Cidadão

Palestras de educação ambiental sobre resíduos sólidos e queimadas contemplam zonas norte e sul

Ações da Sema, em parceria com empresa de consultoria ambiental, sensibilizam e orientam moradores do bairro Vista Bela e também alunos de uma escola municipal

Na próxima segunda-feira (18), as comunidades das áreas norte e sul de Londrina receberão palestras promovidas pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), em parceria com uma empresa que presta serviços de consultoria ambiental a um grupo do segmento de infraestrutura e mobilidade. Pela manhã, serão duas atividades para 61 alunos do 4º e 5º anos da Escola Municipal Maestro Andrea Nuzzi, no Jardim Igapó, região sul: das 8h às 9h15 e das 10h às 11h30. A abordagem é centrada no tema “resíduos sólidos e consumo consciente”, visando conscientizar os jovens estudantes sobre a importância de proceder corretamente o descarte de materiais e o reaproveitamento para a preservação do meio ambiente, dentre outros aspectos.

Já no período vespertino os encontros serão com moradores do bairro Vista Bela, na zona norte, com palestras das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30, em uma chácara em frente ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV), na rua Sólon Alves Rêgo, 158. A previsão é reunir aproximadamente 40 adultos para orientá-los sobre degradação ambiental, queimadas e sustentabilidade.

Ambas ações educativas, calcadas na sensibilização em prol do cuidado com a natureza, resultam de uma contrapartida ambiental do grupo Motiva, via Motiva Paraná, por conta do obras realizadas na região. A responsável por conduzir as palestras é a empresa Revolução Ambiental, do Mato Grosso do Sul, condutora de trabalhos do programa de educação ambiental deste grupo.

Foto: Divulgação / Sema

Conscientizando o bairro – A palestra no Vista Bela, intermediada pela Sema, será conduzida pela engenheiras ambientais da empresa Revolução Ambiental, Tainá Penazzo e Dayana Medeiros Garcia Reverdito, também diretora de Projetos da instituição. A iniciativa ainda contou com articulação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e o coletivo de moradores do bairro para organizar o formato de participação.

Os interessados em comparecer podem se inscrever por meio deste link, bastando preencher dados pessoais básicos.

A coordenadora de Educação Ambiental da Sema, Amanda Bitencourt, enfatizou que a temática abordada junto à comunidade do Vista Bela considera a recorrência de queimadas irregulares registradas naquela região e os impactos diretos causados à saúde da população, à qualidade ambiental e à segurança dos moradores. “A palestra busca promover conscientização sobre os danos das queimadas, além de incentivar práticas sustentáveis e o cuidado coletivo com os espaços urbanos e ambientais. A proposta também reforça o papel da educação ambiental como ferramenta de prevenção e transformação social dentro da comunidade”, destacou.

Segundo Tainá Pedrazzo, o treinamento abordará a gestão ambiental sob uma ótica sistêmica, analisando os vetores de degradação ambiental e os riscos das queimadas para a biodiversidade e saúde pública. “Em contrapartida, exploraremos a sustentabilidade como ferramenta de gestão, focando na economia circular e em formas práticas a serem pensadas e aplicadas na rotina”, disse.

Foto: Rakelly Calliari / N.Com

Escola mobilizada em prol da natureza – Um dia diferente será vivido na próxima segunda-feira (18) por alunos de turmas do 4º e 5º anos da Escola Municipal Maestro Andrea Nuzzi, na zona sul, que completa 60 anos em 2026. Cerca de 60 alunos estarão presentes em uma palestra cuja didática será trabalhada pelas mesmas duas engenheiras ambientais da empresa Revolução Ambiental. O tema é resíduos sólidos e consumo consciente.

A ação também está alinhada ao Projeto CAMTU (Coração, Ação, Mãos, Transformação e União) da própria unidade escolar, desenvolvido há quase 15 anos, atendendo estudantes da educação infantil até o ensino fundamental. O foco é a transformação social e ambiental por meio de práticas interdisciplinares, participativas e contextualizadas, envolvendo alunos, professores e a comunidade escolar (saiba mais abaixo). Por meio deste, os alunos do 4º ano são responsáveis por iniciativas de cuidado com a praça em frente à escola, enquanto o 5º ano desenvolve atividades relacionadas à preservação da mata ciliar de cursos d’água próximos à unidade.

Conforme adiantou a engenheira ambiental Tainá Penazzo, na atividade será explicada a diferença entre lixo e resíduo, a importância da segregação na fonte, ou seja, separar o seco do orgânico, e o ciclo da reciclagem e compostagem. “É uma ótima oportunidade para mostrarmos que restos de comida podem virar adubo para novas plantas, e que embalagens podem ganhar uma nova vida por meio de reciclagem. Vamos mostrar que, ao separar corretamente, evitamos que materiais valiosos fiquem “enterrados” em aterros sanitários por centenas de anos”, frisou.

Foto: Rakelly Calliari / N.Com

A partir dos temas propostos, haverá abordagem sobre a jornada dos materiais que consumimos no dia a dia, indicou a engenheira ambiental Dayana Medeiros Garcia Reverdito. “Com relação ao consumo consciente, focaremos na mudança de hábitos, mostrando como o ato de recusar desperdícios e reutilizar objetos é o primeiro passo para proteger o meio ambiente. Tudo isso de forma lúdica, conectando a teoria à realidade da escola e de suas casas”, informou.

Nesse contexto, o treinamento para os alunos da escola são focados na prática do Desvio do Aterro, onde será destacado que quase tudo – 90% do que se gera de resíduos – pode ser transformado por meio de reciclagem ou transformado em adubo como orgânico. O foco será despertar o “superpoder” do Consumo Consciente, incentivando as crianças a repensar suas escolhas antes da compra para reduzir o que vai para o aterro sanitário, formando cidadãos que atuam como guardiões do meio ambiente em suas casas e na escola.

Os alunos participantes receberão uma cartilha informativa sobre resíduos sólidos. Abordar os assuntos em ambiente escolar é essencial para transformar crianças em protagonistas da preservação ambiental, incentivando-as a ver o “lixo” como recurso valioso que pode ser reaproveitado através da reciclagem e compostagem. É o que sublinharam as engenheiras responsáveis por conduzir esta ação de educação ambiental, reforçando que iniciativas desse caráter contribuem para a formação de cidadãos éticos e críticos, que desenvolvem a responsabilidade social ao compreenderem o impacto de suas escolhas de consumo. Para elas, as palestras possibilitam que as crianças atuem como agentes multiplicadores que levem novos hábitos sustentáveis para dentro de suas famílias e comunidades.

Luana de Castro, coordenadora pedagógica da unidade. Foto: Rakelly Calliari / N.Com

Incentivo desde a infância – A coordenadora pedagógica da Escola Andrea Nuzzi, Luana Ceci Rodrigues de Castro, idealizadora do projeto CAMTU, surgido em 2011, contou mais a respeito da iniciativa surgida em sala de aula. A partir da educação ambiental e de um canteiro de horta criado na escola, o trabalho se expandiu para a constituição de um jardim que foi sendo aprimorado, junto a um trabalho de reciclagem de materiais diversos, fabricação de sabão artesanal com óleo, tampinhas plásticas que são reaproveitadas, entre outros trabalhos.

“Nós trabalhamos dentro do conteúdo interdisciplinar de forma prática, conforme a idade das turmas. Com o primeiro ano, por exemplo, estou abordando cuidados do jardim das abelhas, já no quarto ano vou trabalhar o cuidado da praça, e no quinto a gente faz o plantio de árvores no entorno. Já recuperamos mais de 300 árvores em nossa redondeza”, relatou.

A persistência e paciência são atributos cruciais para o êxito do projeto, segundo a coordenadora, que acredita que a consistência das atividades passa por conteúdos alinhados ao currículo e por professores atentos ao comportamento das turmas.

“A palestra sobre resíduos sólidos e consumo consciente, na segunda-feira (18), é um exemplo que reforça ações que já estão na rotina, mas que também recebem fôlego novo sempre, por meio de visitas de parceiros que enriquecem a formação das crianças. Nosso objetivo é contar com pessoas que somem para mostrar aos alunos o conhecimento em diferentes áreas, incluindo universidades e órgãos municipais como a Sema e a CMTU, entre várias outras. As famílias também têm fundamental importância no projeto, dando bons exemplos e participando da educação dos alunos, sendo esse um processo escolar permanente. Cuidado e responsabilidade com o meio ambiente precisam ser ensinados de forma contínua”, completou Castro.

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