Cidadão

25º Festival Kinoarte de Cinema premia vencedores das competitivas de curtas-metragens

Ganhadores receberam o troféu Francelino França e os primeiros lugares, escolhidos pelo júri oficial, receberam também valores em dinheiro; o 25º FKC foi realizado entre 10 e 19 de novembro

O último dia da 25ª edição do Festival Kinoarte de Cinema (25ª FKC), domingo (19), teve a premiação, no palco do Espaço Villa Rica, dos vencedores das competitivas de curtas-metragens Ibero-americana, Nacional, Paranaense e Londrinense. O 25º FKC recebeu inscrições de 738 filmes e foram selecionados 46 curtas, distribuídos nas sessões competitivas, que divulgam a recente produção do setor e envolvem o público.

Todos os premiados – escolhidos pelo júri oficial e pelo voto popular – receberam o troféu Francelino França, homenagem do festival ao cineasta, dramaturgo e jornalista, morto em 2006, que atuava e residia em Londrina e dá nome ao prêmio. O troféu foi concebido pelo artista plástico londrinense, Chico Santos. Também receberam valores em dinheiro os escolhidos como melhor filme pelo júri oficial, no âmbito das competitivas Nacional (R$ 5 mil), Paranaense (R$ 2 mil) e Londrinense (R$ 1 mil).

Vencedores no palco e aplausos do público

As sessões competitivas de curtas-metragens do Festival Kinoarte de Cinema divulgam a recente produção do setor e envolvem o público nas votações, e principalmente durante a noite de premiação. O Espaço Villa Rica, com uma plateia formada pelas equipes que produziram os filmes e o público, ovacionou os premiados em noite de discursos, agradecimentos e troféus.

O melhor filme da competitiva Ibero–americana escolhido pelo júri popular foi o documentário espanhol, “Caranguejo Azul (E uma Caixa de Madeira)/Cangrejo azul (y una Cámara de Madera)”, de Daniel Martinez e Carolina Bernal. O júri oficial (composto por Bruno Dias, Carolina Sanches e Luli Rodrigues) escolheu como melhor filme “Ou que um raio me parta / O Que me Parta um Rayo”, de Karen Joaquin, uma ficção da República Dominicana e Espanha. A competitiva contou com a apresentação de sete filmes.

Still do filme Ramal. Divulgação

A competitiva Nacional de curtas, uma das mais tradicionais do festival, recebeu 22 inscrições e dois curtas mineiros foram premiados. O júri popular escolheu como melhor filme “Lapso”, de Caroline Cavalcanti.  Já o júri oficial (formado por Bruna Medina, Felipe Melhado e Karina Rampazzo), escolheu a ficção, “Ramal”, de Higor Gomes.

Ainda na competitiva Nacional, também foram concedidos troféus nas categorias técnicas: Melhor Direção de Arte, “Infantaria”, de Laís Santos Araújo; Melhor Som, “Combustão Não Espontânea”, de Boni Zanatta; Melhor Direção de Fotografia, “Lugar de Ladson”, de Rogério Borges; Melhor Montagem, “Tudo que Vi Era o Sol”, de Leonardo Amaral e Pedro Maia Brito; Melhor Roteiro, “Solos”, de Pedro Vargas e Melhor Direção, “Lapso”, de Caroline Cavalcanti.

Animação vencedora foi Anacleto, O Balão. Reprodução

Destacando a produção do nosso estado, a Competitiva Paranaense apresentou sete filmes. O voto popular escolheu a ficção, “Bença”, de Mano Cappu. Já o júri oficial (que incluiu Felipy Andrade, Larissa Rezino e Vanessa Deister) escolheu como melhor curta a animação “Anacleto, o Balão”, de Carol Sakura e Walkir Fernandes.

Entre os nove filmes selecionados para participarem da competitiva Londrinense de curtas, o júri popular escolheu a ficção “Fim de Semana Além do Tempo”, de Danilo Hokama. O júri oficial (composto por Laura Francchi e Lúcio Flávio Moura) escolheu como melhor filme a ficção “A Grande Nuvem de Magalhães”, de Maikon Neri e Yan Sorgi;

Comemorações: 20º aniversário do Instituto Kinoarte e 25 anos do FKC

O Kinoarte – Instituto de Cinema de Londrina – completou 20 anos de atividade e, em comemoração, uma sessão especial com produções realizadas pelo instituto foi apresentada nesta edição do 25º FKC. Bruno Gehring, um dos fundadores do Kinoarte, diz que tudo começou com um grupo de amigos produzindo filmes de forma artesanal. “As produções evoluíram, a comunidade cresceu, fomos nos profissionalizando e contribuindo efetivamente para o crescimento do cinema londrinense, que hoje é uma realidade”, reforça Gehring.

O Festival Kinoarte de Cinema completou neste ano um quarto de século e foi realizado entre os dias 10 e 19 de novembro. Segundo Artur Ianckievicz, curador do FKC, o saldo do festival foi bastante positivo, movimentando a cidade durante 10 dias, exibindo filmes diferentes tanto em temática quanto em abordagem artística, com públicos diversos e debates muito ricos.

As sessões gratuitas tiveram excelente público, especialmente nas sessões de sábado à noite. Um dos grandes destaques foi o projeto social Kinocidadão com mais de 1.100 crianças contempladas, muitas delas indo pela primeira vez a uma sala de cinema. Também levamos o cinema para quem não pode chegar a ele, em exibições com acessibilidade para pessoas com deficiência no Instituto Roberto Miranda e no ILES. Fizemos ainda uma sessão especial ao ar livre no Jardim Nossa Senhora da Paz, juntamente com o Coletivo Ciranda da Paz e o Coletivo Negro Dona Vilma Yá Mukumby”, comenta o curador.

Ianckievicz complementa que, nos 25 anos do Festival, “conseguimos fazer com que o cinema de Londrina – seja o assistir cinema, o exibir cinema ou o fazer cinema – tenha se desenvolvido e pluralizado bastante”.

O Festival Kinoarte de Cinema conta com patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Texto: assessoria de imprensa do Festival Kinoarte de Cinema

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