Prefeitura investiu quase R$ 13 milhões em modernização da tecnologia da informação
Melhorias incluem aquisição e atualização de ferramentas, novos sistemas, tecnologias, licenças e equipamentos

A Prefeitura de Londrina vem empreendendo uma série de esforços para modernizar e ampliar sua infraestrutura e sistemas de Tecnologia da Informação (TI). Há avanços importantes ocorrendo, paralelamente, em diferentes áreas, permitindo aprimorar a segurança, capacidade e eficácia dos serviços, além de gerar mais transparência nas ações. Somente de 2020 para cá, o investimento para este fim soma cerca de R$ 13 milhões, levando em conta as iniciativas mais relevantes em termos financeiros.
A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia (SMPOT) estima que os recursos aplicados, apenas nesse período, sejam maiores que os valores investidos pela Prefeitura, em TI, nos últimos quinze anos. Este montante inclui contratos já finalizados e aqueles em andamento, além de recursos que já estão garantidos e com destinação definida para serem aplicados em 2021.
O projeto de restruturação neste segmento está permitindo o aumento nos investimentos para a aquisição e atualização de ferramentas, novos sistemas, equipamentos, aplicativos e dispositivos móveis. O pacote também abrange atualização de banco de dados, migração de tecnologias, ampliação da base de armazenamento, obtenção de novas licenças, suporte, manutenção e outras melhorias.

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcelo Canhada, frisou que este amplo pacote de investimentos faz parte do plano de modernização tecnológica que a gestão do prefeito Marcelo Belinati vem trabalhando para aperfeiçoar os processos internos da Prefeitura e serviços prestados à população. “Os investimentos realizados, apenas nos últimos dois anos, são os maiores das últimas décadas e significam um importante avanço. Este novo cenário proporciona mais celeridade, eficiência e transparência nos serviços municipais. Para isso, estamos melhorando a parte estrutural e investindo em tecnologias modernas. A intenção é fortalecer, de forma integrada e permanente, os sistemas de informação e comunicação da Prefeitura”, afirmou.
Canhada ainda ressaltou que, por meio de diferentes ferramentas tecnológicas, serviços importantes puderam ser implementados no período de pandemia do novo coronavírus. “Com todas as restrições e obstáculos impostos pela pandemia, foi necessário criar e aprimorar mecanismos para facilitar o acesso aos serviços on-line no portal da Prefeitura. Alguns exemplos são o sistema de cadastro e agendamento de vacinas, o Painel Covid-19, cadastros da Secretaria de Educação, os sistemas IPTU Online e uma página nova específica para parcelamentos deste imposto, entre tantos outros serviços disponíveis por diferentes secretarias e órgãos”, completou.

Segundo o diretor de Tecnologia da Informação, da SMPOT, Márcio Horaguti, cerca de R$5 milhões foram aplicados, em 2020, apenas para promover a atualização da tecnologia do banco de dados da Prefeitura, que estava defasado há mais de 15 anos. As melhorias contemplam a migração de tecnologia, novo licenciamento e serviços de suporte e manutenção. Tal processo ainda inclui a atualização de tecnologia dos sistemas Tributário, de Recursos Humanos, da Saúde, Educação e de Georreferenciamento da Prefeitura.
“Este investimento é de extrema importância e representa uma grande disruptura tecnológica na administração municipal, devido ao lapso de tempo existente desde a última atualização, ocorrida no início dos anos 2000. Isto aumentará a segurança do grande volume de dados que o Município possui e gerencia, propiciando mais celeridade, eficiência dos serviços e também mais transparência”, enfatizou Horaguti.
Fiscalização Integrada – Também em 2020, foi criado o Projeto de Fiscalização Integrada Municipal (FIM), que contou com investimento de quase R$ 500 mil. Trata-se de um projeto de integração de dados e processos nas atividades ligadas à fiscalização municipal, por meio da utilização de geoprocessamento em dispositivos móveis. Já estruturado e prestes a entrar em funcionamento, este trabalho consiste no uso de tablets de alta performance para a atuação dos fiscais de campo, com aplicações georreferenciadas, integradas ao sistema tributário e ao Sistema Eletrônico de Informação (SEI), entre outros. A finalidade dessa inovação é substituir o uso de papel nessas ações e otimizar os processos, melhorando a integração e controle interno, e possibilitando economia em gastos com papel.
Serão utilizados quatro aplicativos diferentes, contemplando as secretarias municipais de Fazenda, Obras e Pavimentação, do Ambiente e Defesa Social (Guarda Municipal).
A iniciativa recebeu destaque nacional ao ser apresentada como case de sucesso no Encontro de Usuários ESRI Brasil 2020, evento anual que mostra as principais novidades da plataforma ArcGIS, empreendidas por empresas públicas e privadas que utilizam a plataforma e a tecnologia da fabricante ESRI.
O trabalho foi desenvolvido em parceria com o Sistema de Informação Geográfica de Londrina (SIGLON) da Prefeitura, que organiza e produz dados para elaboração de mapas digitais georreferenciados.
Tablets – E para colocar o Projeto FIM em prática, a Prefeitura está fazendo a contratação dos tablets, com volume de até 100 unidades. O investimento deve ultrapassar R$ 400 mil e os aparelhos serão de última geração, específicos para trabalhos de campo, com design robusto, alta potência e índice de proteção, resistência à água e bateria mais potente.

Armazenamento de dados – Outra medida implantada, em 2020, foi o investimento de mais de R$ 1 milhão em equipamento storage, ou seja, para ampliação da capacidade atual de armazenamento do sistema de dados e informações da Prefeitura. Tal medida representa um aumento de 500 Terabytes.
Novo sistema backup – Já está em licitação, para 2021, a compra de equipamento de infraestrutura em TI para aprimorar o sistema de backup do Município. O investimento é de cerca de R$ 2 milhões e o pacote engloba aquisição de unidades de switch de fibra ótica e software de virtualização para backup, a fim de garantir mais segurança ao uso e gestão de dados e informações.
Há muitos anos a Prefeitura não conta com unidades e sistemas adequados para essa finalidade. Do total investido, cerca de R$ 500 mil serão aplicados apenas em equipamentos com unidade física de backup.

Georreferenciamento – Aproximadamente R$680 mil estão sendo investidos neste ano para a aquisição e renovação de licenças de software e contratação de suporte especializado na plataforma ArcGIS, que a Prefeitura já utiliza em diferentes tipos de serviços de geoprocessamento no Sistema de Informações Geográficas (SIGLON). Este pacote inclui a liberação de créditos para aprimorar esta plataforma, bem como serviços de suporte e manutenção.
Com este investimento, a Prefeitura poderá aperfeiçoar suas estratégias de georreferenciamento. Em termos de serviços públicos municipais, essas tecnologias podem criar ambientes virtuais que propiciem ao cidadão acesso a informações e dados sobre serviços como tapa-buracos, limpeza de bueiros, pavimentação, iluminação, poda e erradicação de árvores, capina e roçagem, trânsito, patrimônio público, praças, entre outras diversas possibilidades.

Um exemplo de aplicação recente, proporcionada por meio da plataforma ArcGIS, é o Painel COVID-19, dentro do portal da Prefeitura de Londrina. A ferramenta on-line apresenta, em tempo real, indicadores locais atualizados diariamente, disponível para computador, smartphone ou tablete, bastando ter acesso à internet. Neste ambiente, o público consegue ver informações sobre números de casos confirmados da doença, ocupação de leitos hospitalares, mapeamento dos casos por bairro, sintomas da doença apresentados na literatura médica, entre outros. Um mapa de calor ainda indica o nível de concentração de casos, grau de incidência da doença no bairro, e a evolução de cada caso positivado da doença.
O material foi desenvolvido com supervisão e acompanhamento da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), e é alimentado diariamente com dados obtidos pela equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Diretoria de Planejamento e Gestão em Saúde.
Novos sistemas – Mais um investimento garantido para 2021 são R$ 3 milhões, aproximadamente, para desenvolver os sistemas próprios de quatro setores municipais, as secretarias de Saúde, Recursos Humanos e Educação, além da ACESF. Estes sistemas ganharão novo banco de dados e aplicações mais seguras e com linguagem web moderna.
Ainda para este ano, também será adquirido o licenciamento de ferramenta AutoCAD, totalizando recurso de cerca de R$ 350 mil. Serão 24 licenças para engenheiros e arquitetos da Prefeitura, entre secretarias como do Ambiente (SEMA), Obras, IPPUL e Educação.