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Prefeitura realiza 1ª audiência pública do Plano de Mobilidade

Intenção é construir, em parceria com a sociedade, um plano de mobilidade que contemple as preocupações e a diversidade de interesses de todos

Para debater as ações e políticas na área de mobilidade urbana, a Prefeitura de Londrina, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) realizará no sábado, dia 26 de outubro, a partir das 9 horas, a 1ª audiência pública do Plano de Mobilidade de Londrina. O encontro será no auditório do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (SINCOVAL), na Rua Governador Parigot de Souza, 220, esquina com a Rua Ana Neri, no Jardim Petrópolis.

O objetivo da audiência pública é expor para a população os resultados da Pesquisa Origem Destino de 2019, fazer um balanço dos mesmos e apresentar os apontamentos realizados pelos especialistas da LOGIT, empresa de São Paulo (SP) com expertise no desenvolvimento de soluções inteligentes e eficientes em transporte e que conta com conhecimento técnico e analítico para a qualificação do transporte de carga e de passageiros.

Os resultados que serão mostrados demonstram a quantidade de deslocamentos realizados com os diversos modais, como carros, motocicletas, ônibus públicos e privados, bicicletas e pelos pedestres, assim como os motivos pelos quais as pessoas se deslocam de um ponto ao outro (se a trabalho, lazer, estudo ou outro motivo), para quais regiões e destinos elas costumam ir, quais são os horários com maiores picos de movimento e qual é a qualidade do serviço prestado.

Além disso, a população poderá saber mais sobre as viagens intermunicipais e o transporte de cargas. Segundo o presidente do IPPUL, Roberto Alves Lima Junior, esses dados são de extrema importância para o Município, pois auxiliam no desenvolvimento de estratégias de mobilidade urbana e políticas públicas que beneficiem as pessoas em Londrina. “A pesquisa permite fazer o mapeamento das atividades socioeconômicas da cidade e planejar seu desenvolvimento. Por isso, os resultados desse estudo serão largamente utilizados em modelagens de políticas públicas nas áreas de urbanismo, segurança, saúde, educação, entre outras”, explicou.

Como participar – estão convidados para participar todos os segmentos sociais, como a população em geral, moradores da zona rural e urbana, pesquisadores de universidades, integrantes dos órgãos públicos, conselheiros municipais, entidades de classe, sindicatos e associações de moradores, enfim todos os interessados em melhorar as forma de mobilidade urbana de Londrina e contribuir para a troca de experiências e conhecimento. A ideia é que o Plano de Mobilidade seja construído coletivamente e contemple as preocupações e a diversidade de interesses de todos os munícipes. Não é necessário se inscrever antecipadamente para participar.

A diretora de Trânsito e Sistema Viário do IPPUL, Denise Ziober, lembrou que o Plano de Mobilidade é uma grande oportunidade para o desenvolvimento da mobilidade urbana para o crescimento e expansão de uma rede de transporte público racional, econômica e que mantenha a tarifa em patamares nos quais a população consiga pagar. Além disso, ele vem com a intenção de estimular o uso de vários modais, como o transporte não motorizado e investimentos em infraestrutura nos locais em que os veículos já estão saturando as vias.

“O Plano de Mobilidade traz uma radiografia da população que respondeu aos questionários e um perfil com a classificação por renda, idade, sexo e motivo do deslocamento, o que nos ajuda a estabelecer e criar políticas públicas que atinjam melhor a população e consigam resolver problemas na área do transporte, de saúde e educação, além de também antecipar os dados do Censo de 2020”, concluiu a diretora do IPPUL.

Pesquisa – A última pesquisa realizada em Londrina foi em 1994. Dela surgiram as demandas e os projetos do sistema viário que hoje está em funcionamento. Este último levantamento de dados contou com a participação e opinião de cerca de 40 mil pessoas. Entre elas, foram visitados 10 mil domicílios, dos quais retirou-se uma amostra de 5.150 residências. Nestas, todas as pessoas com mais de 10 anos responderam as perguntas dos pesquisadores.

Também participaram 6 mil pessoas que trafegavam na entrada e saída da cidade, por meio do trânsito de passagem e de carga; 1.500 usuários do transporte público e 600 ciclistas. Além deles, também foram computados os dados referentes às contagens volumétricas. A pesquisa foi realizada em parceria com as instituições de ensino superior de Londrina com a ajuda de especialistas da LOGIT.

Visita técnica – Nesta semana, de 8 a 11 de outubro, Londrina recebe a visita técnica do engenheiro civil e mestre em Engenharia de Produção, com ênfase em Sistemas de Transportes, e consultor da LOGIT, André Jacobsen. Ele analisará os projetos elaborados pelo IPPUL, com relação ao transporte público e engenharia de tráfego, e apontará as sugestões para soluções inteligentes nos diversos modais de mobilidade urbana e transporte ativo.

Para a imprensa: outras informações podem ser obtidas com o presidente do IPPUL, Roberto Alves Lima Junior, pelo 3372-8400 3372-8404.

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Ana Paula Hedler

Gestora de Comunicação, especialista em Comunicação com o Mercado e Mestre em Ciência Política

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