Mutirão no Flores do Campo oferece vagas de emprego e regularização migratória
Moradores da região, migrantes, refugiados e brasileiros poderão participar de entrevistas de emprego e acessar serviços de documentação
Neste sábado (18), a população do Residencial Flores do Campo e região poderá participar de um mutirão que reúne entrevistas de emprego e atendimentos de regularização migratória. Realizada das 9h às 12h, a ação ocorre na Igreja Luz do Salvador, localizada na rua Christovam Gimenez, 13, zona norte. A iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), por meio do Programa de Atendimento e Acompanhamento aos Migrantes, Refugiados, Apátridas e suas Famílias, em parceria com a Cáritas Arquidiocesana de Londrina e com apoio da empresa RPF Group.
O mutirão terá dois eixos principais: entrevistas para vagas de emprego e orientação sobre documentação migratória. Embora o foco seja atender os moradores do Flores do Campo, pessoas de outras regiões também poderão participar. As oportunidades de trabalho, inclusive, estão abertas tanto para migrantes quanto para brasileiros.
Para as vagas de emprego, a empresa RPF Group realizará entrevistas para contratação para os cargos de auxiliar de produção e auxiliar de expedição. As vagas fazem parte da ampliação das atividades da empresa, que está implantando um novo turno de produção. O único requisito informado é ter mais de 18 anos, e será oferecido suporte à documentação e ao idioma aos candidatos migrantes.
Em relação aos serviços de regularização migratória, serão prestadas orientações e encaminhamentos relacionados à solicitação e renovação de refúgio, autorização de residência, Registro Nacional Migratório (RNM), naturalização, reunião familiar, emissão de CPF, vistos e outros procedimentos. Também será realizado o agendamento de atendimentos junto à Polícia Federal, etapa necessária para diversos processos migratórios.

Segundo o coordenador do Programa de Atendimento aos Migrantes, Marcos Regazzo, a escolha do bairro leva em consideração o perfil da população atendida pelo serviço. “São estimados 1.645 pessoas migrantes no bairro, composto basicamente por 80% de pessoas migrantes em situação de vulnerabilidade social. É o nosso maior público atendido, principalmente venezuelanos”, explicou.
Para a gestora da parceria e Gerente de Gestão do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Cláudia Lanzoni, a iniciativa busca fortalecer a inclusão social da população migrante. “O objetivo é ampliar o acesso dos migrantes ao mercado de trabalho formal e orientar sobre os procedimentos necessários para a regularização documental, aspectos fundamentais para o exercício da cidadania, acesso às políticas públicas e construção de autonomia”, acrescentou.
Os migrantes interessados no atendimento deverão apresentar os documentos disponíveis, como passaporte, Registro Nacional Migratório (RNM), protocolo de solicitação de refúgio, documento de identidade do país de origem, CPF (caso possuam) e certidões de nascimento ou casamento.
Texto: Clara Chamorro, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




