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Boletim da dengue aponta semana sem novos casos pela primeira vez em 2026

Relatório epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde aponta que o combate à dengue segue obtendo bons resultados e reforça a importância das ações de prevenção à doença 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Londrina divulgou, nesta quarta-feira (26), um novo boletim epidemiológico da dengue. Pela primeira vez ao longo deste ano, não houve novos casos confirmados da doença, no período analisado. Desde o início do ano, foram registradas 11.049 notificações da doença, dos quais 9.352 foram descartados e 1.328 ocorrências foram confirmadas, sendo duas delas fatais. Outros 369 notificações seguem em análise.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda é expressiva: houve redução de 72,08% nos casos confirmados, e de 77,78% na frequência de óbitos. Quanto à Chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito, embora tenha havido notificações, não houve nenhum caso confirmado em Londrina, em 2026.

O gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas, considerou um marco histórico a ausência de novos casos confirmados no período revisado pelo boletim. Ele apontou que a redução nos casos de dengue é um resultado do trabalho da Vigilância Ambiental somado à cooperação da comunidade. “Nossos profissionais estão nas ruas para orientar, fiscalizar e proteger as famílias. É preciso que a população abra as portas para o trabalho da equipe, porque o combate à dengue só funciona quando feito em parceria”, pontuou. 

Foto: Rakelly Calliari / NCom

Em campo para vistorias na zona oeste nesta quinta-feira (27), a supervisora regional Silvana Guimarães e as agentes de combate a endemias Márcia Nascimento e Lucimar Lemos relataram que uma das principais dificuldades encontradas são os imóveis fechados. “Algumas pessoas não entendem que precisamos repetir as visitas, mas este trabalho é muito necessário”, avaliou Nascimento. 

As agentes destacaram que as visitas são periódicas para acompanhar a proliferação do mosquito, que exige vigilância constante. Elas explicaram que, em casos de imóveis desocupados, há um trabalho de contato com as imobiliárias para negociar o acesso. Já nos casos dos imóveis ocupados, são feitas tentativas em horários diferentes, inclusive aos sábados; se, mesmo assim, não houver alguém para atender, é deixado um comunicado para que a vistoria possa ser agendada para dia e horário em que o morador possa receber os agentes.

Vistorias estratégicas e domiciliares

Equipes da Vigilância Ambiental e da CMTU atuam em parceria. Foto: Rakelly Calliari / NCom

Outra equipe que esteve em campo na zona oeste de Londrina nesta quinta (27) trabalha especificamente pontos estratégicos  que podem desenvolver criadores com maior facilidade, como espaços com grande concentração de itens acumulados, ferros-velhos, pontos de reciclagem, entre outros.

Em média, são visitados 200 imóveis por mês, com retorno a cada um deles após 15 dias para a averiguação da efetividade das medidas tomadas. O supervisor da equipe, Yuri Barbosa, trabalha na área há 16 anos como agente de endemias e acompanhou a ação realizada nesta manhã em parceria com equipes contratadas da CMTU para a limpeza de um imóvel com grande volume de material acumulado na área externa. “A gente verifica se existem pontos de acúmulo de água, como garrafas e tambores, e vai pontuando o que pode ser retirado”, explicou.

Barbosa destacou ainda a importância do trabalho e os bons resultados que podem ser obtidos com as ações executadas pela equipe. “Hoje, a importância aqui é evitar a proliferação, retirando vários criadores. Assim, diminui no geral a questão das notificações”, pontuou. 

Além da equipe de limpeza em locais estratégicos, as visitas domiciliares dos  agentes continuam como de costume. A moradora Janete Aparecida Dias abriu as portas de sua residência para a vistoria e destacou que todo o cuidado contra a dengue é imprescindível.  “Eu acho muito importante essas visitas da equipe porque, por mais que a gente cuide, sempre tem algum espacinho que fica ali o bichinho guardado, né? O cuidado é essencial e maravilhoso para poder ter uma boa saúde, para não pegar a dengue”, comentou. 

Quem fez a averiguação na residência foi a agente de endemias Fátima Emiko Matuo, que há 12 anos faz parte do combate à doenças por meio das ações de prevenção. Matuo afirmou que alguns pontos das casas merecem atenção especial, como banheiros sem utilização, e quaisquer recipientes que possam acumular água. “Eu adoro o meu trabalho, me sinto importante fazendo parte disso. Percebo que algumas casas melhoraram sim com o passar do tempo, mas tem outras que continuam a mesma coisa. De modo geral, a conscientização da população tem tido uma melhora, eu tenho percebido isso durante as visitas”, considerou.

Disque Dengue

Para que a população possa cooperar ainda mais, a Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza o Disque Dengue, por meio do número 0800-400-1893, para que os moradores possam agendar vistorias ou fazer denúncias de locais onde possa haver focos do mosquito Aedes aegypti. O canal atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A qualquer hora do dia, também é possível registrar o pedido pela internet, na página eletrônica da Vigilância Ambiental.

Além disso, a vacina contra a dengue segue disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, nas Unidades Básicas de Saúde do município.

Texto: Rakelly Calliari e Rhayssa Fernandes, estagiária sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina

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