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Londrina firma convênio para coleta de lâmpadas descartadas

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Lâmpadas fluorescentes de prédios públicos, que contêm mercúrio e outros elementos prejudiciais à saúde, terão destinação correta a partir de amanhã

 O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, assinou hoje (4) um termo de cooperação técnica entre a Prefeitura de Londrina e a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), para coleta de lâmpadas fluorescentes em órgãos públicos municipais.

 Trata-se mais uma ação do programa Desperdício Zero, capitaneado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que tem o objetivo de promover a redução de 30% na produção dos resíduos de 23 municípios paranaenses, responsáveis pela geração de quase 90% do lixo do estado. É o conceito da Logística Reversa, que consiste na coleta, por parte dos fabricantes de um determinado produto, dos materiais descartados pelos consumidores, para a devida destinação e reaproveitamento.

 Na primeira etapa, a Abilux contratou a empresa Mega Reciclagem, que fará o recolhimento de 100 mil lâmpadas fluorescentes, em todo o Paraná, até o fim do ano. No caso de Londrina, primeiro município a pôr em prática o acordo, foi coletada hoje a primeira leva, com 12 mil lâmpadas inutilizadas  queimadas e quebradas – de prédios e patrimônios públicos do Município, como a sede da prefeitura, hospitais, postos de saúde, escolas, semáforos, entre outros locais. É uma grande satisfação participar desse ato em prol da sustentabilidade e do meio ambiente, considerou o diretor técnico da Abilux, Izac Roizenblatt.

 Com a medida, Londrina se torna a primeira cidade do Brasil a colocar em prática a Logística Reversa para lâmpadas. Como contrapartida, o Município, por meio da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), forneceu plásticos bolha para a armazenagem segura dos materiais. Essa será a única incumbência nossa. Todo o transporte e despesas com a destinação ficam por conta da Abilux e das empresas a ela associadas, frisou o diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Luciano Borrozino.

 De acordo com o diretor, a cada 1.000 lâmpadas fluorescentes recicladas, são extraídos 6kg de pó de fósforo, 19kg de terminais de alumínio, pinos de cobre e eletrodos, 260kg de vidro e 8.000 mg de mercúrio. O descarte incorreto desses materiais acarreta riscos à saúde humana e ao meio ambiente, pontuou Borrozino, que citou doenças como câncer, perda de memória e disfunções no sistema nervoso. Além disso, destacou, o descarte indevido de uma lâmpada pode contaminar até 20 mil litros de água potável.

 Lampada2PO diretor de Operações da CMTU salientou que a Logística Reversa deve ser expandida nos próximos anos, envolvendo outros setores industriais brasileiros. É a primeira vez que uma associação, que representa indústrias de grande porte, como a Abilux, firma um convênio como este. Esperamos que esta iniciativa seja expandida para vários outros setores, concluiu.

 Para o secretário municipal do Ambiente, José Faraco, o convênio trará solução para um antigo problema ambiental do município. É uma ação que vai dar destinação certa para todo o mercúrio que poderia poluir nossos rios e peixes e, consequentemente, representar riscos de contaminação para as pessoas que consumissem esses peixes, observou.

 O presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), Fernando Barros, elogiou a postura do prefeito Barbosa Neto com relação à questão ambiental em Londrina, em iniciativas como a reformulação e formalização dos trabalhadores da coleta seletiva e a realização do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), inaugurado na última semana. Londrina tem condições espetaculares para o reaproveitamento de resíduos, sendo uma referência em reciclagem. Nenhuma outra cidade está fazendo tanto pelo meio ambiente, avaliou.

 Esse pensamento é compactuado pelo secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso. Londrina é exemplo para o Paraná e para o Brasil e espero que esse modelo seja espalhado por todas as cidades da região e do estado, afirmou. Callado se declarou contente e realizado com a ação, que põe em prática um projeto que já é discutido há cerca de sete anos. Desde 2003, estamos dialogando com os municípios a respeito do Desperdício Zero. E agora estamos vendo os resíduos voltando à cadeia produtiva, gerando empregos e renda à população.

 Barbosa Neto agradeceu pelo empenho dos colaboradores da ação. Nossa administração tem tido sensibilidade e vontade de melhorar algo que Londrina já possui, disse o prefeito, ao se referir à disposição da cidade em expandir a destinação correta de resíduos. Com o trabalho conjunto entre prefeitura e sociedade, Londrina tende a  preservar ainda mais seus recursos naturais. É uma luta em defesa de nossa própria espécie e das futuras gerações, de nossos filhos, netos e bisnetos, discursou.

 
Abihpec e Abipla

 Hoje pela manhã, o prefeito Barbosa Neto entregou para a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Coopersil) equipamentos como balança mecânica, 10 carrinhos big bag, três carrinhos para fardos, elevador de carga, prensa vertical para 30 toneladas e três mesas de triagem. É uma ação de logística reversa, patrocinada pelo programa Desperdício Zero, da Sema Estadual, cujos investimentos são da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla).

Fotos: Luiz Jacobs

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