Prefeitura formaliza investimento de R$800 mil em time de Londrina que jogará a Superliga Feminina
Parceria com equipe que veio de Maringá terá validade pelas próximas três temporadas; projeto busca mobilizar Londrina e alavancar a modalidade
Para viabilizar o desenvolvimento do projeto esportivo de voleibol que representará Londrina na Superliga Feminina 2026/2027, a Prefeitura oficializou o investimento de R$800 mil que concretiza a parceria com a equipe Sancor Seguros Vôlei Londrina. A mudança do time feminino que saiu de Maringá para disputar em Londrina a divisão de elite da modalidade foi anunciada no final de maio, em evento convocado pela Fundação de Esportes (FEL).
O termo de colaboração nº 39/2026, que consuma legalmente o acordo, foi assinado ontem (2) e publicado nesta quarta-feira (3) no Jornal Oficial do Município (JOM), edição nº 5.789. Lançando Londrina aos holofotes do vôlei nacional, como única equipe paranaense presente na competição, o projeto prevê parceria pelos próximos três anos na cidade – temporadas 2026/2027 e 2028/2029.
O repasse de R$800 mil será dividido em duas parcelas de R$400 mil, liberadas conforme o cronograma orçamentário e plano de trabalho da FEL. Os pagamentos serão feitos em junho deste ano e janeiro de 2027.

Este recurso provém da Fundação de Esportes de Londrina, por meio do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), programa que fomenta todos os anos dezenas de iniciativas do segmento na cidade, entre diferentes modalidades e níveis. A proposta contemplada nesta parceria com o time de vôlei é focada em competições de alto rendimento, e, por sua especificidade, foi viabilizada por dispensa de chamamento por inelegibilidade. Dessa forma, não foram necessárias mudanças legislativas ou similares para tornar a iniciativa viável.
O presidente da FEL, Felipe Prochet, enfatizou que a consolidação do termo garante o direcionamento do investimento ao novo time que Londrina já abraçou. As perspectivas do projeto, acredita ele, são as melhores possíveis para alavancar a modalidade na cidade. “Quando tivemos a possibilidade de concretizar essa parceria não perdemos a chance. Um time que disputa a Série A do vôlei, onde estão as melhores equipes e atletas, eleva o nome de Londrina no cenário nacional. São jogos transmitidos por emissoras para todo o país, publicidade, possibilidade de grandes públicos no Moringão, movimentação financeira forte, estímulo da ligação entre clube e torcedores, do turismo, entre vários aspectos positivos que o vôlei feminino traz para Londrina”, destacou.

Prochet acrescentou que o compromisso inicial do Município de Londrina com o time Sancor Seguros Vôlei era o repasse dos R$800 mil, enfatizando que a pretensão é estender a validade do projeto após sua consolidação. “Queremos muito que o sucesso dessa parceria seja grande nesses três anos, durante a gestão do prefeito Tiago Amaral, e traga novos frutos bons. A ideia é que ele se perpetue como força regional e vamos trabalhar para que isso se torne realidade”, reforçou.
A Superliga Feminina 2026/2027 começará no mês de outubro. Antes disso, em meados de julho, as atletas do time londrinense iniciam a preparação no Ginásio Moringão, que abrigará os treinamentos e partidas da competição.

Projeto de CT do Vôlei – O titular da FEL também falou sobre a possibilidade de Londrina ganhar um novo Centro de Treinamento (CT) voltado especialmente ao vôlei. Surgida há alguns meses, a proposta veio do próprio time que veio de Maringá para Londrina, tendo como foco a construção de um complexo envolvendo um ginásio novo e espaços com quadras oficiais, alojamentos, parte administrativa, ambientes para recuperação física, categorias de base e outros.
Algumas das inspirações para implantar o CT são o complexo Sportville, em Barueri (SP), e o CT da Confederação Brasileira de Voleibo (CBV), em Saquarema (RJ). A base do projeto, previsto para ser colocado em prática a partir de 2027, foi elaborada pela empresa Kango, de Curitiba (PR), referência em soluções esportivas.
Segundo Felipe Prochet, o projeto ainda terá desdobramentos e sua viabilidade avaliada. Ele disse que a proposta casa com os objetivos da FEL alinhados a ideias de novos ginásios para a cidade. “No processo de trazer o time de Maringá para jogar em Londrina a gente conversou com eles sobre essas intenções, que incluem um ginásio com CT voltado ao desenvolvimento do vôlei na nossa região. Um ginásio que não seria exclusivo para o vôlei, claro, mas com perfil para abrigar um time forte de elite na modalidade e explorar os treinamentos por aqui. Isso tudo demanda tempo, captação de recursos e investimentos, mas é um horizonte que pode ser aproveitado”, sinalizou.




