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Encontro no Senai marca início do Plano de Industrialização de Londrina

Prefeito Tiago Amaral destaca parceria pioneira com a Fiep para acelerar processo de mudança da matriz econômica do Município

Com a meta de dobrar de 14% para 25% a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) local até o final de 2028, Londrina está dando grandes passos para acelerar o seu processo de industrialização.

Em iniciativa conjunta entre Prefeitura, por meio do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Sistema Senai, foi realizada nesta quarta-feira (17) a primeira reunião de trabalho para a elaboração do Plano de Industrialização de Londrina.

Primeiro workshop foi realizado na sede do Senai, no Bancários / Foto: Fiep

Mais de 80 representantes do setor industrial, lideranças empresariais e representantes de setores estratégicos do município se reuniram na sede Celso Charuri do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no Jardim Bancários, para traçar os eixos e diretrizes que visam promover a mudança na matriz econômica com desenvolvimento econômico, maior participação do PIB industrial e geração de emprego e renda.

Construção coletiva – A iniciativa marca o começo de uma construção coletiva voltada à definição de um plano de desenvolvimento industrial de longo prazo para Londrina. O trabalho tem como principais direcionamentos estabelecer condições constitucionais (segurança de ativos, segurança jurídica, simplificação burocrática e tributação competitiva), dinamização econômica (atração de investimentos, financiamento indutor e inserção internacional), infraestrutura produtiva (segurança energética, logística e integração e áreas industriais estruturadas) e produtividade e capacidades (sustentabilidade econômico-ambiental, capital humano produtivo, atualização tecnológica e inovação e transformação digital).

Prefeito Tiago Amaral / Foto: Fiep

Londrina detém atualmente o quarto maior Produto Interno do Paraná do Paraná, cerca de R$ 21 bilhões, o que representa 4,17% do PIB do Estado (R$ 671 bilhões), sendo que o setor de comércio e serviços é o responsável por grande parte da geração de empregos formais na cidade. A participação da indústria no Produto Interno Bruto local é de 14% e a meta da gestão do prefeito Tiago Amaral é quase dobrar esse índice ainda no curto prazo.

Para que a transformação aconteça, destaca o prefeito, é necessário construir uma estratégia capaz de orientar decisões públicas e privadas nos próximos anos, com base nas características reais do município. A proposta é que o plano aponte caminhos para fortalecer empresas já instaladas, atrair novos investimentos, estimular inovação e criar condições para ampliar renda e empregos.

“O Plano de Industrialização de Londrina será o nosso grande guia, nosso passo a passo, para materializar aquele sentimento que temos no coração, que é a industrialização da cidade. Entendendo a necessidade de promover essa transformação na nossa matriz econômica, ouvindo todos os setores, vimos que o que nos falta é uma construção coletiva e efetiva do roteiro que teremos que seguir para realmente transformar Londrina em uma das cidades mais industrializadas do País”, afirmou.

 

Tiago destacou o pioneirismo da parceria com a Fiep no processo de construção coletiva do Plano. “Se estamos falando de industrialização, temos que chamar os industriais para que possam debater em conjunto aquilo que de fato importa para a indústria. E a Fiep, em parceria com a Prefeitura de Londrina, está fazendo um projeto extremamente inovador, pioneiro, liderando esse processo e com um ponto que para mim é fundamental: a participação também dos industriais e altos executivos de Londrina, que são as pessoas que mais sentem as dores e as dificuldades do setor”, observou.

O prefeito reforçou que o plano é uma política pública de caráter permanente. “Importante lembrar que essa iniciativa não é só da atual gestão, tem que ser da cidade de Londrina, e esse é um grande referencial: olhar para a cidade no curto, no médio prazo e longo prazo”, pontuou.

Governança – O presidente da Codel, Fabrício Bianchi, definiu que o workshop que marcou o início dos estudos nesta quarta-feira é um divisor de águas na estratégia de promover o desenvolvimento econômico da cidade.

“Esse momento é um divisor de águas na história da cidade porque temos aqui industriais, representantes dos poderes Executivo e Legislativo, iniciativa privada, promotoria pública e sindicatos dos segmentos mais representativos da indústria, como químico, eletrometalmecânico, tecnologia da informação e comunicação, entre outros, todos trabalhando pelo desenvolvimento de Londrina”, disse.

O presidente da Codel, Fabrício Bianchi / Foto: Fiep

Bianchi explicou que a partir da definição dos eixos e diretrizes estabelecidos no encontro, as equipes da Codel e da Fiep terão reuniões periódicas para validar o material produzido e construir o modelo de governança adequado ao Plano de Industrialização.

“Esse é o momento para podermos entender o processo e as análises corretas e fazer a escolha estratégica do município para poder chegar nessa métrica determinada pelo prefeito de aumentar para 25% a participação da indústria no PIB local”, definiu.

Várias mãos – Industrial do ramo da eletrometalmecânica, ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e atual coordenador da Fiep para a Região Norte do Estado, Valter Orsi avaliou como bastante produtiva a primeira reunião de estudos do Plano de Industrialização de Londrina.

Valter Orsi, da Fiep / Foto: Fiep

“Eu digo que hoje nós estamos numa nova etapa, muito, muito importante, porque agora soma a Fiep, que vem com uma expertise bem focada na industrialização. O projeto aqui em Londrina é um projeto-piloto e deu para perceber pelo altíssimo nível das pessoas presentes, em uma ação de diversas mãos, que iremos elaborar um trabalho de curto, médio e longo prazo visando aquilo que vimos buscando há muito tempo, que é a industrialização de Londrina”.

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