Cidade

Servidores da Educação participam de capacitação para solução de conflitos na escola

Objetivo é trazer conhecimentos aos docentes para que eles possam aplicar as práticas da Justiça Restaurativa no ambiente escolar

Participantes aprendem mais sobre as formas de solucionar os conflitos, por meio do diálogo e da escuta ativa com ajuda dos círculos restaurativos

Na próxima terça-feira (3), das 8h às 18h, 45 profissionais da Secretaria Municipal de Educação vão participar da segunda fase do 6º Curso de Capacitação de Facilitadores do Núcleo de Articulação da Justiça Restaurativa em Londrina. O encontro será no Instituto de Ensino Superior de Londrina (Inesul), na Avenida Duque de Caxias, 1.290, no Jardim Londres.

Os professores, supervisores, diretores e gestores de educação estão aprendendo mais sobre meios alternativos para a resolução de conflitos no ambiente escolar, por meio da metodologia da justiça restaurativa. Para ministrar a capacitação foram convidadas docentes de Direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Ao todo, serão 64 horas de capacitação para a formação dos facilitadores.

De acordo com a representante da Secretaria de Educação no Comitê de Articulação de Práticas Restaurativas de Londrina, Carla Cordeiro, durante o curso, os participantes aprendem mais sobre as formas de solucionar os conflitos, sejam eles pessoais ou interpessoais, por meio do diálogo e da escuta ativa com ajuda dos círculos restaurativos. Assim, é possível prevenir situações de estresse e aumentar o respeito entre os profissionais.

“A partir desse ano, começamos a implementar as ações trazidas pela Lei Municipal n° 12.467/2016 nas escolas. Mas isso é algo gradativo, pois é preciso formar os professores e o grupo gestor que desenvolverá a técnica da justiça restaurativa no ambiente escolar. Alguns daqueles estão concluindo a formação e estão aplicando o que aprenderam no curso em sua unidade escolar. O Município vem realizando círculos de diálogo entre os professores e funcionários, com os pais e familiares das crianças e com os alunos. Nossa intenção é abrir nova turma no ano que vem”, explicou Carla.

A intenção do curso é buscar a pacificação do ambiente profissional e escolar e repassar às crianças a importância do diálogo para a solução das adversidades interpessoais, aumentando, dessa forma, a resolutividade dos conflitos e criando a cultura da não violência.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Maria Tereza de Moraes, a atual gestão pretende formar, pelo menos, dois facilitadores para cada unidade escolar. Por isso, os profissionais terão capacitações constantemente. “A gente deseja conseguir chegar em todas as escolas e centros municipais de educação infantil, pois a ideia é ampliar para todo mundo. Temos as formadoras da UEM e encaminhamos professores para outras cidades para fazerem o curso. Teremos mais um curso nesse ano e, em 2018, pretendemos fazer com o máximo de professores possíveis”, destacou.

Em Londrina, a primeira escola a receber o projeto foi a Escola Municipal Zumbi dos Palmares (Caic Zona Sul). Atualmente, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Abdias do Nascimento e as escolas municipais Norman Prochet, Maestro Roberto Pereira Panico e Eugênio Brugin desenvolvem ações da justiça restaurativa dentro nas unidades. Ao todo, até o momento, 33 unidades escolares contam com facilitadores em formação.

Justiça Restaurativa – Em Londrina, o Programa Municipal de Justiça Restaurativa tornou-se uma política pública com a criação da Lei n° 12.467/2016. A intenção é promover a pacificação social e a restauração das relações prejudicadas pelos conflitos ou violências. As partes envolvidas participam de conversas com orientadores que ajudam a abordar o problema e construir uma solução consensual. O foco é a transformação das pessoas e não a punição.

Antes da assinatura desta lei houve trabalhos intensos realizados pelo Conselho Municipal da Cultura de Paz (Compaz), pela organização não governamental Londrina Pazeando e pela juíza da 2ª Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Paraná, Claudia Catafesta.

No Brasil, a Justiça Restaurativa existe há cerca de 10 anos e é incentivada pela Organização das Nações Unidas (ONU), promovendo a cultura da paz por meio da metodologia restaurativa. O Comitê de Articulação de Práticas Restaurativas é o órgão responsável pelo planejamento do programa municipal em Londrina. São integrantes do grupo o Conselho Municipal da Cultura de Paz (Compaz), Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Municipal de Educação (CMEL), secretarias municipais de Assistência Social e Educação, Poder Judiciário e a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Ana Paula Hedler

Gestora de Comunicação, formada em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, especialista em Comunicação com o Mercado pela Universidade Estadual de Londrina e Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná.

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