Cidadão

Biblioteca do CEU recebe o projeto “Toda Quinta Tem História” nesta quinta-feira (21)

Ação promove mediação de leitura com foco na interatividade e no afeto, aproximando crianças da literatura local

Nesta quinta-feira (21), às 10h, o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), localizado na região oeste de Londrina, recebe mais uma sessão do projeto “Toda Quinta Tem História”. A atividade promete levar ao público infantil e às escolas da comunidade local uma rica experiência de mediação de leitura, marcada pela interatividade e pelo uso de recursos lúdicos e cênicos.

Criado em 2017, o Toda Quinta Tem História objetiva descentralizar o acesso à cultura literária em Londrina. O projeto funciona por meio da circulação contínua de contadores de histórias pelas unidades de todas as regiões da cidade. A ação foca no incentivo à leitura e na formação de novos públicos, com viabilização do poder público municipal.

Segundo a professora e contadora de histórias, Renata Suzue, cada espaço visitado pela iniciativa traz bagagens diferentes para o repertório do projeto: “Cada espaço por onde a história do projeto circulou trouxe vivências variadas. Na Vila Nova, com um ambiente mais aconchegante e uma proximidade maior de um público infantil intimista, foi possível trocar ideias, compartilhar histórias de vida e aproximar os bonecos, imagens e instrumentos das crianças, que formaram uma plateia linda e curiosa”, relatou.

Foto: Reprodução

A partir dessas experiências bem-sucedidas em outras unidades de leitura da cidade, a expectativa para o encontro na região oeste é a melhor possível. A professora expressou entusiasmo quanto ao acolhimento que receberá na biblioteca do Centro Unificado. “Com base nessas belas vivências literárias, a expectativa para a Biblioteca do CEU transborda. Temos a certeza de que encontraremos afeto, interação bem-humorada e criativa, com muita manipulação dos bonecos. A escola que aprecia o projeto ‘Toda Quinta’ gosta não apenas do fórum literário, mas de conhecer de perto os elementos cênicos que fazem parte do meu repertório”, explicou.

O público da região oeste já possui uma relação estreita e histórica de parceria com as ações promovidas pelo projeto municipal. Conforme apontou Suzue, sobre o CEU, as escolas que frequentam o espaço são muito interativas e questionadoras. “As crianças são encantadoras e participam conosco desde 2022. Na biblioteca Lupércio Luppi, por exemplo, a experiência é sempre especial, mesmo sabendo que a logística é complexa, pois os alunos dependem de condução e autorização dos pais”, contou.

Planejamento atencioso – Para assegurar que essas trocas ocorram de maneira saudável e produtiva, há um cuidadoso trabalho de bastidores e de fundamentação psicológica por parte da profissional antes de se apresentar diante dos alunos. A mediadora de leitura detalhou os eixos que guiam a sua postura artística e humanizada durante as contações. “Para me preparar psicologicamente para esses encontros, além da construção cênica, artística e narrativa, sigo alguns eixos importantes. Preciso estar atenta aos detalhes para respeitar a literatura original, tendo o cuidado de não tocar profundamente em feridas ou memórias sensíveis dos pequenos”, salientou.

Suzue antecipou, ainda, quais serão os próximos passos do cronograma e a obra selecionada para o público. “No mês de junho trabalharemos com a obra A” casa do macaco e da onça” e outros contos de Ricardo Azevedo. Ele traz muita brasilidade para o nosso projeto. Suas rimas, os ditados populares, o protagonismo do macaco e o gênero dos contos de esperteza encantam não só a criançada, mas o público de todas as idades”, adiantou.

A escolha do autor para o próximo mês também reforça o prestígio e a seriedade da iniciativa cultural da cidade, contando com o aval do próprio criador da obra. A contadora de histórias finalizou destacando a proximidade do escritor com as ações desenvolvidas em Londrina. “Um detalhe muito bacana é que o próprio Ricardo Azevedo conhece e apoia o nosso projeto. Inclusive, temos uma coleção dele à disposição na Biblioteca Infantil”, concluiu.

João Victor de Souza, estagiário do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina

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