Prefeitura amplia atendimento pediátrico com duas UBSs de referência
Unidades do Maria Cecília e do Ouro Branco, nas zonas norte e sul, recebem crianças menores de 12 anos para consultas por demanda espontânea em dias úteis
Nesse período do ano de temperaturas mais baixas e maior circulação dos vírus respiratórios, os serviços de saúde têm enfrentado um aumento da procura por atendimento, especialmente entre o público infantil. Para garantir a assistência ágil e de qualidade a todos, a Prefeitura de Londrina estendeu a Rede Carinho para novos pontos e, a partir de hoje (1º), disponibiliza duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas zonas sul e norte, como referência pediátrica para casos de sintomas respiratórios e demanda espontânea.

Dessa forma, crianças menores de 12 anos que precisam de atendimento médico, sem sinais de gravidade, podem ser levadas diretamente até a UBSs do Maria Cecília (Rua Eugênio Gayon, 835), na zona norte, ou à UBS do Ouro Branco (Rua Flor dos Alpes, 570), região sul da cidade. Em cada uma dessas duas unidades, foi alocado um profissional médico com experiência em atendimento pediátrico para acolher esses pacientes com procura espontânea.
As duas unidades seguem o horário de funcionamento regular das demais UBSs, abertas em dias úteis das 7h às 19h. O início dos atendimentos se deu na manhã desta segunda-feira (1º), e até o começo da tarde sete crianças haviam sido atendidas na UBS do Maria Cecília e oito no Ouro Branco. Se houver aumento na demanda, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) poderá trazer mais profissionais para esse serviço.
O Pronto Atendimento Infantil, que funciona 24h, de segunda a segunda, segue como referência para os casos pediátricos de urgência e emergência. No Pronto Atendimento do Leonor, funciona a Rede Carinho, que também acolhe o público infantil todos os dias, das 7h até a 1h da madrugada.
Rede Carinho reforçada
Na última semana, também passaram a integrar a Rede Carinho o Hospital Infantil, com 50 consultas de segunda a sexta, e o Pronto Atendimento Pediátrico do Hospitalar, com 30 consultas de segunda a segunda, 24h. Para ser atendido nesses dois locais, é preciso ter em mãos uma guia de encaminhamento, fornecida após avaliação em UBSs, no PAI ou no PA do Leonor.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, todas as ações anunciadas nas últimas semanas fazem parte do Plano de Contingência para Síndromes Respiratórias, são elaboradas e planejadas com antecedência e implementadas com base nos indicadores quantitativos e qualitativos. “Existe uma sazonalidade de aumento de doenças respiratórias com picos importantes em todo o Paraná, e Londrina teve dois picos muito importantes na semana passada. Estou há um ano e três meses no cargo, e esse foi o primeiro momento que tivemos no PAI uma espera de seis horas. Desde então, tanto a mudança de processo quanto os fluxos foram revistos, como a ampliação das ofertas. E agora temos um declive importante no número de atendimentos. O PAI vem batendo recordes, atendemos mais de 800 crianças num dia. Pelo histórico, ele batia recordes com 526 atendimentos. Não temos economizado em recursos médicos, nem de hora extra nas equipes, para que a gente possa suprir toda a necessidade da população de Londrina”, enfatizou.

Nas duas UBSs de referência para o público infantil, estão sendo priorizados os atendimentos de crianças com quadro respiratório, explicou a assessora da Diretoria de Atenção Primária em Saúde (DAPS) da SMS, Ana Paula Bastos. “O objetivo da estratégia é ampliar o acesso e dar maior resolutividade aos atendimentos infantis neste período de maior demanda, além de contribuir para reduzir a procura por serviços de urgência em casos que podem ser manejados na Atenção Primária”, disse.
Como em toda UBS, assim que o paciente chega, passa por uma avaliação da equipe de Enfermagem. Se for necessário, a equipe ou o próprio médico, poderá direcionar o paciente às outras unidades da Rede Carinho para realização de exames complementares, como raio-x e outros. “Dependendo da triagem da unidade, o paciente pode ser encaminhado para o PAI ou para algum outro serviço de maior complexidade. Importante ressaltar que essa escala pode ser ampliada. Inclusive, se a demanda aumentar, podemos abrir outras unidades, o que vai depender do comportamento da epidemiologia do município”, destacou Ana Paula Bastos.




