Cidadão

COM promove palestra sobre autoimagem e grupo de apoio sobre ansiedade e culpa materna

Atividades são gratuitas e com vagas limitadas; grupo de apoio inicia temporada 2026 de encontros em espaço de acolhimento, escuta e reflexão

Como parte da programação especial do Mês da Mulher em Londrina a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) realiza nesta semana duas atividades com participação gratuita. Ambas irão ocorrer no Centro de Oficinas para Mulheres (COM), localizado na Rua Valparaíso, 189, Jardim Guanabara. Na terça-feira (24), das 14h às 17h, haverá o Workshop “Espelho da Alma: autoimagem alinhada à cura do feminino”, cuja finalidade é promover reconexão, autoestima e fortalecimento interno. São 30 vagas disponibilizadas com inscrições pelo número (43) 99945-0056 (WhatsApp).

Depois, na quarta-feira (25), o COM recebe o primeiro encontro deste ano do grupo de apoio psicológico às mulheres com o tema “Ansiedade e Culpa Materna” (mais detalhes abaixo). A iniciativa tem edições neste espaço desde 2024 e está com inscrições abertas para a temporada 2026. As reuniões são quinzenais, às quartas-feiras, e começam sempre a partir das 14h. A consulta de vagas deve ser feita pelo mesmo contato telefônico do COM.

O workshop “Espelho da Alma” terá como palestrantes Léia Marcolina, empresária e consultora de Imagem e estilo; e Flávia Cunha, empresária, mentora e palestrante.

Foto: Divulgação / SMPM

A psicóloga da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Lisnéia Rampazzo, informou que as atividades compõem o eixo Saúde e Bem-estar de atividades ofertadas pelo COM, chamando atenção para as políticas desse segmento e estimulando ainda mais a participação do público feminino durante o Mês da Mulher. “Já tivemos outras ações do projeto Empreendedorismo Feminino no Centro de Oficinas no ano anterior, e agora duas profissionais de áreas diferentes unirão seus conhecimentos e compartilharão conteúdos voltados à identidade visual, autocuidado e autoestima. Vai ser um momento importante para reflexões das mulheres sobre seu papel, sua identidade e protagonismo”, enfatizou.

Sobre a segunda atividade, do grupo de apoio psicológico, Rampazzo comentou que a iniciativa em parceria com o curso de Psicologia da PUC-PR Londrina existe há mais de dois anos. “Dezenas de mulheres já passaram pelos grupos. É uma ação relevante por proporcionar a troca de experiências entre as mulheres sobre o grande desafio da maternidade, as dificuldades, o sentimento de culpa, a ansiedade materna. Então, é um grupo que se autogerencia e leva à reflexão individual a partir do coletivo. Temos tido um resultado com respostas bem positivas e, por esse motivo, a parceria com o grupo foi renovada”, compartilhou.

Foto: Divulgação / SMPM

Apoio psicológico em espaço acolhedor – Os encontros do grupo de apoio com o tema “Ansiedade e Culpa Materna” trabalham esses dois fatores a partir das experiências reais das mulheres, considerando os desafios cotidianos da maternidade. São abordados aspectos como a sobrecarga mental, a pressão social para corresponder a um ideal de “boa mãe”, o cansaço físico e emocional, as dificuldades em conciliar diferentes papéis e a sensação de insuficiência que muitas vezes acompanha essas vivências. A proposta é que uma ajude a outra, com entendimento mútuo, se fortalecendo de forma conjunta.

Durante a atividade, é discutido como esses sentimentos impactam a saúde emocional das mulheres, seus vínculos e sua autoestima. “A proposta é oferecer um espaço de acolhimento, escuta e reflexão, no qual as participantes possam compartilhar suas experiências, compreender que não estão sozinhas e construir, coletivamente, formas mais saudáveis de lidar com essas questões. A participação das inscritas acontece de forma livre e acolhedora. Durante os encontros, criamos um ambiente seguro, principalmente por meio das rodas de conversa, onde cada mulher pode se sentir à vontade para compartilhar seus relatos, opiniões e experiências, sempre respeitando seu próprio tempo e limite. Esse espaço valoriza a escuta, o respeito e a troca entre as participantes, promovendo um ambiente de apoio mútuo e construção coletiva”, descreveu a psicóloga, professora da PUC e coordenadora do projeto de extensão Apoio Psicológico à Maternidade pela PUC Londrina, Karen Mayumi.

Os trabalhos do grupo são conduzidos por um grupo de estagiárias de psicologia da PUC Londrina que, em sua maioria, se mantém constante ao longo das atividades, garantindo vínculo e continuidade no trabalho. A cada encontro, é feita uma supervisão conjunta entre Karen Mayumi e as estagiárias, momento em que há alinhamentos e planejamentos a partir das ações desenvolvidas.

Cada encontro é único e construído a partir das demandas trazidas pelas próprias participantes. A equipe avalia, a cada reunião, quais temas e necessidades emergem do grupo, e, com base nisso, realiza o planejamento dos encontros seguintes. A dinâmica inclui rodas de conversa, atividades propostas pelas estagiárias, momentos de acolhimento e, principalmente, trocas de experiências entre as mulheres. Essa flexibilidade permite que o grupo se mantenha sensível às vivências das participantes, garantindo um espaço de escuta, apoio e construção coletiva.

O grupo de apoio funciona quinzenalmente e tem caráter aberto, ou seja, não é composto por uma turma fixa. Assim, novas participantes podem ingressar a qualquer momento e são sempre acolhidas, de modo que não se sintam deslocadas, mesmo em seu primeiro encontro. “Trata-se de um grupo contínuo que ocorre regularmente desde o início de 2024. Contamos com participantes que estão presentes desde o começo, assim como recebemos constantemente novas integrantes. A proposta é garantir a continuidade desse espaço, que se configura como um importante local de acolhimento e de trabalho constante sobre as questões e desafios relacionados à maternidade, ao ser mulher e às vivências do cotidiano”, detalhou a coordenadora.

Além do grupo voltado às mulheres, coordenado por estagiárias, o projeto também conta com um trabalho concomitante direcionado às crianças, filhos das participantes do programa. “Sabemos que muitas mulheres precisam levar seus filhos, por isso estruturamos um espaço específico para elas. É importante destacar que esse não é um ambiente apenas de entretenimento, trata-se de um grupo com proposta de acompanhamento e apoio psicológico às crianças, no qual são desenvolvidas diversas atividades voltadas ao cuidado emocional e ao fortalecimento de vínculos”, explicou Mayumi.

Etiquetas
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Compartilhamentos