Alunos da rede municipal são medalhistas na Olimpíada de Raciocínio Lógico
Dos 20 estudantes que participaram da prova nacional, 14 conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze

Catorze alunos da rede municipal de Londrina conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze na IX Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico (OBRL). Todos os estudantes, matriculados no 4° e 5° ano, são atendidos pela Sala de Recursos para Altas Habilidades/Superdotação da Secretaria Municipal de Educação (SME). Os resultados da Olimpíada Brasileira de Raciocínio Lógico foram divulgados esta semana, e a cerimônia pública para os medalhistas está prevista para 1° de dezembro.
A OBRL foi realizada em duas fases, nos meses de setembro e de outubro. Na primeira fase, participaram 20 alunos da rede municipal, dos quais 19 se classificaram para a segunda etapa. As provas foram aplicadas presencialmente, com 40 minutos de prazo para responder 10 problemas e enigmas envolvendo raciocínio lógico. Os alunos da rede municipal foram inscritos no nível Teta, mas a Olimpíada teve participação de outras faixas, contemplando estudantes da rede pública e privada que estão cursando do 4° ao 9° ano do Ensino Fundamental até o 3° ano do Ensino Médio.

Dentre os temas que foram abordados nas provas do nível Teta, estão sudoku, tangram, criptoaritmética, planificação de sólidos geométricos, sequências lógicas e outros. À frente da Sala de Recursos, estão as professoras Lidiane Cavalcante e Rosana Cachefo.
Cavalcante contou que o tempo de início e término dos testes é utilizado como critério de desempate, por isso é rigorosamente respeitado na aplicação da prova. “Nos anos anteriores, os alunos da Sala de Recursos já participavam desta Olimpíada, e é um público que apresenta bastante interesse e comprometimento com esse tipo de atividade”, afirmou.
A professora destacou que o ótimo resultado, com 14 medalhistas, foi recebido com muita alegria, tanto pela equipe como pelos alunos e suas famílias. “É o nosso primeiro ano à frente da Sala de Recursos e ter um número tão expressivo de medalhistas em uma Olímpiada como essa nos enche de satisfação. Essa competição é considerada por nós e pelos alunos uma das mais desafiadoras, por fugir do padrão das provas por eles já realizadas em sala de aula. Portanto, isso nos traz o sentimento de estarmos trilhando o caminho certo como orientadoras destes alunos, já que ver o brilho nos olhos deles não tem preço. E as famílias receberam o resultado com muito orgulho pois, assim como os nossos alunos, eles levam muito a sério esse tipo de experiência”, destacou.

Um dos medalhistas foi o estudante Matheus Sadao Sasaki, do 5° ano da Escola Municipal Arthur Thomas. Sua mãe, a arquiteta e urbanista Monique Paganini, contou que Matheus passou por entrevistas e avaliações quando ainda estava no P5 e foram constatadas suas altas habilidades. “Sempre notamos várias habilidades dele, porém como em nossa família ele era a única criança, não tínhamos muito conhecimento nem parâmetros para fazer tal identificação. As habilidades dele são na área da biologia, geologia, astronomia e geografia”, citou.
Matheus gosta muito de exercitar seu conhecimento em provas e olimpíadas e ficou feliz com a medalha de prata que obteve na OBRL. “Ele comentou que a segunda fase foi mais tranquila que a primeira, e ficou bem feliz com a medalha de prata. Porém, disse que na próxima irá buscar a de ouro”, comentou a mãe.
Para Monique, o acompanhamento oferecido na Sala de Recursos para AH/SD desperta o interesse e a motivação das crianças, que em muitos casos, por já saberem o conteúdo aplicado nas aulas regulares, consideram o ambiente sem desafios e entediante, perdendo a disposição de frequentar a escola. “Com a Sala de Recursos, eles são estimulados e melhor assistidos. Outro fator que considero de grande importância é o convívio dos pares. O Matheus costuma dizer que na escola regular ele brinca e tem amigos, e na sala de recursos ele consegue trocar ideias. Mas tanto a escola regular quanto a sala de recursos são importantes, pois uma complementa a outra”, frisou.
Segundo a gerente de Educação Especial da SME, Cristiane Sola, anualmente são realizadas as avaliações diagnósticas em sala de aula, quando os professores levantam as características individuais de cada aluno. E com base nessas avaliações, os alunos são indicados por seus professores para passarem pelo Atendimento Educacional Especializado na própria escola. “Ali, o professor responsável inicia o processo de Avaliação Pedagógica do estudante, com entrevista com a família, observações em contexto escolar e complementação de avaliação com psicólogo para aplicação de teste formal. E os alunos que passaram por esse processo de avaliação e receberam diagnóstico indicativo para Altas Habilidades ou Superdotação são matriculados nos atendimentos da Sala de Recursos”, detalhou.
Para 2024, a expectativa é ampliar de duas para três as professoras à frente da Sala de Recursos em Altas Habilidades e Superdotação. Os atendimentos dos estudantes são oferecidos de uma a duas vezes por semana, quando os alunos desenvolvem projetos de pesquisas em suas áreas de interesse e passam a contar com um Plano de Ensino Individualizado na escola. “Também é feito um acompanhamento articulado entre as professoras da Sala de Recursos e da escola, para melhoria do processo educacional desse estudante e participação em diferentes atividades exploratórias promovidas pela Sala de Recursos”, acrescentou a gerente.
Relação de alunos e medalhas obtidas na OBRL:
Calebe Amorim – Ouro
Matheus Sadao – Prata
Gabriel Soler – Prata
João Miguel Bezarrio – Prata
Maria Luísa Rocha – Prata
Isaque Gonçalves – Prata
Lucas Gotardo – Prata
Nikolas Emannuel Marques Beraldo – Prata
Benjamin Mohebi – Bronze
Gustavo Cremonez – Bronze
Enry Cher Kaneta – Bronze
Gabriel Romero – Bronze
Rayssa Simões- Bronze
Benjamin Daniel Cruz Coneglian – Bronze