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Terminal da Zona Oeste será adaptado para o sistema BRT

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Reformas compreendem obras de ampliação, acessibilidade e convergência de meios de transporte

Está aberta a concorrência para a elaboração de projetos de reforma e ampliação do Terminal da Zona Oeste. O aviso da licitação foi publicado ontem (23), na edição nº 2.532 do Jornal Oficial do Município, página 1: http://www2.londrina.pr.gov.br/jornaloficial/images/stories/jornalOficial/jornal_2532_assinado.pdf.

Os projetos, que terão o valor de R$ 156.251,00, serão utilizados na adaptação daquele terminal para o sistema Bus Rapid Transit (BRT). Contemplam as áreas de arquitetura e engenharia e tomarão como base o anteprojeto da reforma e ampliação, que foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL).

Reforma

O Terminal da Zona Oeste fará parte do sistema BRT, que cortará a cidade nos sentidos Norte-Sul e Leste-Oeste. Haverá quatro plataformas de embarque e desembarque para o novo sistema no terminal: duas no sentido leste, duas no sentido oeste. O anteprojeto elaborado pelo IPPUL prevê a ampliação da área do terminal de 2387 m² para 4218 m². “Essa ampliação será feita para que o BRT possa dividir o espaço com os ônibus alimentadores (regulares). O sistema rápido fará seu embarque e desembarque na parte central, e os ônibus convencionais operarão na zona periférica do terminal”, explica a arquiteta da Diretoria de Projetos Urbanísticos e Edificações do IPPUL, Amanda Salvioni. Com a ampliação, a cobertura do terminal será estendida até o início da calçada do lote, no intuito de abrigar o maior número possível de ônibus.

O piso existente na área de embarque e desembarque prevista para o novo sistema será elevado, para a criação de duas plataformas novas. “O piso dos ônibus do BRT precisa estar no mesmo nível das áreas de embarque e desembarque, para que eles operem de forma rápida, não necessitando de plataformas para cadeirantes ou escadas”, diz Amanda. Nas outras áreas do terminal, cujo nível não será elevado, serão instaladas escadas e rampas de acessibilidade com piso tátil,que levarão às plataformas. Também serão pintadas faixas de pedestres nas pistas internas, para que os passageiros possam se locomover com segurança dentro do terminal. Além disso, o material das pistas pelas quais o BRT passará será modificado de asfalto para concreto, o que é necessário para seu funcionamento.

Outra adaptação será a construção de um bicicletário, para que os usuários possam guardar suas bicicletas, já que haverá ciclovias próximas ao terminal. A iniciativa busca estimular a convergência de meios de transporte. “Toda a extensão do BRT será acompanhada por ciclovias”, lembra a arquiteta.

Revolução

O anteprojeto buscou planejar a reforma da maneira mais rápida e barata possível, de modo que a estrutura já existente no terminal sofra apenas as alterações necessárias. As instalações atuais, como banheiros e guaritas, serão preservadas. “As adaptações não causarão nenhum prejuízo ou desperdício ao que foi recentemente executado”, esclarece a arquiteta.

O objetivo do BRT é proporcionar uma revolução no transporte coletivo londrinense. “A intenção é proporcionar um sistema de transporte coletivo rápido, que será o principal na cidade, e operará em conjunto com as linhas de ônibus convencionais e as ciclovias”, conclui Amanda.

 

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