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Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Londrina capacita 176 profissionais

Formação reúne representantes de 77 serviços e diretorias da Rede e encerra programação nesta quarta-feira (20)

A Formação de Profissionais da Rede Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres encerra nesta quarta-feira (20), com a participação expressiva de 176 integrantes que atuam nos serviços de atendimento às mulheres em situação de violência de Londrina. Assim como as anteriores, a última aula será realizada no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Da esquerda para a direita: secretária de Política para as Mulheres, Marisol Chiesa, presidente do CMDM, Sueli Galhardi, e ministra Márcia Lopes. Foto: Emerson Dias/N.com/arquivo.

O curso teve início em março, com a participação da equipe técnica do Ministério das Mulheres na aula inaugural. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, palestrou na quinta aula da Formação. Também estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi).

A realização é da Secretaria Municipal de Política para as Mulheres (SMPM), em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM), Rede Municipal de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e UEL.

A iniciativa com representantes de 77 serviços e diretorias das áreas que integram a Rede Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica, Familiar e Sexual contra as Mulheres de Londrina, envolve setores como política para as mulheres, segurança pública, saúde, justiça, assistência social, educação, moradia, direitos humanos e garantia de direitos. Entre os participantes, 62% são da área da saúde, 15% da assistência social, 10% da segurança pública, 8% de serviços exclusivos de atendimento à mulher em situação de violência e 5% das demais áreas da rede de proteção.

Foto: Emerson Dias/ NCom

Para a secretária municipal de Política para as Mulheres, Marisol Chiesa, esse percentual de participação é fundamental, já que a saúde representa uma das principais portas de entrada para a identificação e encaminhamento de mulheres em situação de violência aos demais serviços da Rede. “É importante ressaltar que todos os serviços que compõem a Rede de Enfrentamento exercem papel essencial e complementar no atendimento às mulheres. A efetividade da Rede depende da atuação articulada entre as políticas de saúde, assistência social, segurança pública, justiça, educação e políticas para as mulheres, considerando que as situações vivenciadas são complexas e exigem respostas intersetoriais”, afirmou.

Chiesa acrescentou que a SMPM está sistematizando os dados coletados de uma pesquisa feita com os participantes, por meio de um formulário virtual, que subsidiarão a elaboração de um diagnóstico da Rede, em especial quanto às questões relativas à estrutura dos serviços, fluxos e protocolos e como os serviços se relacionam entre si, para garantir o atendimento integral às mulheres. “O diagnóstico pretende apresentar os principais desafios enfrentados e as propostas dos profissionais que atuam na linha de frente de cada serviço, para que possam contribuir para a melhoria dos atendimento”, informou.

Já a presidente do CMDM, Sueli Galhardi, ressaltou a importância da formação diante da necessidade constante de atualização dos profissionais que atuam no atendimento às mulheres em situação de violência. “Essa capacitação fortalece o atendimento humanizado e contribui para o alinhamento dos fluxos e protocolos entre os serviços. A iniciativa também amplia a integração da rede especializada e qualifica ainda mais o acolhimento às vítimas”, destacou.

Ao todo, a capacitação tem carga horária de 60 horas, sendo 48 horas de aulas teóricas e 12 horas de aulas práticas, que foram computadas a partir de metodologias ativas (estudos teórico-metodológicos e construção de diagnósticos socioterritoriais).

A formação foi prevista no Plano de Aplicação da Deliberação nº 04/2024 do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Paraná (CEDM-PR), para fortalecimento da Rede de Proteção e Enfrentamento às Violências contra as Mulheres, com recursos do Fundo Estadual dos Direitos da Mulher (Fedim), vinculado à Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). Os recursos foram captados pela SMPM, com a aprovação do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Londrina.

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Dayane Albuquerque

Gestora de Comunicação - Jornalista da Prefeitura Municipal de Londrina, especialista em Comunicação Organizacional

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