Londrina tem 74,9% menos casos confirmados de dengue entre janeiro e março comparado a 2025
Nenhum óbito foi computado em 2026 e quadro segue controlado; mutirão de limpeza ocorre hoje (12), sexta (13) e sábado (14) no Conjunto Eucaliptos (zona leste)
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua realizando ações de prevenção, controle e enfrentamento à dengue em Londrina, visando manter a estabilidade do cenário epidemiológico no período do verão, em que naturalmente aumenta a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Mesmo com o leve aumento natural nas notificações, semana a semana, o quadro de 2026 até agora é ainda mais favorável que o de 2025, ano encerrado com recordes positivos e diminuição significativa nos índices gerais. Do início de janeiro até o dia 12 de março deste ano, houve redução expressiva de 74,9% no número de casos confirmados da doença – 229 ante 911 em 2025.
Além da menor transmissão registrada, o mesmo recorte analisado aponta 40,5% notificações a menos, sendo 3.352 neste ano e 5.633 no anterior. Outro aspecto importante é que nos dois primeiros meses e meio de 2026 não foi computado nenhum óbito por dengue no município, enquanto em 2025 o primeiro falecimento havia sido contabilizado até aquele período. Este conjunto comparativo demonstra diferenças substanciais no comportamento da dengue em Londrina.
Nesta quinta-feira (12), a SMS divulgou o balanço semanal com os dados atualizados do panorama da dengue. Além das 3.352 notificações e 229 casos confirmados (taxa de positividade de 6,8%), outros 2.189 foram descartados. Já 934 continuam sob análise laboratorial. Com relação à Chikungunya, Londrina possui quatro notificações e nenhuma confirmação até esse momento do ano. Um caso foi descartado e três seguem em análise.
O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria, Nino Ribas, ressaltou que o aumento leve da dengue a cada semana epidemiológica é esperado, já que corresponde ao comportamento sazonal da doença, especialmente durante os meses de verão, quando fatores climáticos favorecem a proliferação do vetor. “Levando isso em conta, uma elevação gradual no número de notificações ou casos suspeitos é considerada compatível com o padrão de transmissão nesse período do ano. Entretanto, quando se realiza o comparativo com o mesmo período de 2025, o cenário atual é significativamente mais favorável”, observou.
Prevenção, controle e combate – De acordo com Ribas, alguns fatores explicam por que o Município vem registrando menores médias nesses quase 75 primeiros dias de 2026. Ele elenca a intensificação das ações de controle vetorial incluindo atividades de campo, visitas em residências, bloqueios de transmissão, tratamento focal, manejo de pontos estratégicos, eliminação de criadouros, entre outros. A prevenção é outro pilar, com vigilância reforçada e controle permanente antes do período de maior transmissão, principalmente no final de 2025 e começo de 2026, contribuindo para maior eficiência e redução na infestação vetorial.
Alinhado a esse processo está o monitoramento e priorização de áreas de risco, o que abrange uso de ovitrampas, análise de indicadores entomológicos e georreferenciamento de casos. Isso permite direcionar as ações para áreas com maior risco, aumentando a eficiência das intervenções. Em paralelo, por consequência das ações combinadas, há a redução das formas clínicas mais graves, que também pode refletir em diagnóstico e manejo clínico mais oportunos na rede assistencial.
Tendência de menor proliferação – Com a redução gradativa das chuvas mais intensas e queda natural das temperaturas nos próximos meses, a tendência é de menor condição para a proliferação do mosquito e transmissão da doença, colaborando para a manutenção de um cenário epidemiológico mais estável.
Segundo Nino Ribas, o quadro de números mais baixos em 2026, comparado a 2025, reforça a expectativa de um comportamento mais controlado da dengue para a sequência deste ano. “Ainda assim, todos precisam ficar atentos e não podemos relaxar nas medidas preventivas. A continuidade das ações de vigilância e o cuidado da população em eliminar recipientes que possam acumular água seguem sendo fundamentais para manter esse cenário mais favorável”, garantiu.

Mutirão de ações – A Secretaria Municipal de Saúde, via setor de Endemias, está operando um mutirão de limpeza com atividades no Conjunto Eucaliptos, na região leste de Londrina. Os trabalhos iniciaram nesta quinta (12), às 7h30 e seguem até as 16h, sendo replicados no mesmo horário na sexta-feira (13). Aproximadamente 40 Agentes de Combate a Endemias (ACEs) estão mobilizados para prestar os serviços nessa localidade.
Vários pontos do bairro estão recebendo as equipes, totalizando 17 vias (ver lista ao final). Nos dias 12 e 13, são feitas as visitas domiciliares em todos os imóveis situados nas áreas delimitadas, com identificação e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti; distribuição de sacos verdes e orientação aos moradores quanto à separação e ao descarte adequado de materiais inservíveis que possam acumular água, como latas, garrafas, pneus, recipientes plásticos, baldes e outros objetos com potencial de retenção de água; aplicação de inseticida com equipamento UBV costal, conforme critérios técnicos; aspiração de mosquitos em quadras com registro de casos positivos; sobrevoo com drone para identificação de possíveis criadouros em locais de difícil acesso.
Paralelamente, no dia 13, das 8h às 16h, caminhões disponibilizados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SMAA) atuam com o recolhimento, exclusivamente, de materiais descartados pela população que possam servir como criadouros do mosquito. E no dia 14 (sábado), das 8h às 12h, tem continuidade a operação com os caminhões pelo bairro, promovendo os mesmos serviços.
Em caso de chuvas que impeçam a ação, a agenda será automaticamente cancelada. A Vigilância Ambiental da SMS alerta que não serão recolhidos entulhos de construção civil, móveis, restos de poda, lixo doméstico ou quaisquer outros materiais que não tenham potencial de acumular água. O objetivo específico é eliminar recipientes que possam se tornar criadouros do mosquito.
Vias atendidas pelo mutirão no Conjunto Eucaliptos:
Avenida das Maritacas
Avenida Pedro Boratin
Rua Pedro Antônio de Souza
Rua Júlio Pelizer
Rua Massao Ouya
Rua Benventura C. Boratin
Rua Mário Gobo
Rua Carmem Romério
Rua Nelson Lotz
Rua Goro Ohya
Rua Guilherme Chiarotti
Rua Arcílio Diassi
Rua Francisco Cazarim
Rua Antônio Martins Fernandes
Rua Vitório Zendrini
Rua Atílio Vidotti
Rua José Vargas




