Biblioteca Central promove primeiro aulão de História e Geografia para vestibular da UEL
Encontros gratuitos serão realizados nos dias 12, 19 e 26 de setembro, com conteúdos sobre Londrina e o Paraná
Estudantes que vão prestar o vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) poderão participar de um aulão gratuito de História e Geografia de Londrina e do Paraná nos dias 12, 19 e 26 de setembro. As atividades serão realizadas das 14h às 17h, na Biblioteca Pública Municipal de Londrina, na Avenida Rio de Janeiro, 413, no Centro.
As aulas serão ministradas pelas professoras Eliane Aparecida Candoti e Maria Cristina de Matos Damasceno. As duas atuam há mais de dez anos na coordenação do projeto Conhecer Londrina, em atividade há mais de 40 anos.
Segundo a docente Eliane Aparecida Candoti, do Apoio Pedagógico de Ensino Religioso da SME, a proposta do aulão está relacionada ao trabalho desenvolvido pelo projeto. “A parceria se estabeleceu a partir das relações entre a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Cultura, devido às relações estabelecidas pelo Projeto Conhecer Londrina, que envolve aspectos históricos, geográficos e culturais de Londrina e Paraná”, contou.

História de Londrina e do Paraná
Entre os conteúdos de História que devem receber atenção dos vestibulandos estão a presença dos povos indígenas no Paraná, a emancipação política do Estado, os ciclos econômicos, a imigração, a colonização do Norte do Paraná, a Era Vargas, a Ditadura Militar, a Geada Negra de 1975 e o patrimônio histórico e cultural.
A atuação da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), a expansão da cafeicultura e a diversidade de povos que chegaram à região também fazem parte da preparação. A professora da SME destacou que a formação de Londrina foi marcada por diferentes fluxos migratórios e pela presença de diversas culturas. “Somos uma cidade pluricultural, marcada pela diversidade de pessoas, crenças, traços étnico-raciais, modos de viver e pensar, porém com marcas severas de racismo e discriminação”, disse.
Para os estudantes que têm pouco tempo para revisar, Candoti recomendou priorizar a interpretação em vez da memorização de datas. “A UEL raramente exige decoreba de datas. Ela apresenta imagens, pinturas, anúncios antigos, mapas ou textos filosóficos e pede para você identificar o contexto histórico deles”, orientou.
Geografia e formação do território
Na área de Geografia, a docente Maria Cristina de Matos Damasceno destacou conteúdos relacionados à formação territorial, ao relevo, clima, vegetação, hidrografia, agropecuária, urbanização e questões ambientais. Entre os assuntos estão os três planaltos paranaenses, a Mata de Araucárias, a expansão da agricultura e os impactos da modernização do campo.
Segundo a professora, compreender as características físicas do Estado também ajuda a explicar sua ocupação. “Os aspectos físicos influenciaram o processo de colonização, como a formação do solo, as condições climáticas, a presença do aquífero Guarani e a abundância de águas”, afirmou.
A transformação do território paranaense também está relacionada aos diferentes ciclos econômicos. O tropeirismo, a exploração da erva-mate e da madeira, a expansão do café e, posteriormente, a mecanização agrícola contribuíram para a formação de diferentes redes urbanas no Estado.
Para os candidatos, conhecer a própria cidade também é uma forma de aplicar conceitos geográficos. Damasceno explicou que Londrina reúne características que permitem observar fenômenos como formação do solo, hidrografia, expansão urbana e segregação socioespacial. “É importante compreender a dinâmica espacial da própria cidade, pois as avaliações costumam articular conceitos gerais de Geografia com a realidade local”, explicou.
Entre os pontos que podem ser estudados estão o relevo suavemente ondulado, os solos associados à formação basáltica, o Ribeirão Cambé, os lagos Igapó e a relação da cidade com o Rio Tibagi. A expansão urbana e a verticalização também fazem parte desse processo.
Biblioteca aproxima estudantes do conhecimento
A realização do aulão também atende a uma demanda identificada pela própria Biblioteca Pública. De acordo com o coordenador de Atendimento, Programação e Extensão da SMC, Delano Francisco Pardo, a proposta surgiu após uma servidora perceber que muitos estudantes não tinham acesso a esse tipo de conteúdo. “A Biblioteca faz a intermediação da pessoa com a informação. Buscamos sempre trazer para o público eventos, cursos e palestras que possibilitem à pessoa obter acesso ao conhecimento”, disse.
A participação é aberta ao público e não depende de inscrição obrigatória. A Biblioteca Pública fará apenas a coleta de dados básicos dos participantes para fins estatísticos, sem impedir o acesso de quem não quiser fornecer as informações.
A expectativa é de um público expressivo, seguindo o resultado de outras iniciativas realizadas pela biblioteca, como o projeto Literatura na Biblioteca, desenvolvido em parceria com o programa de pós-graduação em Letras da UEL.
Texto: Laura Gonçalves, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




