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Prefeitura vai auditar “incentivos” de médicos plantonista

Em entrevista coletiva, secretário de Gestão Pública, Marco Cito, disse que pagamento utilizava recursos federais o que era proibido pelo Ministério da Saúde 
0d09e4d20983f5b4b8288d03229575dfA Prefeitura de Londrina vai encaminhar ao Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DENASUS), órgão do Ministério da Saúde, para uma auditoria completa, o incentivo a médicos plantonistas de especialidades dos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Este convênio utilizava recursos federais para o pagamento e de acordo com o Ministério da Saúde é irregular esta prática.
O município ainda cobrou dos hospitais para que não parem o atendimento a população e que os médicos reafirmem o compromisso com o ser humano e não entrem em greve. Também foi manifestado que o repasse do SUS aos hospitais será feito na proporção do recebimento das faturas pelo município.  
As posições da prefeitura foram expressas pelo vice-prefeito José Joaquim Ribeiros; dos secretários de Gestão, Marco Cito e da Saúde, Agajan Bedrossian; e do procurador do município, Sérgio Veríssimo Oliveira, aos órgãos da imprensa local, em entrevista coletiva, hoje (dia 28), no gabinete do prefeito.  
Confira na íntegra, a nota distribuída aos jornalistas na coletiva: 
Nota à Imprensa
Considerando a notificação recebida pelo SINHESLOR (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina e Região), acusando o descumprimento, pelo Município de Londrina e pela Autarquia Municipal de Saúde, de obrigações assumidas em contratos de atendimento hospitalar celebrados entre o Município de Londrina e os hospitais; 
Considerando a intenção dos profissionais médicos de PARALISAR a prestação dos serviços hospitalares;
Considerando a reinvidicação de pagamento dos INCENTIVOS para realização de plantões a distância de especialidades médicas, que estão retidos em um total de 04 (quatro) parcelas;
O Município de Londrina tem a dizer que:
O Município reconhece o atraso no pagamento de parcelas referentes a apresentação das contas hospitalares dos meses de setembro e outubro. Todavia, desde o início desta administração (maio/2009) vem trabalhando e mantendo o diálogo no intuito de resolver esta situação e reafirma que, em NENHUM MOMENTO deixou de reconhecer esta situação nem tampouco de repassar os recursos que são, integralmente, do Ministério da Saúde. Ou seja, o Município, ao receber o recurso, repassa-o imediatamente aos hospitais, como ocorreu esta semana com o pagamento da conta apresentada em agosto.
 Ocorre que, junto com os repasses, os contratos celebrados com os hospitais prevêem pagamentos de “incentivos” para plantão a distância de especialidades, na ordem de R$ 720.000,00 mensais.
Quando da posse do Dr. Agajan frente à Autarquia Municipal de Saúde este déficit estava estimado na ordem de R$ 25.000.000,00. Diante desta situação, a Autarquia agendou visita ao Ministério da Saúde em Brasília para solicitar o envio de mais recursos à cidade de Londrina.
Qual foi a surpresa da Administração quando o Ministério da Saúde informou que, segundo dados do próprio Ministério, havia dinheiro sobrando para a saúde na cidade.
Em novo levantamento, descobriu-se que os contratos de incentivos estavam sendo pagos com recursos federais.
Desta forma, o Ministério sugeriu que os pagamentos dos incentivos fossem imediatamente suspensos, pois não poderiam em nenhuma hipótese, serem pagos com recursos federais, o que constituiria duplicidade de pagamento.
A Cláusula Oitava do contrato celebrado entre a AMS e os hospitais aponta duas dotações orçamentárias: uma de número 1303 (municipal), que não possui recursos para este fim, e outra número 2306, que é exclusiva do Ministério da Saúde.
Ou seja, no que tange aos “incentivos”, os pagamentos foram realizados com recursos federais o que, pouco a pouco, ao longo de vários anos, fez com que surgisse o déficit existente.
Portanto, hoje o município possui um valor a pagar estimado em R$ 28.000.000,00 (vinte e oito milhões de reais) que, nos primeiros dias de novembro será reduzido para aproximadamente R$ 19.000.000,00 (dezenove milhões de reais), ou seja, R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) a menos que o devido pelo município em abril de 2009.
Reiterando que este déficit se dá, principalmente, em razão dos R$ 720.000,00 (setecentos e vinte mil reais) pagos mensalmente desde 2007, o que, evidentemente, uma vez não reconhecido e repassado este dinheiro pelo Ministério da Saúde, acabou por originar grande parte do déficit atual.
Em visita ontem, ao Ministério Público Federal, reafirmou-se o desejo de resolver esta situação, porém entende-se a gravidade da situação, inclusive no que tange a eventuais responsabilidades no caso de omissão ao atendimento.
Conclusão:
O Município ESPERA que os hospitais filantrópicos NÃO PAREM O ATENDIMENTO, pois o atraso hoje existente É MENOR do que em administrações anteriores.
O Município não se nega a rever a política de incentivos, porém não sem antes fazer uma auditoria completa, inclusive com a forma com que foram utilizados os recursos repassados a título de incentivos, o qual será solicitado ao Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DENASUS), órgão do Ministério da Saúde, no tocante à utilização dos recursos federais.
Reafirma, ainda, que os hospitais possuem compromissos assumidos através de credenciamentos com o SUS realizados com o Estado do Paraná, o Ministério da Saúde e o Município de Londrina na manutenção do atendimento da saúde para o cidadãos de Londrina e região.

É O QUE ESPERA O MUNICÍPIO DA ADMINISTRAÇÃO DOS HOSPITAIS.
(Londrina, 28 de outubro de 2009)

Pauteiros
Mais informações com o secretário de Gestão Pública, Marco Cito, pelo telefone 9603-4611.
Fotos: Luiz Jacobs

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