Fórum na CTD debate inovação na gestão pública a serviço do cidadão
Durante encontro, companhia assina protocolo de intenções com Prefeitura de Vitória, a cidade mais inteligente do Brasil

“Quando a inovação encontra propósito, a cidade evolui”. O tema embalou o Fórum Londrina de Cidades Inteligentes, promovido nesta terça-feira (28) pela Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD), em parceria com o Sebrae/PR, e que reuniu diversas lideranças do setor no Parque Tecnológico Francisco Sciarra (Tecnocentro), onde está instalada a sede da companhia.
Em mais de cinco horas de evento, foram debatidas soluções de inovação na gestão pública que tenham impacto direto no dia a dia dos cidadãos.
Durante o encontro, o prefeito Tiago Amaral e o presidente da CTD, Roberto Moreira, assinaram protocolo de intenções para fortalecimento de parcerias e troca de experiências com a Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV), cidade premiada em 2025 como a mais inteligente do Brasil.

O diretor-presidente da CDTIV, Jairo Siqueira, e o assessor especial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade de Vitória (Sedec), Flávio Varella Cabral, foram alguns dos painelistas do fórum, quando falaram sobre as principais ações que levaram a capital capixaba a receber o reconhecimento nacional.
Londrina ON – O prefeito liderou o primeiro painel do dia, que discutiu o conceito, a implantação e os primeiros avanços do Londrina ON, a plataforma de atendimento unificado dos principais serviços de zeladoria da Prefeitura. Também participaram o presidente da Londrina Iluminação, Vitor Horita, e o presidente do Instituto de Cidades Inteligentes (ICI) de Curitiba, Alexandre Gedanken, com mediação do presidente da CTD, Roberto Moreira.
O programa, principal ação de transformação digital da atual gestão municipal, já possui mais de 13 mil usuários cadastrados e 7,8 mil protocolos abertos.
O terceiro painel do Fórum reuniu algumas das maiores referências nacionais da área de inovação para discutir o comportamento das cidades inteligentes nas regiões metropolitanas.

O tema foi debatido pela CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities, de São Paulo, maior prêmio de cidades inteligentes da América Latina, Paula Faria; a CEO da Bright Cities, plataforma especializada em soluções de cidades inteligentes na gestão pública, Raquel Cardamone; e a presidente do Instituto iCities, hub de inovação e cidades inteligentes de Curitiba, Juliana Palácios. A mediação foi da presidente da governança Londrina Inteligente, Cristianne Cordeiro.
Avaliação – O prefeito Tiago Amaral avaliou que o evento foi de extrema importância para mostrar por que ele elegeu como uma das principais ações de sua gestão promover a inovação digital na administração municipal.
“Uma cidade, para ser inteligente, precisa ter, claro, tecnologia e soluções que sejam realmente modernas, mas adequadas e que atendam diretamente o cidadão. Londrina hoje é uma referência nacional em seu ecossistema de inovação por parte da sociedade civil organizada. Mas o maior desafio, logo quando assumi a Prefeitura, era transformar a administração pública municipal em uma administração pública também moderna. Para quem? Para o prefeito? Também, mas principalmente para o cidadão, para que o cidadão pudesse ter um acesso mais rápido, mais ágil, mais direto aos nossos serviços, com uma estrutura que fosse mais enxuta e muito mais moderna. O Fórum Londrina de Cidades Inteligentes mostra exatamente o caminho que estamos seguindo”, afirmou.
Transformação digital – Roberto Moreira, da CTD, avaliou que o fórum permitiu uma intensa troca de experiências entre gestores e lideranças do setor de inovação e pontuou que a implantação do Londrina ON é uma demonstração de que a transformação digital já está acontecendo na Prefeitura de Londrina.

“O Londrina ON é um projeto que nasceu na gestão do prefeito Tiago Amaral, em que a CTD está à frente, e é a grande estratégia de transformação digital da Prefeitura”, apontou. “Na primeira fase, iniciou com o conceito que chamamos de omnichannel, no qual o cidadão consegue enviar as demandas diárias da sua rua, do seu bairro, via aplicativo, telefone e site. Na segunda fase, introduzimos a telemedicina, que é um serviço que vem sendo bastante utilizado, são em média mais de 90 pacientes por dia, e isso será ampliado. Podemos falar que a Prefeitura está fazendo o seu papel quando se fala em cidades inteligentes”, analisou.
O presidente da Londrina Iluminação, Vitor Horita, reforçou que a gestão de dados por parte dos órgãos e secretarias atendidos no pelo Londrina ON é fundamental para garantir a eficiência do programa. Ele citou que mesmo a demanda por troca de lâmpada apagada liderar o número de solicitações, o índice de resolutividade da companhia dentro do prazo está em 99%. “Nosso próximo passo é entender o que tem gerado a incidência de lâmpadas apagadas para diminuir o problema”, afirmou.
Responsável pela gestão do canal 156, o canal oficial de zeladoria da Prefeitura de Curitiba, o ICI auxiliou a CTD a desenvolver o Londrina ON. O presidente do instituto, Alexandre Gedanken, disse que a plataforma da Prefeitura de Londrina tem totais condições de ampliar sua carta de serviços de atendimento aos cidadãos.

“Em Curitiba, temos cerca de 1,2 mil serviços de todas as secretarias atendendo a necessidade da população, e Londrina está caminhando nesse sentido. O Londrina ON é um embrião para que Londrina chegue a oferecer todos esses serviços à população, tendo a melhor forma de fazer a zeladoria da cidade, entendendo todas as necessidades que a população tem”, observou.
Foco no cidadão – O diretor-presidente do CDTIV, de Vitória, Jairo Siqueira, destacou que uma cidade inteligente não se faz meramente com o uso de tecnologia. “O conceito técnico de uma cidade inteligente é que ela tem como finalidade a prestação do serviço ao cidadão. Uma cidade inteligente não é uma cidade meramente tecnológica, a tecnologia serve para você entregar aquilo que o cidadão realmente almeja”, apontou, citando como exemplo soluções adotadas para minimizar os impactos das chuvas nas áreas de encosta da capital capixaba.




