Procon-LD dá orientações e aponta variações de até 257% nos preços dos pescados e 92% nos ovos
Público deve se atentar para a procedência dos produtos, relação preço-peso e avaliar a qualidade e estado de conservação, entre outros cuidados
Na semana da Páscoa, o Procon Londrina instrui os consumidores sobre os valores cobrados nos pescados e ovos de páscoa, produtos amplamente comprados nessa época do ano. Pesquisas de preço feitas pelo órgão, de 24 a 26 de março, analisaram as quantias cobradas pelos itens comercializados em vários estabelecimentos da cidade. Os documentos com os dados dos levantamentos serão disponibilizados amanhã (1), na íntegra, pelo site do Procon.
A variação identificada nos pescados é a que mais chama atenção, com diferença podendo chegar até 257%, no caso do bacalhau, cujos valores encontrados oscilaram de R$ 69,90 a R$ 249,80 o quilo. A pesquisa desse segmento analisou cinco produtos distintos em sete estabelecimentos, totalizando cerca de 30 lojas.
Outro item com diferença significativa entre valores é o filé de merluza, cuja variação ficou em até 109,07% – valores entre R$ 41,13 e R$ 85,98. Na mesma linha está o filé de salmão, apontando oscilação de até 99,89% (mínimo de R$ 69,99 e máximo de R$ 139,90).
Já o produto com menor variação na pesquisa foi o filé de tilápia (21,63%), indicando maior estabilidade de preço. Os menores valores são de R$ 22,80 (800g) e R$ 28,50 (1kg).

Na comparação com 2025, houve aumento no preço médio do quilo do bacalhau (+26,21%) e da merluza (+22,82%). Já o filé de tilápia e o salmão apresentaram redução nos preços médios, de -7,64% e -7,20%, respectivamente.
Nesta pesquisa os preços foram levantados nos sites e por contato telefônico com os estabelecimentos, levando em conta somente o pagamento à vista, sem incluir programas de descontos, fidelidade e ainda valor de frete. Os fornecedores consultados foram o Carrefour (1 loja), Super Muffato (11), Viscardi (11), Amigão (3), Angeloni (1), Londripeixe (1) e Rio Mar Pescados (1).
O Procon-LD reforça que os preços apresentados podem sofrer alterações após as pesquisas divulgadas, igualmente como os estoques podem ser encerrados ou renovados nos estabelecimentos. O órgão ainda orienta os consumidores sobre a importância em pesquisar previamente antes de adquirir um item, verificando a procedência, estado de conservação e qualidade.
Segundo o diretor-executivo do Procon-LD, Bruno Lopes, o valor do produto de pescado ao natural e mais fresco tende a ser significativamente mais alto do que o congelado, que tem maior procura e gera essa disparidade. “Alguns itens tiveram variação negativa, outros alcançam diferenças maiores nas elevações, conforme mostrou a pesquisa. Também é necessário levar em conta que o produto congelado acaba perdendo volume no degelo, então nem sempre o preço líquido é aquele que o consumidor está levando. O produto fresco sugere qualidade maior para o consumo e fica mais caro. A intenção da pesquisa é mostrar à população a variação dos preços e reforçar a necessidade de pesquisar sempre com antecedência para uma compra consciente e segura, evitando riscos de prejuízo financeiro”, disse.

Diferença de até 92% nos ovos de páscoa – Também no período entre 24 e 26 de março, o Procon-LD pesquisou, nos mesmos moldes, os preços dos ovos de páscoa, analisando 68 produtos de cinco marcas em oito estabelecimentos da cidade (quase 40 lojas). A maior variação identificada foi de 92,28%, no ovo Arcor ao leite, de 150g, com oscilações de R$ 39,00 a R$ 74,99. Diferenças expressivas foram encontradas ainda em outros ovos de marcas tradicionais, chegando a variar mais de 60%.
Por outro lado, o menor índice de variação foi identificado no produto Kinder Applaydu (150g), com diferença de apenas 2,03%, indicando preço praticamente uniforme entre os estabelecimentos.
Na comparação geral com 2025, houve aumento médio de aproximadamente 7,69% nos preços dos ovos de Páscoa. “Está mais caro comprar os ovos neste ano. Os valores subiram mais do que a inflação, como vem ocorrendo com outros produtos, incluindo os combustíveis, por exemplo. É reflexo do mercado e da política de preços praticada no Brasil. É importante fazer a relação entre peso e preço do produto para notar a proporção, verificar se há danos no mesmo e ver se a formulação está de acordo com o interesse”, citou o diretor-executivo do Procon-LD, Bruno Lopes.
Os menores preços encontrados na pesquisa de 2026 variam de R$ 14,90 a R$ 75,49, considerando diferentes pesos (de 45g até 150g). Os valores mais elevados giram entre R$ 67,99 e R$ 159,99, para pesos entre 166g e 540g.
As consultas ocorreram nos seguintes estabelecimentos: Super Muffato (11); Viscardi (11); Lojas Americanas (7); Amigão (3); Atacadão (2); Havan (2); Angeloni (1) e Carrefour (1).
Reclamações na Páscoa são pontuais – Bruno Lopes informou que, quanto às reclamações gerais no período da Páscoa, não há um aumento importante, seguindo na mesma média do ano. “As reclamações que chegam, em geral, envolvem mais produtos danificados, se o ovo está quebrado ou acerca de prazo de entrega descumprido em compras por meio eletrônico. Então, são situações mais pontuais, não recorrentes. De qualquer forma, o Procon Londrina fica sempre à disposição para tirar qualquer tipo de dúvida existente, dando suporte a quem se sentir lesado sobre seus direitos enquanto consumidor. Quando for o caso, responsabilizaremos a empresa que causar danos comprovados aos clientes”, garantiu.
Como a variação entre estabelecimentos pode ser significativa, uma compra que não for bem planejada pode gerar impacto direto no orçamento familiar, de acordo com o Procon-LD. Algumas dicas são observar atentamente a procedência, qualidade e condições de armazenamento dos produtos, especialmente no caso de alimentos perecíveis como pescados.
Contatos e atendimentos – O público londrinense pode acionar o Procon-LD pelos telefones 151 ou (43) 3372-4824. O e-mail é procon@londrina.pr.gov.br e o endereço do órgão é rua Piauí, 1.117, Centro. E o funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, mediante agendamento prévio eletrônico ou com distribuição de senhas no presencial. Mais informações podem ser obtidas no site do Procon.




