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Escola José Hosken de Novaes será reconstruída pela Prefeitura na zona oeste de Londrina

Com parte da edificação atual ainda de madeira, unidade será demolida e ganhará prédio moderno com dois pavimentos; investimento é de quase R$ 10 milhões

O prefeito Tiago Amaral esteve nesta segunda-feira (9) na Escola Municipal Doutor José Hosken de Novaes, antiga e histórica unidade localizada no Jardim Bandeirantes, zona oeste de Londrina, que passará por obras de reconstrução integral. Em breve, a estrutura física atual será demolida e um novo prédio ganhará vida no mesmo endereço, na rua Serra da Tabatinga, 99, substituindo a construção de alvenaria e as alas ainda de madeira por uma edificação moderna e mais ampla, composta por dois pavimentos. Também estiveram na visita a deputada federal Luísa Canziani, que atuou na articulação para obtenção da verba, e o vereador Marinho, solicitante desta iniciativa junto ao Executivo. A diretora da escola, Adriana Belizário, recepcionou os presentes na circulação pelo local.

Foto: Emerson Dias / N.Com

Já liberado, o recurso para promover a execução dos serviços totaliza R$ 9.848.684,07 provenientes do governo estadual, via Secretaria das Cidades (SECID), no âmbito do Programa de Transferências Voluntárias. Além de Luísa Canziani, o deputado federal Filipe Barros foi outro parlamentar a ajudar nas tratativas para viabilizar o investimento. O Município agora prepara a documentação técnica que será enviada ao Estado para validação. Após essa etapa, poderá ser aberto o processo de contratação por licitação.

Inaugurada oficialmente pelo Município em 1969, como Núcleo Educacional Prefeito José Hosken de Novaes, a instituição se tornou uma escola estadual em 1970, funcionando nesse modelo até 2009, quando fechou as portas e passou por processo de municipalização gradativa. Nos primeiros anos, entre 1966 e 1968, havia sido mantida pelo Município como espaço de educação primária para crianças e adultos.

Atualmente, são 231 alunos atendidos pela escola municipal, entre Educação Infantil e Ensino Fundamental, com turmas do P5 ao 5º ano. A unidade leva o nome do ex-prefeito de Londrina, eleito em 1963, e que também foi procurador-geral do Estado, secretário estadual de Fazenda e ainda vice-governador do Paraná a partir de 1979.

Foto: Alysson Lourenço / PML

Durante a visita à unidade escolar, o prefeito Tiago Amaral celebrou o recurso que possibilitará transformar em realidade os anseios de várias décadas da população da zona oeste de Londrina. “Estar aqui hoje é motivo de enorme alegria e satisfação. A escola é uma das mais históricas de Londrina e ajudou a formar gerações de uma parte importante do Jardim Bandeirantes e de outros bairros da zona oeste. Ela vai ser totalmente reconstruída e transformada em um prédio de alta qualidade, com estrutura moderna e adequada para melhor atender aos alunos e famílias, dando ótimas condições aos professores e demais trabalhadores que atuam no local. Os problemas antigos de infiltrações, e outros, um local antigo de madeira, ambientes precisando de reformas, tudo isso vai acabar. São quase R$ 10 milhões com recursos estaduais vindos do Governo do Paraná que farão a diferença na realidade dessa escola tão valiosa para a cidade”, afirmou.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Thatiane Araújo, a viabilização da obra é uma conquista histórica para a comunidade escolar, fazendo justiça a uma instituição com vasta trajetória na cidade. “A Escola Municipal José Hosken de Novaes carrega décadas de vida, mas ainda mantém grande parte da estrutura de madeira. Poder transformar esse espaço em uma nova estrutura, moderna, segura e adequada para nossas crianças é algo que nos emociona e nos enche de responsabilidade. Para nós, da Secretaria Municipal de Educação, é uma honra poder trabalhar para que esse projeto finalmente saia do papel. Mais do que uma obra, estamos falando de dignidade, de valorização da educação e do respeito à história de uma escola tão importante para a comunidade. É um investimento que olha para o futuro sem esquecer as raízes que construíram a trajetória dessa instituição”, valorizou.

Foto: Emerson Dias / N.Com

A diretora do setor Administrativo e de Planejamento da Secretaria Municipal de Educação (SME), Josiele Cardoso da Silva, informou que o novo prédio da escola possibilitará novas áreas e ambientes ampliados, otimizando o terreno. O conjunto contemplará área administrativa composta por direção, coordenação, sala de professores, cozinha, sanitários, refeitório, área de serviços e salas de aula, garantindo melhores condições de funcionamento e atendimento à comunidade escolar. “A proposta é reconstruir completamente a escola. A estrutura existente será demolida, a unidade nova terá mais salas de aula, dois pavimentos (antes era um), uma quadra coberta, que hoje é descoberta, ambiente administrativo ampliado para que as salas sejam separadas. Atualmente, não há sala de professores e a obra também possibilitará esse local, além de uma biblioteca, que será novidade, entre outras melhorias gerais”, citou.

Outra novidade prevista no projeto é um laboratório maker, um espaço de criação que proporcionará aos alunos atividades com recursos tecnológicos para pesquisas, aulas e projetos científicos e criação de soluções inovadoras. As ações pedagógicas são voltadas para melhorar a aprendizagem, integrando ciências, tecnologia, matemática, dentro deste conceito do ensino maker.

Foto: Emerson Dias / N.Com

Novas perspectivas – Para a diretora da Escola José Hosken de Novaes, Adriana Belizário, mais que as melhorias na estrutura física da escola, a reconstrução representa ganhos em condições de trabalho e de aprendizado para os alunos, além de maior segurança e um ambiente mais acolhedor para professores, funcionários e famílias. “Tudo isso impactará muitas vidas, estamos muito felizes e otimistas em acompanhar esse processo e confiantes de que a nova estrutura trará benefícios importantes para o desenvolvimento dos nossos alunos e para o fortalecimento de toda a comunidade escolar. Haverá mais conforto e condições para realização dos trabalhos pedagógicos com ainda mais excelência”, sublinhou.

Segundo ela, a maior dificuldade atual da unidade está ligada à falta de espaços adequados para atendimento dos alunos, sendo os principais problemas as salas de aula pequenas e falta de áreas como biblioteca, laboratórios, quadra esportiva coberta, sala de professor, ambiente adequado para a direção e coordenação e também para a realização de projetos, além de goteiras e outros. “Saber que o projeto de reconstrução da escola finalmente está prestes a sair do papel significa a realização de um grande sonho, depois de tanto tempo esperando. Ver o projeto se aproximando da realidade traz a sensação de que um novo capítulo está começando a ser escrito”, concluiu.

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