Cidadão

Assistência Social oferece Serviço de Acolhimento Familiar em Londrina

Atendimento é prestado a crianças e adolescentes até 18 anos; o trabalho é acompanhado por profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social


Crianças em situação de abandono, negligência ou violência têm, em Londrina, uma opção de atendimento especial para reinserção ao convívio familiar. O Programa de Acolhimento Familiar é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) e funciona desde 2007. Até o final do ano passado, o trabalho era realizado apenas em uma modalidade, o então Programa Guarda Subsidiada, mas, a partir de uma reestruturação que propiciou ampliação e aprimoramento na execução do serviço, avançou tanto estatisticamente quanto qualitativamente. Hoje, o acolhimento familiar, além da elevação no número de famílias atendidas e de duas modalidades de serviço prestado, também, conta com equipe técnica própria, composta por assistente social e psicólogo, dedicada exclusivamente a este tipo de atendimento.
De acordo com a gerente de serviços de alta complexidade da SMAS, Valéria da Silva Bezerra Oliveira, o Programa de Acolhimento Familiar apresenta algumas especificidades e diferenças na execução dos Projetos da Guarda Subsidiada e do Projeto “Crescer em família”. “O Projeto da Guarda é mantido, em sua maioria, com recursos do município; já o Projeto Crescer em Família é viabilizado através do governo do Estado. Além disso, o Guarda não tem restrições em trabalhar o acolhimento com família consanguínea; para o Crescer, um dos critérios de atendimento é de que a família acolhedora não seja consanguínea ao acolhido”, diferenciou.
A função do acolhimento familiar é garantir proteção e acolhimento de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade e risco, oferecendo ambiente familiar, quando já esgotados os esforços para a manutenção na família de origem e trabalhar para o retorno à sua própria família, evitando a institucionalização ou propiciando a desinstitucionalização desta.  “Quer dizer, queremos trabalhar junto à família, para que não seja preciso encaminhar esta criança ou adolescente a um serviço de acolhimento institucional e propiciar à criança, que já se encontra acolhida em uma instituição, o retorno ao convívio familiar e comunitário; explicou Valéria. Para isso, os profissionais do serviço trabalham diretamente com as famílias guardiãs das crianças, com a própria criança, com a família de origem, além de referências familiares e comunitárias como madrinhas, padrinhos ou outras pessoas que estejam dispostos a recebê-la e interessados no seu bem estar.
A partir de então, é feito o acompanhamento psicossocial da criança e da família. Valéria comentou que, até por se tratar de uma nova modalidade de medida de proteção, a procura espontânea por este tipo de serviço ainda é bastante tímida. “Normalmente, somos nós quem procuramos, na própria comunidade, as famílias interessadas no acolhimento das crianças em situação de vulnerabilidade. Trabalhamos em parceria com a rede de serviços de proteção à criança e ao adolescente. As instituições identificam possibilidades de encaminhamentos, e temos investido na divulgação do programa, especialmente, nas Paróquias”, declarou.
O acompanhamento das famílias é feito mediante atendimentos individuais e grupais, visitas familiares, articulação e encaminhamentos para a rede de serviços, dentre outras ações, em consonância com o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente. Atualmente, o Programa de Acolhimento Familiar atende 25 crianças e suas respectivas famílias guardiãs e também parte das famílias de origem.
Todos os meses, é realizada uma reunião temática em grupo, na qual, as próprias famílias demandam as pautas para discussão. “Na última reunião, que aconteceu no dia 27, por exemplo, trouxemos uma assistente social do SAI – Serviço de Atenção à Infância, para oferecer orientações e esclarecimentos sobre os procedimentos legais”, explicou Valéria. A próxima reunião deve acontecer no dia 25 de maio. “As datas comemorativas, como o dia das mães e o natal, também, são espaços que proporcionam momentos de confraternização e descontração às famílias acompanhadas pelo Programa”.
O Centro de Assistência Social, onde fica a sede do Programa de Acolhimento Familiar do Município de Londrina, está situado na Avenida Juscelino Kubitscheck, 2896. O atendimento é realizado apenas no período da manhã, das 8h às 14h. Interessados em se cadastrar, como família acolhedora ou em conhecer melhor o programa, podem ligar para o 3378-0589 e agendar uma visita.
(Londrina, 5 de maio de 2010)
 
 

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