritas ainda poderão participar de um café da manhã, almoço e uma confraternização, que será realizada ao término da programação.

Já no domingo (29) serão realizados trabalhos a partir das 9h, com oficinas de capoeira de Angola, de técnica vocal para capoeira e uma roda livre de capoeira para todas as participantes. No período da manhã será realizado o quarto bate-papo do evento, que tratará dos temas Mulheres ao Longo da História, e Representação da Mulher em Anúncios de Cerveja. O encerramento está previsto para as 17h, quando serão colocadas em pauta as perspectivas para a próxima edição do  Encontro Feminino de Capoeira – Muruca.

Uma das organizadoras do evento, Daniela Rosa Américo, que pratica capoeira há quase 20 anos, contou que a segunda edição do Muruca ampliou o quadro de atividades para propor mais reflexões e mobilizar as mulheres, sejam elas da capoeira ou não. “O nome Muruca, além da sigla que remete à união e resistência, tem como significado uma árvore de Angola, com porte elevado e raízes profundas, representando a força das mulheres, que, por muito tempo, tiveram papel secundário na capoeira. A ideia do evento é estimular os debates, a troca de experiências e chamar as mulheres para conversarem e se apoiarem, pois as mudanças só ocorrem com essa integração”, afirmou.

Daniela ressaltou que a participação feminina no universo da capoeira vem crescendo graças à luta de muitas pessoas que se dedicam e enfrentam o machismo e o preconceito da sociedade no dia a dia, incluindo as várias formas de violência existentes contra as mulheres. “Na própria capoeira ainda há casos onde as mulheres são inferiorizadas, mas as coisas já mudaram bastante. Hoje em dia temos muito mais grupos formados e conduzidos por mulheres, que também passaram a se tornar protagonistas e ajudam a mudar essa visão e a diversificar a atuação na capoeira. O Muruca está aí para isso, para que todas as mulheres possam conhecer os elementos da capoeira, mas, principalmente para ofertar outras práticas e formas de mobilizar as participantes”, completou.

A Vila Cultural Alma Brasil conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC). O espaço fica localizado na Rua Mar del Plata, 93, Vila Rodrigues.

Muruca – O projeto surgiu da necessidade de reunir mulheres em um ambiente para compartilhar experiências e debater temas sobre o ser mulher na sociedade de hoje. A ideia é ir além de um encontro de capoeiristas, propiciando momentos de reflexões diversas sob as óticas histórica, social e psicológica. Com isso, a intenção é fortalecer o processo de transformação pelo qual vem passando a própria capoeira, por muito tempo considerada um universo masculino, graças a resistência de muitas mulheres que se esforçaram para buscar e valorizar seu espaço. 

Para a imprensa: outras informações podem ser obtidas com Daniela Rosa Américo – telefone com o Núcleo de Comunicação (N.Com) – 3372-4188 / 3372-4465.

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