Casa da Vila recebe Oficina de Fotografia a partir de 11 de maio
Entre os focos estão fotografia urbana, história da fotografia, mulher na fotografia, fotojornalismo e trabalho com câmera escura; inscrições estão abertas e vila cultural tem apoio do Promic
Para quem deseja aprimorar seus conhecimentos em fotografia, com aulas teóricas e práticas acessíveis, a Casa da Vila abre espaço para uma oficina ministrada pela fotógrafa Daniela Ferreira Lopes. Com início em 11 de maio, as aulas ocorrerão semanalmente, às segundas-feiras, das 14h às 17h. Os interessados já podem se inscrever por meio de formulário on-line.
Inicialmente, são 10 vagas apenas para pessoas acima de 15 anos. O custo é de R$ 90 por participante e há a possibilidade de abertura de novas turmas, conforme a demanda. Ao todo, são 12 horas de duração e um certificado será emitido após o encerramento. A Casa da Vila fica localizada na rua Uruguai, 1.656, Vila Brasil.

Com mais de 20 anos de experiência na área, Daniela Ferreira Lopes conduzirá as aulas teóricas e práticas da Oficina de Fotografia, uma iniciativa que ocorrerá pela segunda vez dentro da programação da Casa da Vila. Os principais pilares da grade trabalhada pela profissional serão fotografia urbana, história da fotografia, a mulher na fotografia, fotojornalismo e trabalho com câmera escura. As oficinas neste formato começaram em 2025, realizadas em espaços como a Casa da Vila, Vila Triolé e Sesc Cadeião.
A fotógrafa atua profissionalmente desde 2006, cobrindo eventos como casamentos, aniversários e eventos corporativos. Atualmente, o foco maior dela são os ensaios fotográficos. Já realizou trabalhos em São Paulo para a Volvo Brasil, Bradesco e Van Melle, entre outros.
Nesta segunda edição, a oficina terá quatro encontros, com três deles mesclando teoria e prática, e mais um final para montagem da exposição com os trabalhos criados durante as atividades. No primeiro, a abordagem será sobre a história da fotografia e haverá a confecção de uma câmera na lata de alumínio com a técnica pinhole (buraco de agulha). A aula seguinte tratará da mulher na fotografia, destacando Gioconda Rizzo, primeira fotógrafa brasileira. Posteriormente, na terceira parte, a oficineira traz à tona o fotojornalismo com temática voltada a fotos impactantes premiadas, descrevendo a história de cada uma. O encerramento terá a exposição dos produtos oriundos das práticas dos participantes.
Daniela Ferreira Lopes adiantou que, ao fim de cada módulo, os alunos sairão para um passeio fotográfico de produção. “O objetivo é capturar elementos ligados ao assunto que estiver sendo abordado. Também aproveito para passar tarefas a serem feitas em casa, com fotos retratando o cotidiano de cada um”, disse.

Segundo a fotógrafa, a oficina visa explorar conceitos de foto e o olhar artístico dos participantes, não sendo necessário ser fotógrafo ou ter alguma noção de fotografia para se inscrever. “A ideia é aprender a observar o nosso entorno de forma mais atenta, profunda e bonita. Se a pessoa tiver uma câmera profissional, semiprofissional ou digital e quiser levar, tudo bem. Mas como hoje o celular com câmera está nas mãos de todo mundo, sendo acessível e utilizado bastante para fotos, é o suficiente para quem quiser participar. As fotos que faremos serão nas ruas, registrando movimento e cidade”, frisou.
Daniela ainda destacou a Casa da Vila como um ambiente agradável e acolhedor, no qual se sente à vontade para trabalhar e compartilhar seus conhecimentos. “Participei de uma oficina de xilogravura lá, depois disso conversei com o Marcelo Pinhatari para organizarmos uma voltada à fotografia, então essa atividade foi inserida na programação da casa e agora tem sua segunda edição”, contou ela. “Amo muito fotografia. Quanto entendi que poderia viver disso foi uma descoberta maravilhosa. A fotografia me levou para muitos lugares e me permitiu abrir meus olhares para outras áreas da vida”, compartilhou.
O gestor cultural da Casa da Vila, Marcelo Pinhatari, informou que a ideia é realizar etapas periódicas desta oficina na agenda da casa. “A atividade foi muito bem recebida na primeira edição e queremos mantê-la, realizando ela em temporadas, conforme a viabilidade. Esta etapa que inicia em maio terá um mês de duração. A Daniela é ótima profissional, acompanha nosso trabalho e acredita que o ambiente é adequado para as finalidades propostas. Recebemos com grande alegria a oficina e aguardamos os participantes, serão todos bem-vindos. Estamos divulgando e temos estrutura necessária de equipamentos a serem disponibilizados para a oficineira, como mesas, projetor e telão”, citou.
Casa aberta – Pinhatari acrescentou que a Casa da Vila trabalha com a proposta de funcionar como espaço de articulação e produção cultural, sempre aberto aos artistas, gestores e produtores que queiram realizar suas oficinas, cursos e demais atividades. “É sempre bom contarmos com novas propostas aqui, de diferentes linguagens. A vila cultural tem proposta fundamentada muito na cultura brasileira, mas também é um ambiente multiarte preparado para receber as mais variadas formas de manifestações culturais”, explicou.

Mais detalhes sobre a programação da vila cultural Casa da Vila podem ser obtidas no perfil @casadavila.cultural . O espaço conta com patrocínio da Prefeitura de Londrina, por meio de recursos do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), gerido pela Secretaria Municipal de Cultura.
Câmera na lata – Uma das práticas realizadas durante a primeira parte da Oficina de Fotografia será a produção de uma câmera na lata de alumínio. Cada inscrito levará uma lata, enquanto os outros materiais já serão disponibilizados pela Casa da Vila: cartolina, prego, martelo e recortes de revista para decoração da lata.
A técnica pinhole (buraco de agulha) é feita com um furo pequeno no meio da lata, utilizando martelo e prego. O interior da lata é revestido com cartolina preta e a decoração ocorre na parte externa. Depois disso, é colocado um papel fotográfico ultrassensivel dentro da lata e feita vedação com fita isolante. O objeto escolhido é captado visualmente e, posteriormente, em laboratório é realizada a revelação manual com luz vermelha.




