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Produtos da Copa impulsionam renda de artesãs da Economia Solidária

Com maior procura durante o torneio, artesãs ampliaram a produção e registraram crescimento nas vendas em Londrina

A produção de itens temáticos para a Copa do Mundo 2026 tem gerado resultados positivos para artesãs vinculadas ao Programa Municipal de Economia Solidária (PMES), coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). A iniciativa, desenvolvida a partir da criação de peças inspiradas no evento esportivo, busca ampliar as oportunidades de comercialização e fortalecer a geração de renda das participantes.

Cerca de oito artesãs estão diretamente envolvidas na produção dos itens temáticos. De acordo com a gerente de Inclusão Produtiva da SMAS, Carolina Bungart, a expectativa da ação era ampliar o interesse do público pelos produtos. “A estimativa era de um aumento de vendas em torno de 30% a 40% em comparação com outros meses, o que foi uma meta concluída. Representou uma oportunidade importante de fortalecimento da geração de renda para as participantes”, afirmou.

Foto: Divulgação

Entre as empreendedoras que apostaram na temática está Raquel Grigoli, que produz roupas e acessórios para pets. Segundo ela, os resultados têm superado as expectativas iniciais. “Está ótimo, superando as minhas expectativas, principalmente as vendas da feira que fazemos às sextas-feiras e sábados no Calçadão”, relatou.

A artesã informou que suas vendas cresceram mais de 50% durante o período da Copa. Entre os produtos mais procurados pelos clientes estão regatas para cães machos e vestidinhos para fêmeas. Para atender à demanda, Raquel precisou ampliar a produção: o planejamento começou ainda no final de fevereiro, junto com a coleção de inverno, produzindo inicialmente 300 peças temáticas que foram totalmente comercializadas durante o mês de maio. Desde então, passou a confeccionar cerca de 100 peças da linha da Copa por semana.

Além do impacto financeiro, a empreendedora destacou a valorização profissional proporcionada pela iniciativa. “Sou aposentada, então as vendas são um complemento para minha renda. O mais gratificante para mim é o reconhecimento do meu trabalho”, declarou.

Além das roupas para pet, são comercializadas toucas, cachecóis, chaveiros, bandanas, bonés, acessórios e outros artigos artesanais inspirados nas cores e símbolos do Brasil.

Para Carolina Bungart, os resultados demonstram o potencial da Economia Solidária para fortalecer a geração de renda das participantes. “Cada venda tem impacto direto na renda familiar, na autonomia financeira e na continuidade do próprio trabalho. O aumento nas vendas confirma que, quando há oportunidade, os artesãos respondem com qualidade, criatividade e compromisso”, destacou a gerente.

Foto: Divulgação

Diante dos resultados obtidos com a Copa do Mundo, a Economia Solidária já prepara uma nova ação temática voltada ao Dia dos Pais. A proposta é incentivar a criação de produtos alinhados à data comemorativa, ampliando as oportunidades de comercialização para os empreendedores vinculados ao programa.

Os produtos podem ser adquiridos no Centro Público de Economia Solidária, localizado na avenida Rio de Janeiro, 1.278, região central. A comercialização também ocorre na Feira de Artesanato do Calçadão, em frente ao Banco do Brasil, nas duas primeiras sextas-feiras e sábados de cada mês, das 9h às 17h; na Feira da Cidadania, na UEL, na primeira e terceira quinta-feira do mês; e na Feira de Artesanato do Parque Arthur Thomas, aos domingos, das 9h às 17h.

Texto: Clara Chamorro, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina

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