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Museu Histórico de Londrina reabre com edifício tombado como patrimônio municipal

Cerimônia realizada na noite de ontem (8) celebrou a reabertura do espaço e a oficialização do tombamento da antiga estação ferroviária, sede do museu desde 1986

Após passar por um amplo processo de reforma e modernização da infraestrutura, o Museu Histórico Padre Carlos Weiss reabriu para visitação. Para marcar a ocasião, foi realizada uma solenidade de entrega das obras em sua sede, na noite da última segunda-feira (8), durante a qual a Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), entregou oficialmente o ato de tombamento municipal da edificação.

Foto: André Ridão/Agência UEL

O museu foi reconhecido como patrimônio de valor histórico, arquitetônico e sociocultural por meio do tombamento publicado no Jornal Oficial do Município em 15 de maio.  Com o tombamento, o edifício passa a contar com mecanismos legais de proteção que asseguram sua preservação ao longo do tempo, resguardando suas características históricas, arquitetônicas e culturais. A medida também contribui para evitar intervenções que possam comprometer o valor simbólico do museu e sua importância para a memória e a identidade de Londrina. A oficialização do reconhecimento ocorreu após análise e parecer favorável do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural de Londrina.

Inaugurado em 1950, o edifício abrigou a estação ferroviária de Londrina até o início dos anos 1980. Desde 1986, o espaço é ocupado pelo Museu Histórico, mantido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além de integrar a memória coletiva da cidade, o imóvel é considerado um elemento marcante da paisagem urbana do centro histórico, características que fundamentaram seu reconhecimento como patrimônio municipal.

Foto: André Ridão/Agência UEL

As obras no local, iniciadas em 2024, tiveram como foco a modernização da infraestrutura elétrica do edifício e a adequação do espaço para a futura implantação de um sistema de climatização. A medida é considerada essencial para garantir as condições adequadas de preservação dos cerca de 1,3 milhão de itens que integram o acervo do museu.

A reabertura do museu também marca o início da exposição temporária “Entre cafezais e concreto: das terras vermelhas à Londrina moderna”, do fotógrafo Yutaka Yasunaka. A mostra reúne imagens produzidas nas décadas de 1950 e 1960 que registram a transformação de Londrina ao longo de seu processo de urbanização. A exibição vai até o dia 9 de agosto.

Nascido no Japão, Yasunaka foi proprietário do Foto Estrela, primeiro estúdio fotográfico de Londrina. Ele assumiu o negócio em 1952 e permaneceu à frente do empreendimento por mais de cinco décadas, até o encerramento das atividades em 2008. O acervo deixado pelo fotógrafo é considerado um dos mais importantes registros visuais da história de Londrina e da região.

Foto: André Ridão/Agência UEL

O prefeito Tiago Amaral participou da solenidade acompanhado da filha Helena, de 8 anos, que demonstrou interesse em conhecer o Museu Histórico e pediu para estar presente na cerimônia que marcou a reabertura do espaço. Segundo o prefeito, a curiosidade da filha o surpreendeu e o motivou a apresentar a ela diferentes ambientes do museu, entre eles a exposição de longa duração que retrata o cotidiano das famílias pioneiras de Londrina.

Durante a solenidade, Tiago Amaral ressaltou a importância do Museu Histórico para a preservação da identidade londrinense. Segundo ele, o espaço cumpre um papel fundamental ao reunir e apresentar a trajetória do município às atuais e futuras gerações. “Este é o lugar onde a história de Londrina é preservada e compartilhada. Conhecer o nosso passado é essencial para compreender quem somos e projetar o futuro que queremos construir. Por isso, a reabertura do Museu Histórico é motivo de celebração para toda a cidade”, afirmou.

O prefeito acrescentou que Londrina é a segunda maior cidade do Paraná e está entre as 40 maiores do país, características que tornam ainda mais importante a preservação de sua memória. “Londrina é uma cidade grandiosa, que soube se reinventar ao longo da sua história e que continua sendo referência em desenvolvimento. Preservar a nossa memória é também valorizar essa trajetória de crescimento e conquistas”, acrescentou.

Reabertura reforça papel cultural do museu

O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, disse que a reabertura do Museu Histórico de Londrina representa muito mais do que a entrega de um espaço reformado: simboliza uma política de valorização do patrimônio, da memória e da identidade da cidade. “O Museu Histórico é um dos lugares mais importantes de memória de Londrina. Nele se encontra um acervo fundamental, com documentos, objetos, registros e histórias que ajudam a contar a trajetória da nossa cidade. Além disso, esse espaço tem um significado ainda mais especial por estar instalado na antiga estação ferroviária, um local de grande valor histórico e afetivo para Londrina. É o lugar onde muitas pessoas chegaram, mercadorias circularam e histórias começaram”, destacou.

Foto: André Ridão/Agência UEL

O secretário ressaltou ainda que, com o tombamento municipal da antiga estação ferroviária, o prédio passa a integrar oficialmente o conjunto de bens que merecem preservação, cuidado e manutenção. “É uma forma de garantir que as futuras gerações também possam conhecer, valorizar e se reconhecer nessa história. É importante lembrar que o Museu Histórico, o Museu de Arte e a Praça Rocha Pombo fazem parte de um conjunto muito significativo no coração da cidade. Com o tombamento da antiga rodoviária, já existia a ideia de preservar esse espaço e a visualização desses bens históricos. Temos dois importantes marcos ligados ao transporte e ao desenvolvimento de Londrina: de um lado, a antiga estação ferroviária; de outro, a antiga rodoviária. E, entre elas, a Praça Rocha Pombo, que ajuda a formar esse caminho de memória, afeto e identidade”, afirmou.

Marcão Kareca acrescentou ainda que a expectativa, a partir da reabertura, é que se possa integrar, cada vez mais, o Museu Histórico, o Museu de Arte, a Praça Rocha Pombo e todo esse conjunto cultural, atraindo a população para esse espaço tão importante da cidade. “Depois desse período de reforma, é uma grande alegria ver o Museu Histórico novamente aberto à comunidade. Especialmente porque este é o terceiro museu mais visitado do estado do paraná, o que reforça sua importância para Londrina, para a cultura e para a memória do nosso povo. Que esta reabertura marque um novo tempo de valorização do nosso patrimônio, de cuidado com a nossa história e de aproximação da população com os espaços culturais da nossa cidade”, completou.

Foto: André Ridão/Agência UEL

A diretora do Museu Histórico, Edmeia Ribeiro, ressaltou que o equipamento é muito importante para Londrina porque preserva as memórias que compõem a história da cidade. “Ao mesmo tempo, é um espaço múltiplo, voltado ao ensino, à pesquisa e à ação cultural. Recebe estudantes de diferentes níveis de ensino, conta com a participação de estagiários da UEL e promove exposições, feiras, lançamentos de livros, exibição de filmes e diversos outros eventos. É um equipamento cultural amplo, que vai muito além da guarda do acervo e tem papel fundamental para a cidade”, explicou.

Segundo a diretora, o tombamento do Museu Histórico foi um pedido apresentado em 2022. “A partir disso, foi realizado um estudo que resultou no reconhecimento do imóvel como patrimônio municipal. Hoje, além do Museu de Arte e da Praça Rocha Pombo, também temos o Museu Histórico de Londrina tombado. A importância desse processo está na garantia da preservação da integridade do prédio e de suas características originais. O tombamento assegura a proteção desse patrimônio, impedindo alterações que possam comprometer sua função e seu valor histórico para a cidade”, frisou.

Expediente do Museu Histórico

Endereço: Rua Benjamin Constant, 900, Centro.
Entrada gratuita.
Terça a sexta-feira: Das 9h às 17h30.
Sábados: Das 9h às 17h.
Domingos: Das 13h às 17h.
Segundas-feiras: Fechado para limpeza.
Para visitas escolares ou outras dúvidas, entrar em contato diretamente pelo telefone (43) 3371-1975.
Site: https://sites.uel.br/museu.

Exposição temporária:

Divulgação
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Dayane Albuquerque

Gestora de Comunicação - Jornalista da Prefeitura Municipal de Londrina, especialista em Comunicação Organizacional e Comunicação Pública

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