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Assistência Social faz reunião com secretário nacional de Economia Solidária

Gilberto Carvalho conheceu o Centro Público de Economia Solidária, e participou de encontro com diversos integrantes da iniciativa em Londrina

O secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, visitou nesta segunda-feira (4) à tarde o Centro Público de Economia Solidária Sandra Nishimura, localizado na Avenida Rio de Janeiro, 1.278 (Centro).

Na ocasião, ele participou de uma reunião em que estiveram presentes a secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, empreendedores que integram o Programa Municipal de Economia Solidária e representantes da Cáritas Arquidiocesana e da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), que coordenam a ação. Também compareceu a vereadora Lenir de Assis.

Carvalho, que é londrinense, está na cidade porque participará, amanhã (5), da segunda edição da Mostra Paranaense de Economia Solidária, voltada à Regional Londrina, assim como da reunião ordinária do Conselho Estadual de Economia Solidária no Paraná. Por isso, aproveitou a oportunidade para visitar o Centro Público e dialogar com as pessoas que fazem parte da iniciativa, buscando conhecer melhor a forma pela qual o Programa Municipal de Economia Solidária é organizado e quais são as suas demandas.

Secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali. Foto: Emerson Dias/NCom

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, afirmou que um dos principais objetivos da reunião foi demonstrar as possibilidades da Economia Solidária e a necessidade de investimentos federais, já que atualmente o programa é inteiramente financiado pelo Município. De acordo com Micali, a iniciativa beneficia cerca de 330 famílias na cidade, por meio de ações de inclusão produtiva.

“A nossa maior meta é promover a autonomia, o que se faz através de geração de trabalho e renda. Para isso, é preciso que as pessoas sejam capacitadas para produzir produtos de qualidade, e é por essa razão que estamos fazendo uma trilha de inclusão produtiva. Estamos ampliando os grupos e também investindo na educação e capacitação permanente, para que os integrantes do programa aperfeiçoem seus empreendimentos cada vez mais”, salientou a secretária de Assistência Social.

Secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho. Foto: Emerson Dias/NCom

De acordo com o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, a Economia Solidária visa deixar de lado a competição, o individualismo e a disputa para promover a colaboração, a fraternidade e a irmandade entre seus participantes. Ele frisou que o governo federal pretende ampliar o apoio às iniciativas realizadas nessa área, e que está se articulando para isso junto a instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

“Vamos disponibilizar recursos para os empreendimentos de Economia Solidária já no início de 2024. Publicaremos editais de que todos os empreendimentos poderão participar e, se atenderem aos requisitos necessários, poderão ser contemplados. Assim, teremos uma relação direta das cooperativas com o governo federal. Temos belos exemplos de cooperativas na região norte do Paraná, como o assentamento Eli Vive, em Londrina, e a Copran, de Arapongas. Numa sociedade tão marcada hoje pela divisão, pelo ódio, pela diferença, nós queremos plantar a unidade, a fraternidade, e a convivência harmoniosa com a natureza, buscando cultivar a agroecologia e estimular formas de produção que não destroem o planeta, mas preservam a vida”, sublinhou Carvalho.

Coordenadora de Gestão da equipe da Cáritas Arquidiocesana de Londrina, Juliana Rocha. Foto: Emerson Dias/NCom

Conforme a coordenadora de Gestão da equipe da Cáritas Arquidiocesana de Londrina, Juliana Rocha, a visita do secretário é um marco, pois traz visibilidade para o Programa Municipal de Economia Solidária e a expectativa de que novos avanços estão por vir. “É muito positivo que ele tenha vindo conhecer o espaço e os trabalhos que a gente realiza aqui. Isso vai trazer a oportunidade de a gente alcançar coisas maiores, até para que o Programa Municipal de Economia Solidária seja uma política ainda mais efetiva. Atualmente, apenas a Secretaria de Assistência Social é que está à frente do programa, e a gente queria que outras secretarias e outros projetos pudessem compor também a política”, pontuou.

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