ECOH transforma Londrina com a força ancestral da contação de histórias
Em sua 15ª edição, o Encontro de Contadores de Histórias divulga a programação de espetáculos, oficinas e brincadeiras, distribuídos por toda cidade
De 19 a 30 de agosto, o 15º ECOH – Encontro de Contadores de Histórias de Londrina oferece uma agenda de oficinas, espetáculos e brincadeiras em vários pontos da cidade, da região central à periferia. Toda a programação é gratuita e mostra diferentes expressões da narrativa oral.
O festival também leva artistas às escolas e Centros Municipais de Educação Infantil da rede municipal de ensino, ao Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece) e aos Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCIs) das regiões Norte, Leste e Oeste.

Oficinas e apresentações abertas
A abertura, no dia 19, será com a oficina Laboratório das Histórias, ministrada por Marlon Chucruts, da Cia. Malas Portam, na Unopar Piza. No dia 20, Aline Alencar e Carolina Guimarães, da Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular, conduzem Processos Criativos na Arte de Contar Histórias, no Centro de Educação, Comunicação e Artes da Universidade Estadual de Londrina. As duas oficinas exigem inscrição prévia pelos formulários disponíveis no site do ECOH.
Entre as apresentações abertas à comunidade está Histórias do Velho do Saco, do ator, escritor e narrador pernambucano Luciano Pontes, no Auditório do Sesc Londrina Centro. O espetáculo revisita uma figura conhecida do imaginário popular e apresenta velhos e velhas como personagens de sabedoria, humor e poesia.
No dia 22, a Ocupação Flores do Campo recebe Na Gira da Saia, Roda o Coco na Paraíba, com Aline Alencar e Carolina Guimarães. Música, dança e narrativa conduzem uma história inspirada nas mulheres que mantêm viva a tradição do coco paraibano. Na mesma noite, o Centro Cultural SETA é palco do ECOHAR, encontro aberto a todos os interessados, dedicado à troca de experiências e à reflexão sobre a arte da narrativa em Londrina.

No domingo, dia 23, o Aterro do Lago Igapó será palco de uma Praça de Contação e Brincadeiras, com atividades para toda a família. Além de uma nova apresentação de Na Gira da Saia, Roda o Coco na Paraíba, o público poderá assistir a Moridjane, da Cia. MoonLight, trabalho inspirado em ritmos e ritos de povos mandingas da África Ocidental.
As histórias voltam às ruas no dia 29, em frente à Biblioteca Pública Municipal, com Auto do Boi na Pracinha, do grupo Bumba Meu Boi Estrela da Vila. A história de Catirina, Francisco e do boi é apresentada em forma de pantomima, acompanhada por toadas, tambores, matracas e maracás.
O encerramento será no dia 30, na Biblioteca Preta da Casa da Vila, com Preta do Leite: Contando e Cantando Ancestralidades, de Edna Aguiar, e uma nova apresentação de Moridjane.
Confira a programação completa, com horários, endereços e classificações indicativas, no site do festival.
Histórias em circulação
Durante os 12 dias do encontro, escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil receberão espetáculos para diferentes faixas etárias. A agenda inclui narrativas inspiradas na cultura popular brasileira, histórias acompanhadas por música, personagens construídos com materiais recicláveis e trabalhos voltados à primeira infância.
Nos Centros de Convivência da Pessoa Idosa, o público acompanha Histórias do Velho do Saco e Cantos e Causos, de Diego Loman e Luís Josiaqui. Este último é inspirado nas memórias, na música e na vida do interior.
No Ilece, serão apresentados Preta do Leite: Contando e Cantando Ancestralidades e Histórias Cantadas, de Rakelly Calliari e Rafael Fuca. Histórias Cantadas foi concebida para favorecer o diálogo com crianças e jovens neurodivergentes e permanece aberta à interação, ao improviso e às respostas do público.
O canto do uirapuru inspira a edição
A identidade visual e poética desta edição tem como inspiração o uirapuru, pássaro de canto raro que, segundo histórias do imaginário amazônico, faz a floresta parar para ouvir. Na ilustração criada por Fernando Ito, a ave representa o instante em que uma história muda o ritmo do cotidiano e cria, entre quem conta e quem acompanha, um espaço compartilhado de imaginação e presença. Símbolo dos 15 anos do ECOH, o uirapuru traduz a força das histórias que circulam de voz em voz, atravessam territórios e gerações e permanecem vivas ao encontrar novos públicos.
O 15º ECOH é realizado pelo Instituto Cidadania, com produção do Coletivo ECOH, patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina (Promic) e apoio da Vila Cultural Casa da Vila, Vila Cultural Alma Brasil, CLAC, Canto do MARL, Sesc Cadeião e Rádio UEL FM.
Texto: Assessoria de imprensa do ECOH




