Prefeitura inicia divulgação semanal de dados sobre síndromes respiratórias
Monitoramento da SMS aponta crescimento nas Síndromes Gripais, principalmente entre crianças, e reforça importância da vacinação e medidas preventivas
Com a queda nas temperaturas e a proximidade do inverno, é esperado o aumento no número de casos de gripe e outras doenças virais com sintomas respiratórios. E para alertar a população sobre o cenário atual, incentivado a adesão às medidas preventivas, a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quarta-feira (20) a divulgação do boletim de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os conteúdos serão publicados semanalmente nas páginas oficiais da Prefeitura e da SMS no Instagram.
O levantamento é elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS, com base no monitoramento dos vírus respiratórios, como Influenza, Covid-19, Rinovírus e outros. Os dados divulgados incluem panorama da circulação dos vírus, cobertura vacinal contra gripe, atendimentos registrados nas unidades de saúde da rede municipal e óbitos por SRAG.
Embora o boletim seja divulgado a partir de hoje (20), o monitoramento é feito rotineiramente pelas equipes da Vigilância em Saúde. Inclusive, nas últimas semanas, foi observado um aumento importante na circulação de vírus respiratórios em Londrina, principalmente entre crianças. Também está crescendo, de forma contínua, o número de atendimentos por Síndromes Gripais nos serviços de urgência da rede municipal e os internamentos por SRAG.

A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, ressaltou que os indicadores são acompanhados semanalmente, e agora toda população terá acesso aos dados, por meio da publicação do boletim. “Diante do aumento dos casos e, consequentemente, da maior procura nas unidades de saúde, a Secretaria Municipal de Saúde está monitorando esse cenário de forma contínua e avaliando diariamente a capacidade de atendimento da rede. Neste momento, nossas equipes estão organizadas para garantir assistência à população, com ajustes de fluxos e estratégias que possam otimizar o atendimento, sempre priorizando os casos de maior gravidade. Se houver necessidade, novas medidas poderão ser adotadas, como reorganização de serviços e reforço das ações assistenciais, sempre com foco em assegurar acesso, qualidade e segurança no cuidado à população”, enfatizou.
São classificados como Síndrome Gripal (SG) os quadros respiratórios agudos, em que o paciente apresenta pelo menos dois dos seguintes sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato e paladar. A Síndrome Respiratória Aguda Grave abrange pacientes com SG com sintomas mais críticos, que também estejam com dificuldade para respirar, ou baixa oxigenação, ou pressão (ou dor) no tórax, ou coloração azulada em lábios e dedos.
“A principal diferença está na gravidade do quadro. A Síndrome Gripal é uma infecção leve parecida com um resfriado, que pode ser tratada em casa. A Síndrome Respiratória Aguda Grave é a evolução dessa infecção, caracterizada pela falta de ar e baixa oxigenação, exigindo atendimento médico hospitalar”, destacou a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin.
Pacientes com sintomas gripais têm como referência a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. As unidades de PA e as UPAs são indicadas para os casos urgentes e, se necessário, solicitam o encaminhamento do paciente aos hospitais da rede pública. “Os sinais de gravidade incluem falta de ar, febre persistente, dificuldade para respirar, sonolência ou piora clínica”, acrescentou Fabrin.

O atendimento de crianças pode ser feito nas UBSs, no PAI e também no PA Leonor, que atende o público infantil pela Rede Carinho das 7h até a 1h da madrugada, todos os dias da semana.
Como forma de prevenção às gripes, resfriados e demais viroses, a ferramenta mais eficiente é a vacina. Atualmente, está em vigor a campanha contra gripe, com doses em todas as UBSs para o público prioritário. Idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de seis anos, professores, trabalhadores da área da saúde, pessoas com deficiência ou com doenças crônicas não transmissíveis devem receber a vacina atualizada contra três subtipos do vírus Influenza.
Outro imunizante disponibilizado na rede pública é o que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), cujo contágio é uma das principais causas de bronquiolite em recém-nascidos e crianças. A vacina contra VSR é ofertada para gestantes entre a 28ª e 36ª semana de gestação. E bebês prematuros e com comorbidades podem receber, ainda, o anticorpo monoclonal nirsevimabe.

“Além das vacinas, reforçamos outras medidas de prevenção, como a higienização frequente das mãos; uso de máscara em caso de sintomas respiratórios; etiqueta respiratória, ou seja, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar; evitar contato com idosos e bebês quando sintomáticos; e procurar atendimento em casos de sinais de gravidade”, elencou a diretora de Vigilância em Saúde.
Dados – O boletim semanal, divulgado nesta quarta-feira (20) pela SMS, aponta que, nos últimos 15 dias, os vírus respiratórios com maior circulação na cidade são Rinovírus, Influenza A e B, VSR e Adenovírus.
Entre os dias 3 e 9 de maio, houve 56 internações por SRAG, sendo 29 de adultos e outras 27 de crianças menores de 12 anos.
No decorrer da última semana, o Pronto Atendimento Infantil (PAI), unidade municipal para atendimentos de urgência e emergência pediátrica, registrou 3.446 atendimentos gerais. Mais da metade deles (1.904) eram casos de Síndrome Gripal.
Durante o mesmo período, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Sabará e Centro e os três Pronto Atendimentos (PA), localizados no União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, efetuaram 13.630 atendimentos gerais. Desse total, 3.289 pacientes apresentavam quadro de Síndrome Gripal, que corresponde a 24,13% dos atendimentos.
Em todo o ano de 2026, a cidade soma 16 óbitos por SRAG, sendo que 14 não tiveram diagnóstico confirmado para algum vírus, um teve confirmação para o vírus Influenza e outro para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Vacina contra gripe – A cobertura vacinal contra Influenza, o vírus que causa a gripe, ainda está muito abaixo da meta prevista, que é 90%. Relatório atualizado até 19 de maio mostra cobertura de 46,35% entre idosos, 80,63% gestantes e somente 17,37% nas crianças. A cobertura geral, considerando esses três grupos prioritários, está em 40,76%.
As salas de vacinação das UBSs situadas na área urbana de Londrina funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30.




