Prefeitura recompõe cobertura vegetativa em fundo de vale na região oeste de Londrina
Resgate de parte da flora silvestre no Jardim Columbia envolveu plantio de quase 900 mudas às margens do Ribeirão Esperança
Uma área de mata nativa devastada que havia sido alvo de incêndio criminoso em 2025, localizada em fundo de vale no Jardim Columbia, região oeste, foi recuperada pela Prefeitura de Londrina, após trabalho empreendido pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). Este ponto, na avenida Juvenal Pietraroia, entre as ruas Sidney Miller e Procópio Ferreira, às margens do Ribeirão Esperança, ganhou plantio de 895 árvores para recompor a cobertura vegetativa.

O resgate desta porção desfalcada da flora do fundo de vale foi feito com replantio de centenas de mudas de espécies variadas, cumprindo solicitação do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT). Todas as unidades foram cedidas pelo Viveiro Municipal, gerido por meio da Gerência de Áreas Verdes da Sema, cujas equipes ficaram responsáveis por conduzir toda a operacionalização e acompanhamento.
Com a medida, foi possível agir sobre a desproteção do solo causada por ato intencional, garantindo maior segurança às margens do rio que corre por aquela área, reduzindo os riscos de contaminação, acúmulo de lixos, poluição e invasão de pessoas.
O resultado da ação foi satisfatório, conforme relatou a coordenadora do Viveiro Municipal de Londrina, Sirlei de Souza, indicando que as etapas operacionais foram executadas em consonância com o cronograma elaborado, trazendo impactos positivos. “Embora o plantio tenha pegado um período de bastante chuva e clima desfavorável a esse tipo de operação, exigindo que houvesse algumas interrupções no processo, os serviços em si foram prestados a contento, sem intercorrências maiores, e felizmente deu tudo certo. Os objetivos principais são preservar as margens do rio para não ocorrer assoreamento e promover a proteção da fauna silvestre”, afirmou.
As atividades no local tiveram início na segunda metade de julho deste ano, transcorrendo até a reta final de agosto, quando ocorreram os arremates das intervenções previstas no cronograma
Souza frisou que o replantio demanda um trabalho prévio de preparação do solo e roçagem, antecedendo a colocação das mudas. Depois, tratores são utilizados para abrir os chamados ‘berços’ – áreas cavadas e condicionadas para receberem as árvores -, e a realização envolve o plantio propriamente dito, incluindo a aplicação do hidrogel, composto que absorve alto volume de água para hidratar as mudas regularmente e fazer o controle hídrico. “Os cuidados ainda pedem capina e roçagem do entorno a cada três meses”, citou a coordenadora.




