Cidadão

Prefeitura forma novos médicos da Família e Comunidade

Os profissionais foram certificados após concluir o programa de Residência da Secretaria Municipal de Saúde, em 2018 e 2019

O prefeito Marcelo Belinati concedeu, na manhã desta sexta-feira (20), certificação aos profissionais que concluíram a Residência em Medicina de Família e Comunidade, em 2018 e 2019. Os médicos obtiveram o título de especialistas, por meio do Programa de Residência desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde. A entrega dos certificados ocorreu no gabinete do prefeito, com a participação do secretário municipal de Saúde, Felippe Machado.

Foto: Vivian Honorato

A Residência em Medicina de Família e Comunidade (MFC) é realizada pelo Município desde 2016, com processo seletivo anual. No encontro, que teve a presença de médicos que ainda cursam o programa, o prefeito destacou as muitas ações que vêm sendo executadas pela Prefeitura com o Programa de Reestruturação da Saúde Pública. “O que está sendo feito em Londrina, na Saúde, não acontece em nenhum outro lugar do Brasil, afinal é uma reconstrução completa, de toda o sistema de saúde. E esse Programa de Residência, que forma médicos para a Atenção Básica, é um grande diferencial, que precisamos ampliar ainda mais”, comentou.

Foto: Vivian Honorato

O secretário municipal de Saúde lembrou que a Prefeitura de Londrina é a única no município a ofertar, com o reconhecimento do Ministério da Educação, a Residência em Medicina de Família e Comunidade. “Somos referência e modelo para todo o estado, e isso é muito importante, haja vista a necessidade de profissionais dessa área. São médicos com formação voltada à Atenção Básica, que assistem o paciente de forma integral em todos os ciclos de vida. De 80 a 95% dos problemas de saúde da população podem ser solucionados na atenção primária. Isso comprova a importância de o programa se consolidar cada vez mais, e essa é uma determinação do prefeito Marcelo Belinati”, reforçou.

Compareceram no gabinete do prefeito para receber seus certificados os médicos Beatriz Zampar e Hugo Bethsaida Leme. Também concluíram a Residência: Carolina de Carvalho Vilas Boas, Elton Luis Azuma, Júlio César Yuhara Zucolli e César Felipe Calvani Rosa. Os profissionais, que agora são especialistas em MFC, atuaram nas UBSs do Ernani Moura Lima, Jardim do Sol, Santiago, Marabá, São Luiz, Irerê, Taquaruna, Alvorada, Ouro Branco, Panissa e Pind. Atualmente, sete residentes cursam o programa, sendo cinco no primeiro ano da Residência, e dois no segundo ano. Com formação prevista para 2020 e 2021, eles atuam nas UBSs do Padovani, Itapoã e Chefe Newton.

A diretora de Atenção Primária à Saúde do Município, Valéria Cristina Almeida Azevedo Barbosa, lembrou que a equipe médica da UBS Padovani/Vista Bela é composta por residentes e preceptores do programa. E, por meio da abordagem própria dessa especialização, a unidade alcança indicadores de saúde que se destacam positivamente. “Características como o olhar integral ao paciente, o atendimento a todas as faixas etárias, desde o começo da vida até o fim, independente das condições em que o paciente esteja, fazem mesmo a diferença. Geralmente o profissional que atua como clínico geral se especializou em uma área específica da medicina, já o médico formado em MFC atende integralmente ao paciente, incluindo sua família e toda comunidade. E a população fica satisfeita com esse atendimento, até porque ele traz uma alta resolutividade nos casos”, frisou.

Na entrega dos certificados, também compareceram a diretora-geral da SMS, Rosilene Machado; a diretora de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Eliane Sandra Vieira; a gerente de Planejamento e Qualificação de Servidores, Maria Aparecida Perini; e as coordenadoras da Comissão de Residência Médica (COREME), Vânia Brum Moraes e Sônia Maria Coutinho Orquiza.

Residência – De acordo com a supervisora da Residência em MFC, Beatriz Zampar, o programa faz da rede municipal de saúde o cenário principal para a prática educacional, somada aos conteúdos teóricos. “A formação engloba atendimentos supervisionados pelo preceptor do residente em Unidades Básicas de Saúde da área urbanas e rural, no CAPS III e AD, SAMU, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento Infantil (PAI), Consultório na Rua, Maternidade Municipal, entre outros serviços. Além disso, os residentes participam de atividades teóricas, discussões de casos clínicos complexos, e de Grupos Balint, para praticar a empatia e fortalecer a relação médico-paciente”, detalhou.

Beatriz explicou que o médico de Família e Comunidade atende desde crianças a idosos, com atividades de prevenção, recuperação, reabilitação da saúde e cuidados paliativos. “Costumamos dizer que o médico de Família e Comunidade é especialista em gente, pois não existe distinção de gênero, idade, problema de saúde, órgão específico ou ciclo de vida em que a pessoa está. Mesmo que em algum momento o usuário precise fazer uma intervenção cirúrgica, uma consulta com especialista focal, um pré-natal de alto risco, ele sempre retornará para seu MFC”, citou.

A Residência MFC é uma modalidade de pós-graduação, com carga horária semanal de 60 horas, que inclui atividades práticas e teóricas. “Estima-se que o médico de Família e Comunidade resolva cerca de 90% das necessidades de saúde de sua população. Para chegarmos a isso, a residência médica é extremamente importante, formando clínicos qualificados e resolutivos, que se vejam enquanto recurso de uma população definida. Além disso, esses profissionais têm sua prática influenciada pela comunidade e com grande foco nas habilidades de comunicação e formação de vínculo. O treinamento é voltado ao trabalhar em equipe, reunindo agentes comunitários de saúde, equipe de enfermagem, equipe multiprofissional (NASF), rede de educação e saúde”, complementou a supervisora.

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