Mesmo com clima mais frio, Município continua com ações de combate à dengue em Londrina
Com menos casos registrados, cuidado permanente visa evitar ao máximo a circulação do vetor e a transmissão da doença; cuidado com os quintais é fundamental
Embora os termômetros estejam marcando dígitos menores no período em que o frio começa a se intensificar, os cuidados quanto à prevenção e combate à dengue precisam ser mantidos para que a transmissão dessa arbovirose permaneça baixa e fique ainda mais reduzida. Por isso, a Prefeitura de Londrina prossegue com as ações permanentes de acompanhamento e análise de incidência vetorial, conscientização, visitas domiciliares e limpeza, entre outras estratégias combinadas para impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Nesta quinta-feira (21), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou dados atualizados sobre o panorama da dengue na cidade. O quadro é de redução no ritmo de progressão dos números de notificações e confirmações. Ao todo, do início de janeiro até a última terça-feira (19), os registros apontam 8.617 situações notificadas, das quais 1.109 foram casos confirmados e 6.561 descartados. Outros 947 seguem em análise.

Apenas um óbito foi computado em 2026, após cerca de um ano sem falecimentos por dengue no município – o último havia sido em maio de 2025.
O gerente de Vigilância Ambiental da SMS, Nino Ribas, enfatizou que nem o poder público nem a população podem relaxar nos meses mais frios, quando a atividade do mosquito é menos intensa, o que não impede o surgimento de criadouros e a própria transmissão. “Com clima mais frio há uma tendência natural de diminuição nos casos de dengue, e já detectamos aumentos de gripe e síndromes respiratórias, por exemplo. No verão e meses quentes a celeridade do Aedes é maior. Então, agora é momento de não recuar, manter o mesmo ritmo de enfrentamento e eliminar os criadouros existentes nos imóveis, pensando já no próximo período sazonal que favorece a proliferação do mosquito. A ideia é frear o aumento de casos e seguir com a baixa incidência que temos conseguido manter no histórico recente, alcançando evoluções significativas”, considerou.

Para que Londrina continue com índices favoráveis no enfrentamento à dengue, a Prefeitura está concentrando as ações em locais com maior número de casos notificados, levando conhecimento à população, eliminando criadouros e combinando intervenções sob análise técnica. Nas vistorias da SMS, são cerca de 20 mil imóveis visitados por semana, e 80 mil ao mês. “As vistorias estão sendo potencializadas a partir do acompanhamento diário que direciona os trabalhos. Estamos orientando a comunidade nos bairros, removendo focos de dengue dos quintais, monitorando com armadilhas ovitrampas permanentemente, atuando nas casas e locais estratégicos como ferros velhos, cemitérios e pontos de descarte irregular, entre outras formas de proceder”, citou Ribas.
Apesar da redução no aumento dos indicadores, o cenário de transmissão da dengue pode mudar rapidamente, sendo essa uma preocupação do Município. Ações maiores nos bairros continuam no radar, sendo avaliadas semana a semana, indicou o gerente de Vigilância Ambiental. “Nossa intenção é fazer a comunidade não se acomodar com um cenário de baixa transmissão. O Aedes aegypti é um ser vivo de fácil adaptação e consegue se multiplicar rapidamente, aproveitando o descuido das pessoas. Estamos agindo preventivamente nesses meses mais gelados. Nesta semana não teremos mutirão, uma vez que não há nenhum bairro chamando atenção nos índices para que receba uma atividade extraordinária, para além dos trabalhos permanentes já feitos. Mas, acompanhamos todos os dias a situação, o monitoramento é minucioso e com análise técnica criteriosa. O que direciona um mutirão maior é o aumento expressivo de notificações em um curto espaço de tempo, e estamos sempre atentos a isso”, detalhou.

Cuidados dos moradores – A contribuição da população é fator chave para o êxito do combate à dengue, fortalecendo as atividades de rotina empenhadas pelo poder público e ajudando a conscientizar mais pessoas em uma corrente positiva.
Em visita realizada pela equipe de Endemias da SMS, nesta quinta-feira (21), no Conjunto Lindóia, região leste, um morador local deu exemplo de cidadania, mostrando que preservar a própria casa também é ter senso de responsabilidade com a saúde pública. O aposentado Osmar Benedito da Silva, 71 anos, vive há 40 no bairro. Receptivo com os trabalhadores, ele abriu seu quintal para os agentes, contou que as vistorias são frequentes na região e sublinhou que cuidar do quintal é primordial para que a dengue não se espalhe na cidade.
“Não podemos deixar água parada, sempre que possível temos que evitar acúmulo em potes, vasos de flores e plantas, vasilhas de animais domésticos, no quintal em geral. Evitar que isso ocorra é bom para quem mora na casa e para ajudar a comunidade a melhorar a vigilância sobre os mosquitos da dengue. O pessoal da Saúde vem constantemente visitar, orientar e dar suporte, prestando um bom serviço. Felizmente, nunca peguei dengue e espero não pegar, porque é perigoso e dizem que muito doloroso também. As ações da Prefeitura são importantes, tem que combater sempre, evitando a proliferação da doença. Prevenir é o melhor caminho”, avaliou.
Vistorias em imóveis fechados – Outra frente trabalhada pela Prefeitura são as vistorias em cerca de 900 imóveis que foram encontrados fechados durante visitação recente feita pelos agentes de endemias da Vigilância Ambiental. Trata-se de locais em regiões apontadas com alta incidência de casos de dengue.
Deste total, cerca de 50% já foi visitado pelas equipes municipais de campo, informou Nino Ribas. As vistorias também podem ser agendadas pelo próprio público. “Ainda precisamos reforçar a importância de os moradores e responsáveis receberem a visita do agente de endemias na casa. Continuamos intensificando os trabalhos em imóveis fechados, aproveitando para divulgar o número 0800 400 1893 como referência para esse tipo de chamado”, concluiu.
Números de Chikungunya – O balanço divulgado hoje (21) pela Saúde também traz dados relacionados à transmissão de Chikungunya em Londrina. Do começo do ano até o momento, são somente 10 notificações, sem confirmações, com nove casos descartados e um que está sendo analisado.




