“Diálogo no SUAS” discute diversidade e preconceito nos serviços de Assistência Social
Organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, encontro reuniu coordenadores de órgãos governamentais e não governamentais que integram o Sistema Único de Assistência Social

Integrantes da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) participaram, nesta segunda-feira (10), das 8h30 às 11h30, do evento “Diálogo no SUAS”, que envolveu 40 participantes, entre coordenadores de órgãos e entidades governamentais e não governamentais que fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Promovido no auditório do Senac Londrina (R. Raposo Tavares, 894), o encontro contou com a participação de 40 pessoas, e teve como tema as relações étnico-raciais. As atividades foram conduzidas por três docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL): as professoras doutoras Margarida de Cássia Campos, Marleide Rodrigues da Silva Perrude e Andrea Pires Rocha.
Durante a ação, foi realizada uma introdução teórica conceitual sobre diversidade, preconceito, etnocentrismo e estigma, conectando esses temas ao racismo e outras formas de discriminação diante de supostos “padrões de normalidade”. Também foi abordado o mito da democracia racial enquanto um desafio à implementação de políticas públicas no Brasil em vista da negação do racismo estrutural. Além disso, o encontro discutiu, ainda, a relação da rede socioassistencial com esses tópicos e a urgência do antirracismo.

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Micali, explicou que o “Diálogo no SUAS” é uma atividade mensal coordenada pela área de Educação Permanente da Secretaria Municipal de Assistência Social. Segundo Micali, os debates contam com a participação de pesquisadores não somente para promover uma discussão teórica dos temas discutidos, como também para apontar direções para o aprimoramento do trabalho realizado pelo SUAS.
“A discussão sobre a diversidade e o preconceito é importante porque a maior parte dos indivíduos em situação de vulnerabilidade que atendemos são pessoas negras e de classes sociais de renda mais baixa. Isso faz com que nós tenhamos que nos adaptar a essa realidade e realizar nossos serviços de forma que a Assistência Social seja um lugar de proteção, e não um lugar de exclusão”, frisou Micali.
As discussões incluíram reflexões e diálogos sobre como o preconceito e o racismo são reproduzidos nos serviços socioassistenciais, abrangendo também as proposições de ações concretas a serem desenvolvidas em parceria com a UEL, no âmbito das relações étnico-raciais.
Entre outras propostas, foram sugeridas a ampliação do debate para os demais trabalhadores do SUAS; indicação de um representante para participação no Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UEL; e a viabilização de espaços junto aos usuários para o projeto Cine Periferia, em que a UEL exibe um filme temático e realiza um debate com os participantes.