Cineclube do Cocine exibe dois filmes de cineastas Kaingang nesta sexta (26)
Atividade ocorre por meio de parceria entre o Coletivo de Cinema Negro de Londrina e o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UEL

Nesta sexta-feira (26), às 17h, o Coletivo de Cinema Negro de Londrina (Cocine) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UEL (NEAB) realizarão uma sessão do Cineclube do Cocine. Serão exibidos dois filmes produzidos por cineastas indígenas Kaingang. A entrada é gratuita e a classificação é livre.
A exibição será no Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica (NDPH), localizado no Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na Rodovia Celso Garcia Cid, PR-445, Km 380.
De acordo com o coordenador geral do Cineclube, Wellington Victor Pereira da Silva, o objetivo do Cineclube é promover a exibição de documentários da área do cinema popular e comunitário. “Trata-se de filmes que trabalham a temática do cinema negro, indígena, LGBTQIA+ e que tenham em sua abordagem uma linha de atuação que não retratem as pessoas de forma pejorativa”, apontou.
Os dois filmes exibidos são curtas-metragens documentais de 2018 e foram produzidos junto com o Centro de Memória e Cultura Kaingang (CMCK) e filmados na Terra Indígena Apucaraninha. Segundo Silva, esses filmes vieram de uma oficina de fotografia realizada no CMCK que se tornou uma espécie de oficina audiovisual por conta da demanda da comunidade.
Um dos filmes exibidos será “Kanhgág ág rãnhrãj: Trabalho Kaingang”, dirigido por Joaquim Terezo Kó Koj Armandio. O curta retrata as formas de trabalho dos indígenas Kaingang na aldeia Água Branca, na Terra Indígena Apucaraninha.
O outro filme é “Kré hyg hán: Fazendo balaio”, dirigido por Rosana Nirygtánh dos Santos, em que mulheres Kaingang da Terra Indígena Apucaraninha mostram a confecção de balaios e cestarias tradicionais, desde retirar o material da floresta até colocar no caminhão os produtos para vender nas cidades.
Silva afirmou que incluir produções Kaingang na programação é uma forma de amplificar o acesso a esses filmes e, assim, colaborar com o fortalecimento da cultura e das tradições indígenas. “A ideia, com isso, é construir espaço para que suas histórias, contadas por eles mesmos, possam ser ouvidas”, destacou.
O Cineclube do Cocine conta com uma programação de 12 sessões, que iniciou em janeiro de 2024. As exibições são realizadas uma vez por mês, e o espaço alterna entre a Vila Cultural Casa da Vila e o NEAB da UEL. Neste ano, a proposta é exibir filmes realizados por londrinenses.
O projeto tem patrocínio do Governo Federal, por meio da Lei Paulo Gustavo, e da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) da Prefeitura de Londrina, pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
Texto: Fernanda Ortenzi, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina.