Prefeitura de Londrina participa de missão de inovação em Brasília
Realizada nos dias 9 e 10 de junho, iniciativa reuniu representantes do poder público, entidades e setor produtivo em agendas para apresentar Londrina e o Paraná, prospectar projetos e buscar novas parcerias
A Prefeitura de Londrina participou, nos dias 9 e 10 de junho, em Brasília, de uma missão de inovação formada por representantes do Estação 43, entidades, poder público e iniciativa privada. A missão é uma iniciativa do ecossistema londrinense e, em 2026, além de Londrina, teve na comitiva membros de cidades de todo o estado. A programação incluiu visitas a instituições nacionais e internacionais para apresentar os diferenciais de Londrina, prospectar projetos e recursos e fortalecer o município como destino de negócios, inovação e desenvolvimento.

Para o chefe de Comunicação da Prefeitura e representante do Executivo na comitiva, Cesar Makiolke, a missão permite aproximar Londrina de instituições estratégicas e conhecer experiências que possam ser adaptadas à realidade do município. “Essas agendas abrem caminhos para parcerias, intercâmbio de boas práticas e acesso a projetos que podem contribuir com o desenvolvimento da cidade. O objetivo dessas trocas é tornar a gestão mais eficiente, melhorar a qualidade de vida e fazer com que os serviços públicos cheguem cada vez melhor à população”, acrescentou.
Segundo Makiolke, inovar na gestão municipal vai além da incorporação de novas tecnologias. “A participação da Prefeitura reforça uma atuação voltada à modernização da administração pública e à construção de soluções que tenham impacto direto na vida dos cidadãos. Isso não significa apenas adquirir equipamentos ou utilizar novas ferramentas, mas também desenvolver projetos, desburocratizar rotinas e aperfeiçoar processos. A inovação só faz sentido se ela tem um impacto direto no bem estar e no dia a dia do cidadão”, pontuou.
Para a coordenadora da missão e assessora especial da Fundação Araucária, Cristiane Cordeiro, o ecossistema construiu seu know-how a agora expande ao Brasil todo as soluções de Londrina. “Nós já fazemos as missões há dez anos e consolidamos Londrina como polo de inovação e exemplo de ecossistema. Neste ano, levamos o Paraná todo na comitiva, e, além de prospectar recursos para potencializarmos ainda mais nossas ações, mostramos o impacto da nossa cidade como referência em inovação”, destacou Cordeiro.

Entre as instituições visitadas esteve a Agência Espacial Brasileira, onde foram apresentadas iniciativas do NAPI Espace e o projeto Despertar para a Ciência. Desenvolvida em parceria com a Prefeitura de Londrina, a ação leva conhecimentos e práticas científicas para alunos do 1º ao 5º ano.
No Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, os participantes debateram os efeitos da inteligência artificial no cotidiano da população e o papel do Paraná como centro de pesquisa e desenvolvimento nessa área. O tema também esteve presente nas discussões com representantes da indústria, que abordaram a regulamentação da inteligência artificial, a matriz energética brasileira e as condições necessárias para o crescimento econômico sustentável.
A organização dos ecossistemas de inovação e a atuação coordenada entre poder público, setor produtivo, universidades e entidades foram discutidas durante visita ao Sebrae Nacional. Na agenda, foi destacado o protagonismo de Londrina na construção de uma metodologia que serviu como referência para o desenvolvimento de ecossistemas em mais de 300 municípios brasileiros.

Esse reconhecimento também contribuiu para a escolha de Londrina como sede do ELI Summit 2026, encontro nacional de ecossistemas de inovação que será realizado de 24 a 26 de novembro. A expectativa é reunir mais de mil participantes de diferentes regiões do país para o intercâmbio de experiências e a construção conjunta de soluções.
Na Universidade de Brasília (UnB), a comitiva conheceu os instrumentos de inovação da instituição e o Programa Prisma, voltado à formação de estudantes em áreas como startups, empreendedorismo e inovação. A visita possibilitou a troca de experiências entre iniciativas acadêmicas desenvolvidas no Paraná e no Distrito Federal.
A missão também esteve na representação da União Europeia, onde foram apresentadas oportunidades de cooperação internacional, intercâmbio em pesquisa e acesso a recursos para projetos nos quais o Brasil, o Paraná e Londrina podem ser elegíveis. Durante o encontro, o representante da União Europeia foi convidado a participar do ELI Summit, em novembro.
No Ministério das Cidades, a comitiva apresentou a governança Londrina Inteligente, case de sucesso nacional e pioneirismo em governança de cidades inteligentes, e conheceu programas relacionados a cidades inteligentes e à transformação digital urbana. Também foram discutidas possibilidades de parcerias público-privadas e de acesso a recursos para projetos que possam ser adaptados às necessidades de Londrina e da região Norte do Paraná.
A programação incluiu ainda uma visita à Confederação Nacional do Comércio (CNC), onde foi apresentado os resultados e projetos do Centro de Inovação do Comércio, ativo do ecossistema londrinense dedicado ao desenvolvimento de startups e de soluções para o setor. A experiência de Londrina envolve diretamente a CNC foi reconhecida pelo potencial de gerar modelos que possam ser aplicados em outras regiões do país.
A comitiva esteve também na Confederação Nacional da Indústria, Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde e no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.




