Cidadão

Prefeitura recebe exposição da Feira Literária de escola do Heimtal 

Feira da Escola Municipal Vilma Rodrigues Romero está na 12a edição; representações das obras literárias estão expostas no saguão do executivo  

Quem visita a Prefeitura Municipal de Londrina encontra novas cores dando as boas-vindas, tanto na entrada térrea, quanto no saguão do segundo andar do prédio. As obras produzidas pelos alunos e a equipe docente da Escola Municipal Vilma Rodrigues Romero para a Feira Literária da escola em 2026 vieram direto do distrito de Heimtal para uma exposição no Centro Cívico da cidade, a convite da Secretaria Municipal de Educação.  

Nesta segunda-feira (6), os alunos Emily Raddi Alonso, Enzo Emanuel Santos Vieira e Emanuel Felipe Ribeiro Farias visitaram as instalações para ver de perto como ficaram os trabalhos deles e dos colegas, no novo local. A diretora da unidade, Cintia Alves Silva Martins, contou que a feira é uma tradição na escola, que atende alunos do ensino infantil (P4 e P5) ao 5º ano do Ensino Fundamental, e já está na 12ª edição. 

Diretora Cintia Alves Silva Martins. Foto: Rakelly Calliari / NCom

“A gente acredita que é através da leitura que as crianças realmente aprendem. Elas trabalham por meses para depois apresentar os trabalhos, e assim realmente adquirem conhecimento. Eles falam com propriedade do que de fato viveram nesse processo de construção”, explicou a diretora. Ela explicou que o evento foi integrado ao Projeto Político-Pedagógico da escola (PPP), que elenca as atividades prioritárias da unidade. E destacou, ainda, que a partir da literatura as professoras têm a oportunidade para trabalhar outras abordagens educacionais. Assim foi com a turma do 4º ano, que nesta edição trabalhou a história “Chapeuzinho Vermelho”. 

“Como a história apresenta a floresta e a cidade, as crianças aprenderam as diferenças entre o urbano e o rural, e sobre a diversidade da fauna e da flora”, exemplificou Martins. Ao reconhecer o trabalho feito com os colegas, Enzo, que é aluno da turma, fez questão de explicar a pesquisa que fizeram sobre a teia alimentar na representação da floresta. “Tudo começa com os vegetais, que fazem fotossíntese”, apontou. Apaixonado por Biologia, ele foi narrando as complexas relações entre presas e predadores que aprendeu a partir dos estudos instigados pela história literária, até chegar ao estrato dos animais que morrem “por competição entre membros da espécie, ou por causas naturais”. 

Emily, Emanuel e Enzo. Foto: Rakelly Calliari / NCom

Já Emanuel, do 5º ano, mostrou o painel e as obras em técnica de vitrais pintados junto com a professora e os colegas, para ilustrar o conto de fadas de origem francesa A Bela e a Fera. “Eu pintei a parte da rosa, meus amigos pintaram os livros”, contou, detalhando que a técnica de vitral foi feita utilizando suporte plástico e canetinhas coloridas para a finalização da pintura. Para Emily, que explorou a história de Aladdin com a turma do 3º ano, a feira também foi uma oportunidade de aprender coisas novas. Uma delas é que, na origem do conto árabe, o protagonista era um menino chinês.  

A partir desta descoberta, a turma mergulhou nas curiosidades da cultura chinesa: construiu um templo em arquitetura oriental e pintou ideogramas chineses com sua tradução. “Parece que é só uma letra, mas é uma palavra”, explicou Emily, que ficou responsável pelo ideograma correspondente à palavra “amor”. Fã das histórias de ação, ela conta que gostou muito das passagens com o personagem Ja’Far, que é ajudante do sultão e antagonista no enredo. “A principal lição que aprendi com a história do Aladdin é que temos que ser corajosos”, contou.  

A visitação da exposição é aberta ao público e segue o horário de funcionamento da Prefeitura, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. 

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