Cidadão

E.M. Carlos Dietz realiza Feira Cultural com o tema Arte e Humanização neste sábado (8)

Cerca de 360 alunos, do P5 ao 5º ano, realizaram pinturas e releituras de obras de artistas importantes; famílias pintarão um muro interno da escola a partir de um desenho relacionado ao tema

Como culminância de um projeto que trabalhou em sala de aula a Arte enquanto instrumento de transformação e humanização, a Escola Municipal Carlos Dietz, na região central, realiza a IX Feira Cultural neste sábado (8). O evento, das 8h30 às 11h30, é aberto a todo o público, sendo uma oportunidade para a comunidade escolar e qualquer apreciador de artes conhecerem parte das atividades desenvolvidas por cerca de 360 alunos, do P5 ao 5º ano, dessa unidade escolar, localizada na avenida Juscelino Kubitschek, 48. As salas de aula já estão decoradas para apresentar os materiais produzidos por 14 turmas, que envolveram pinturas, painéis e releituras de obras de diversos artistas renomados.

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Além disso, todos os familiares dos estudantes estão convidados a participar da pintura de um muro interno da escola, que será estilizado e colorido durante o dia. O preenchimento com cores e finalização do desenho irão ocorrer a partir de uma arte criada por alguns pais, incluindo tatuadores e artistas plásticos, e cujo esboço já está estampado no local, alinhado ao que as crianças aprenderam e produziram nas aulas. Isto marca o engajamento, colaboração e envolvimento das famílias no dia a dia escolar dos alunos.

A abertura da Feira ficará por conta do Projeto Fanfarra da escola e a programação ainda inclui o sorteio de uma bicicleta que foi doada por um pai para arrecadação de valores voltados à comemoração do Dia das Crianças.

Com foco no tema “Arte e Humanização”, os alunos realizaram a composição dos materiais em sala e também contando com esse apoio em casa. Nesse contexto, as ações trouxeram a eles experiências e aprendizagens significativas durante as semanas que antecederam a Feira Cultural. O conjunto reuniu apreciações, observações e releituras de obras de arte, estudos da vida e formas de trabalho de muitos artistas, como Van Gogh, Monet, Tarsila do Amaral, Picasso, Portinari, Ivan Cruz, Edvard Munch, Kandinsky, Romero Britto, além de Aline Ravanelli, artista local que fez uma atividade na Escola Carlos Dietz sobre a arte do Pontilhismo.

Os conteúdos, além da disciplina de Artes, envolveram História, Geografia, Língua Portuguesa e Matemática. A importância em abordar o tema “Arte e Humanização” surgiu da necessidade de questionar as atribuições da arte na sociedade, bem como o poder transformador intrínseco a ela. Para tanto, algumas questões foram levantadas junto aos alunos, tais como ‘Como a Arte pode ser transformadora?’  e ‘É possível que o indivíduo transforme-se pelo envolvimento cultural e social através da Arte?’.

Segundo a diretora da escola, Vânia Isabeli Costa, durante as ações, que somaram cerca de três meses, as crianças puderam vivenciar a história, a vida, a realidade e emoções de cada artista abordado. “As atividades ampliaram o olhar dos estudantes. O tema provocou a todos a pensar no ser humano, em todas as suas dimensões: física, afetiva, emocional, intelectual, corporal e outras. Isso faz toda a diferença, as crianças sentiram que também podem, além de entender o que significa a produção artística, criar e desenvolver arte. No projeto da Feira, isso foi feito por meio de releituras, que representam o olhar do próprio aluno e como ele enxerga tais obras e autores estudados”, analisou.

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Para Costa, as artes também são uma forma de linguagem e expressão do que acontece na vida da criança. “Ela é o primeiro meio que os alunos têm ao alcance falar sobre o seu mundo, mostrar os seus sentimentos e desenvolver habilidades motoras. Por isso, procuramos despertar esse interesse neles pela arte de um modo geral, trazendo às salas conteúdos sobre artistas da região, nacionais e internacionais”, frisou.

Ainda segundo a diretora, após dias difíceis, vividos por conta da pandemia, o tema escolhido despertou excelentes possibilidades de se abordar a importância do acolhimento, da atenção e cuidado às pessoas, do olhar sensível e humanitário que precisamos desenvolver. “Atualmente, é visível que as pessoas estão se conectando muito ao ambiente on-line, e a arte tem o objetivo de buscar a vivência do ser humano. Ela tem o papel de reconectar a criança com o mundo real, não virtual, o que é fundamental para a interação humana, com respeito às diferenças, ética e o desenvolvimento da empatia e tolerância”, destacou.

O projeto da Feira Cultural está inserido no planejamento anual da unidade escolar. “Sempre trabalhamos as ações em sala de aula e com alguns momentos extraclasse. Pelo contexto da pandemia, nessa retomada de ações, decidimos focar em algo voltado mais a parte prática, para que os alunos se conectassem de forma dinâmica com os conteúdos”, concluiu.

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