Sema recebe propostas de atividades para próximas edições do projeto “Vem pro Parque”
Intenção é aproximar mais a comunidade do Parque Arthur Thomas e atrair ideias de ocupação consciente e harmoniosa; qualquer pessoa pode indicar suas sugestões
O público de Londrina e região que deseja contribuir para a formulação de ações criativas que promovam educação ambiental, arte e cuidados com a natureza, no Parque Arthur Thomas, pode cadastrar propostas junto à Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). O projeto “Vem pro Parque – Vivências e Saberes na Natureza”, que realiza edições mensais neste local, está recebendo sugestões de colaboradores interessados em atuar junto à iniciativa nas próximas edições. O convite é aberto a pessoas, coletivos, artistas, educadores e instituições que queiram compartilhar suas vivências ligadas ao meio ambiente e ocupação sensível dos espaços públicos.
A colaboração pode ser feita por meio de formulário disponibilizado em ambiente on-line (clique aqui) pelo setor de Educação Ambiental da Sema. Todas as atividades serão analisadas, com possibilidade de fazerem parte da programação do projeto ao longo deste ano. Inicialmente, o cadastro prevê a organização de eventos mensais até o final de 2026. Caso a proposta renda os resultados esperados, a ideia é dar continuidade nos anos seguintes.

A seleção partirá do entendimento de que a ocupação deva ser consciente e harmoniosa, aberta para conhecimentos ou práticas dentro de uma abordagem sustentável, sensível e humanizada, desde que respeite as características do local, o regimento e condutas da Unidade de Conservação.
O “Vem pro Parque” é uma parceria entre a Sema e o Laboratório dos Anos Iniciais (LAI) da UEL, com eventos em todo terceiro domingo do mês. A edição de estreia foi em maio deste ano, com a temática “Entre Cantos e Voos na Floresta: conhecendo as aves do Parque Arthur Thomas”. Em junho, a programação contou com oficinas e vivências idealizadas pelo Departamento de Artes Plásticas da UEL. O próximo encontro, no dia 19 de julho, vem com a temática julina, cuja programação ainda está em construção.
Segundo a integrante da Assessoria de Educação Ambiental da Sema, Maitê Motta, componente da organização da iniciativa do banco de propostas, a campanha aposta na construção coletiva para criação e compartilhamento de vivências no Parque Arthur Thomas, estreitando o vínculo de pertencimento dos próprios visitantes enquanto agentes de transformação cultural. “Esse processo valoriza ações comunitárias integrativas, a troca de saberes, produção de encontros e ocupação sensível dos espaços públicos. Mais do que uma temática específica, buscamos validar atividades que abordem de forma sustentável, sensível e humanizada o seu tema de escolha. Tudo isso amplia as possibilidades de ações, eventos, abordagens e formas de interação, o que pode atrair público cada vez mais diverso ao Parque. Estamos de portas abertas à avaliação e, se necessário, à adaptação das propostas que chegarem”, afirmou.
Estimular a participação é uma forma de aproximar mais a comunidade do Parque Arthur Thomas, mobilizando pessoas e projetos que fortaleçam a conexão da cidade com a natureza. Foi o que frisou a coordenadora de Educação Ambiental da Sema, Amanda Bitencourt, destacando que esta iniciativa reforça o compromisso da Secretaria em extrapolar as barreiras institucionais para ampliar o acesso do público às pautas ambientais. “Permitir que a sociedade esteja perto de nós, ajudando nessa construção, dá mais força e visibilidade às ações e abre margem para novas ideias. Nossa equipe conduzindo as atividades no Parque, os visitantes aproveitando as agendas, isso é a educação ambiental acontecendo ao vivo, gerando maior confiança e reconhecimento em relação ao trabalho da Sema”, sublinhou.

A coordenadora acrescentou que o “Vem pro Parque” colabora para ressignificar a função do parque municipal com programações diversificadas. “Esse equipamento deixa de ser um espaço de passagem e passa a ser um ponto de encontro com propósitos diversos. Cada edição dá um motivo concreto para a pessoa retornar, como a trilha guiada, observação de aves e outros animais, entre outros atrativos explorando um vasto potencial. Tudo isso muda a relação do público com o Arthur Thomas. Ele deixa de ser apenas aquele parque bonito para caminhar e passear e é encarado como um lugar onde as pessoas aprendem e se envolvem mais diretamente”, pontuou.
Projeto amplo e democrático – As oficinas e vivências oferecidas por meio do “Vem pro Parque” são destinadas a qualquer pessoa interessada em participar das atividades. Até o momento, o projeto reuniu arte, conhecimento e criação por meio de abordagens diversas, como oficinas de artesanato, trilhas, rodas de conversa, exposições e intervenções com vivências experimentais.

A ideia da iniciativa surgiu após o evento de reinauguração do Parque Arthur Thomas, no final de 2025, depois de atividades realizadas entre Sema e LAI, da UEL, por professoras e estagiárias. A partir do ‘piloto’, a parceria se fortaleceu pensando em algo maior: um projeto de frequência mensal que trouxesse atividades de interação com as famílias e visitantes em geral, para além dos espaços interativos já estruturados no local.
De acordo com a técnica do setor de Educação Ambiental da Sema, Maitê Motta, a sensibilização da comunidade para modos de vida mais sustentáveis é parte da essência das ações. “Vivemos em uma sociedade marcada pelo distanciamento da conexão com ambientes naturais. Estudos apontam que crianças que brincam na natureza tendem a desenvolver maior sensibilidade e a se tornarem mais proativas em relação ao meio ambiente na vida adulta. Nesse sentido, a iniciativa de promover ações culturais e vivências no Parque busca aproximar cada vez mais as famílias dos habitats naturais e dos inúmeros benefícios gerados por esse contato”, concluiu.




