Educação e Poder Judiciário iniciam curso de Facilitador da Justiça Restaurativa
Capacitação atenderá 120 profissionais de diversas áreas, como educação, assistência social, Guarda Municipal, Polícia Militar e Poder Judiciário

Na próxima segunda-feira (1º), a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Poder Judiciário do Paraná darão início ao curso de Facilitador da Justiça Restaurativa. Cerca de 120 profissionais de diversas áreas irão participar da formação, que será realizada, das 8h às 17h, na Faculdade Pitágoras Unopar Catuaí, que fica na Rua Edwy Taques de Araújo, 900, Bairro Jardim.
Participam da capacitação os servidores municipais das secretarias de Educação e de Assistência Social; da Guarda Municipal de Londrina (GM); da Polícia Militar do Paraná (PM); do Tribunal de Justiça e de outros parceiros da SME. Ao todo, serão 40 horas de aprendizado, sendo 32 horas presenciais e outras 8 horas on-line, por meio da Plataforma da Escola de Governo da Prefeitura de Londrina. Para tanto, as atividades serão divididas entre os dias 1º e 4 de agosto. As organizadoras são a responsável pelos projetos pedagógicos e eventos da SME, Carla Cordeiro, e a juíza da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Londrina, Claudia Catafesta.
De acordo com Cordeiro, serão seis salas com 20 cursistas e coordenadores da rede municipal de educação, que terão as aulas na Pitágoras Unopar Catuaí, com até três facilitadores para cada turma. Entre eles, estarão servidores da Secretaria de Educação, professores mediadores, psicólogos, uma conselheira tutelar e profissionais do Poder Judiciário, que totalizam um grupo de 15 pessoas. “Nosso objetivo é formar profissionais da educação e outros facilitadores com a metodologia da Justiça Restaurativa, para que ela possa ser aplicada nas escolas, CMEIs, nos órgãos públicos e nas instituições privadas que são parceiras. A intenção é falarmos sobre o círculo de diálogo e sobre a própria justiça restaurativa”, contou Cordeiro.
Para tanto, os participantes aprenderão mais sobre a construção de valores e diretrizes; as características de um facilitador; a importância da produção de um senso de comunidade para o restabelecimento de vínculos; o trabalho em equipe e a cultura de paz e não violência. Serão apresentadas as técnicas e habilidades para a condução de oficinas temáticas, construção de planos de desenvolvimento coletivo, formas para uma atuação mais proativa, participativa e eficaz, e para o aprimoramento do diálogo.
Segundo a juíza da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Londrina, Claudia Catafesta, essa parceria entre o Poder Judiciário e a Prefeitura de Londrina é antiga, existindo desde 2014. Após a parceria, já foi promulgada a Lei Municipal nº 12.624, de 13 de dezembro de 2017, instituindo a Semana Municipal da Justiça Restaurativa de Londrina como parte do calendário de Comemorações Oficiais do Município. “Então, é importante preparar os profissionais para atuar nesse formato que a lei exige, além de que a justiça restaurativa está alinhada com o movimento da educação pela paz e da cultura de paz. Assim, o curso vai apresentar uma metodologia de círculo de construção de paz, que também está alinhado às estratégias da Agenda 2020-2030 da ONU, e que tem como pilares o diálogo, a não violência, o respeito, a empatia e a horizontalidade, contribuindo para os profissionais atuarem em seus espaços de trabalho e em relações pessoais como agentes de transformação e da paz”, contou Catafesta.
A atividade faz parte do Programa VIDA, que é realizado pela Secretaria Municipal de Educação de Londrina. Essa iniciativa surgiu no final de 2019, quando houve a realização de mais de 25 círculos de diálogo com alunos das escolas e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), professores e funcionários da Educação. Devido à pandemia, suas ações, que antes eram presenciais, passaram a ser à distância, por meio dos vídeos, materiais encaminhados às unidades escolares e com o círculo virtual de diálogos. No retorno, foram confeccionados cadernos para professores com aulas voltadas para saúde mental, com vídeos dos “alunos” Vidinha, Kiko e Serena, e círculo de diálogos com alunos, além de atividades para serem feitas em casa com família.