Cidadão

Palestra sobre hanseníase leva informação aos usuários da UBS Itapoã

Atividade será realizada na quinta-feira (16), em alusão ao Dia Estadual de Controle da Hanseníase

Os participantes do Grupo Feliz Idade, desenvolvido na Unidade Básica de Saúde (UBS) Itapoã, vão participar, na manhã desta quinta-feira (16), de uma ação educativa sobre hanseníase. Conduzida pela fisioterapeuta Fernanda Freitas Gonçalves Leati, residente do programa de Saúde da Família da UEL, a ação é alusiva ao Dia Estadual de Controle da Hanseníase, instituído em 26 de maio. A palestra inicia às 9 horas, e a expectativa é que compareçam cerca de 50 integrantes do Grupo Feliz Idade na UBS que fica na Rua Benedito José Theodoro, 258.

De acordo com a fisioterapeuta residente da UBS Itapoã, o trabalho é voltado a orientar a comunidade sobre a doença, que ainda carrega muito preconceito. “As pessoas têm como referência a ideia de que a hanseníase é extremamente contagiosa, e que é preciso um isolamento. E por isso queremos desconstruir esses mitos, explicando para eles que o contágio ocorre por contato com a secreção da pessoa doente, e não apenas pelo fato de estar próximo ao paciente, como muitos ainda pensam”, comentou.

Mesmo com a possibilidade de transmissão de uma pessoa para outra, o paciente com hanseníase não transmite a doença caso esteja com o tratamento em dia, que é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde. Em Londrina, os casos suspeitos devem passar por avaliação nas UBSs. “Como é uma bactéria que afeta os nervos e a pele, os fisioterapeutas das UBSs verificam se essa pessoa possui lesões de pele, como manchas esbranquiçadas, lesões neurológicas, com perda ou diminuição de força muscular principalmente em olhos, mãos e pés, perda da sensibilidade, entre outros sintomas. A partir daí, podemos solicitar o exame clínico, e encaminhar o paciente para a Policlínica Municipal, onde é feito o tratamento com uma equipe multiprofissional”, explicou Fernanda.

A fisioterapeuta destacou que o acompanhamento envolve não só o paciente diagnosticado com hanseníase, mas também as pessoas e familiares que convivem diretamente com ele. “Vamos passar ao grupo essas e outras informações, reforçando a importância do diagnóstico precoce, que contribui para um tratamento ainda mais eficaz. E também atuar na luta contra o preconceito, levando informação para a comunidade”, enfatizou a residente.

Dados – Relatório da Vigilância Epidemiológica da Saúde mostrou que, em Londrina, no ano de 2018, foram diagnosticados 18 novos casos de hanseníase. Dentre esses casos positivos, todos possuem idade acima de 15 anos, sendo 50% homens e 50% mulheres. Em cerca de 95% dos casos, os pacientes têm cura no prazo regular de tratamento. “Mas, infelizmente, 6% das pessoas terminam o tratamento com sequelas, o que significa perda de sensibilidade e de movimento, em geral nas mãos e nos pés. E quanto mais precoce o diagnóstico, menor é a possibilidade da sequela”, destacou a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes.

A gerente da Policlínica Municipal de Londrina, Marly Aparecida Coronado, informou que a duração do tratamento medicamentoso varia conforme o grau de comprometimento do paciente que teve o diagnóstico confirmado. “Temos casos em que a medicação é concedida por seis meses e outros durante um ano. Além das consultas com o dermatologista, esse paciente também realiza exames e avaliação com fisioterapeuta, que vai verificar a mobilidade motora e acometimentos, e o familiar pode ser atendido pelo Serviço Social da Policlínica, onde damos todo o suporte”, detalhou.

Marly citou que o protocolo seguido pela unidade abrange também o Tratamento Poliquimioterápico (PQT), que é uma associação de vários medicamentos, e é aplicado uma vez ao mês. “É um protocolo que tem dado bons resultados, mas que deve ser fornecido de forma supervisionada, ou seja, o paciente vem até a unidade para receber a dose, fornecida por enfermeira, e dessa forma nós nos certificamos de que foi aplicada corretamente”, acrescentou.

Para a imprensa: outras informações podem ser obtidas na Unidade Básica de Saúde Itapoã, no telefone 3379-0887; e na Policlínica Municipal, pelo 3379-0812. 

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