Cidadão

Fundo de vale na zona norte já recebeu mais de 1.200 árvores plantadas pela Sema

Iniciativa traz mais vida verde, sombra e qualidade ambiental ao Vale do Perobinha; objetivo é alcançar 2 mil mudas até o final deste mês

Um trabalho sequencial voltado à preservação e o cuidado com a natureza vem progredindo rapidamente na região norte de Londrina, onde a Prefeitura atingiu a marca de 1.250 árvores plantadas no Vale do Perobinha. A colocação de mudas de várias espécies, iniciada em meados de abril, continua sendo operada pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) na área onde fica o complexo da Cidade Industrial. O local é próximo à avenida Saul Elkind e à Estrada Perobinha, sentido Cambé, tendo como curso fluvial de referência o Ribeirão Jacutinga.

A finalidade da ação é recompor a mata nativa e melhorar a qualidade ambiental nesta ampla área aberta. Mesmo com períodos recentes de chuva, o total de árvores mais que dobrou em relação à primeira semana de maio, quando 500 unidades haviam sido firmadas no solo do fundo de vale.

Foto: Divulgação / Sema

Nas operações, tratores e escavadeiras perfuram o solo, enquanto uma caminhonete é utilizada para transportar as mudas disponibilizadas e trazidas pelo Viveiro Municipal. A lista de espécies, de diferentes portes, entre frutíferas e não frutíferas, inclui aroeira, pau ferro, pau viola, pau d’alho, angico, açoita cavalo, ingá, capororoca, pitanga, araçá, embaúba, canafístula e paineira. Esse novo cenário propiciará mais sombra, fauna silvestre e qualidade de vida para a região.

A intenção da Sema é alcançar 2 mil mudas incorporadas naquele ponto até o final de maio, a depender das condições climáticas. Foi o que informou a coordenadora do Viveiro Municipal, equipamento gerido pela Gerência de Áreas Verdes da Sema, Sirlei Costa. “O trabalho vem evoluindo bem e de forma rápida, ainda que as chuvas tenham atrapalhado a execução regular. No entanto, a água também ajuda na hidratação natural. Os plantios seguem um planejamento técnico e a equipe responsável faz a manutenção das mudas já plantadas, o que inclui a roçagem do mato para que elas não sejam abafadas”, indicou.

Como explicou a profissional da Sema, as árvores são plantadas com aplicação de hidrogel agrícola nas ‘bolsas’ formadas no solo, um material com capacidade para absorver e reter água e nutrientes, colaborando para o crescimento saudável das árvores, principalmente em tempos de estiagem. O hidrogel é um polímero superabsorvente, popularmente conhecido como “chuva sólida”, conseguindo acumular centenas de vezes seu peso em líquido que vai sendo liberado gradualmente nas raízes das árvores. Este material pode ficar ativo por até cinco anos.

Foto: Divulgação / Sema

Posteriormente, conforme as árvores crescem e formam copa, a própria sombra dela não deixa o mato subir na base. “Acima de 3,5 metros o sombreado próprio age e a natureza toma conta”, citou Sirlei Costa. Algumas das espécies, segundo ela, como aroeira, angico e calabura são árvores de crescimento rápido, entre três e quatro anos. “Dentre as árvores plantadas na Cidade Industrial, temos algumas que podem chegar a 8 metros, como pitanga e araçá, outras a 20 e 30 metros, e ainda algumas que passam de 50 metros, tal qual o jequitibá”, detalhou ela.

Contrapartida ambiental – A recuperação de áreas verdes no fundo de vale do Perobinha integra uma ação de retorno ambiental por conta das obras de construção da Cidade Industrial de Londrina. Nos últimos anos esse local recebeu a implantação de uma série de serviços para implantação de infraestrutura, entre asfalto, galerias pluviais e sistema de drenagem, entre outros, sendo necessário promover a devida contrapartida.

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