Museu de Arte de Londrina recebe crianças de CMEI em ações educativas
Programa Museu Educativo promoveu visita mediada, contação de histórias e atividades artísticas para alunos da rede municipal
O Programa Museu Educativo, desenvolvido pelo Museu de Arte de Londrina (MAL), recebeu nesta terça-feira (9) cerca de 15 crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Francisco Quesada Ortega para uma tarde de atividades voltadas à aproximação com a arte e o patrimônio cultural. A programação incluiu visita mediada às exposições, contação de histórias e atividades arte-educativas adaptadas para a faixa etária dos participantes.

A visita integrou as ações permanentes do programa, criado a partir do plano museológico do MAL para ampliar o acesso da população ao museu e aproximar diferentes públicos das exposições, do acervo e da própria edificação que abriga o espaço cultural.
Professora regente da turma C2 do período vespertino do CMEI Francisco Quesada Ortega, Caroline Costa explicou que a visita fez parte das estratégias desenvolvidas pela escola para ampliar o repertório cultural das crianças desde os primeiros anos de vida. “É muito importante que eles tenham esse contato com o espaço físico das obras de arte. Na escola nós mostramos imagens, realizamos atividades inspiradas em artistas, mas frequentar esses espaços é diferente. Eles têm dois anos e, muitas vezes, não teriam a oportunidade de conhecer lugares como este. Nós somos de uma região mais afastada do centro e muitas famílias nem sabem que esses espaços existem, então é uma forma de incentivar esse sentimento de pertencimento à cidade desde pequenos”, destacou.
Segundo a diretora de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Maria Luisa Fontenelle, as atividades educativas fazem parte da própria missão dos museus e foram estruturadas considerando os públicos que frequentam o espaço. “As atividades educativas são inerentes às ações desenvolvidas pelos museus. Quando começamos a pensar o programa educativo do Museu de Arte, sabíamos que um dos públicos mais presentes era o escolar. Nesse contexto, a contação de histórias apareceu como uma atividade capaz de promover interação, reflexão e diálogo com temas também trabalhados nas escolas”, explicou.
Ela acrescentou que a proposta acabou alcançando públicos além do inicialmente previsto. “O primeiro público da contação de histórias foi o de idosos e a aceitação foi enorme. Isso mostrou que a atividade também funciona muito bem com adultos e idosos”, afirmou.

Experiências adaptadas para cada público
As visitas do Museu Educativo são organizadas em três momentos, com ações que buscam estimular a observação, a reflexão e a participação dos visitantes por meio de experiências adequadas às diferentes faixas etárias.
Gestor cultural da Secretaria Municipal de Cultura e um dos mediadores do programa, Danilo Lagoeiro pontuou que a proposta é criar diferentes formas de aproximação com a arte. “Nós organizamos o Museu Educativo a partir de três atividades: a visita mediada, a contação de histórias e a atividade arte-educativa. A ideia é proporcionar diferentes formas de aproximação com a arte, criando experiências que dialoguem com cada público”, ressaltou.
Durante a visita desta terça-feira, as crianças participaram de atividades lúdicas que incluíram música, instrumentos e narrativas inspiradas em obras e artistas ligados ao museu. Entre as histórias apresentadas pelo programa estão “A Mão Livre do Vovô”, que aborda a relação do arquiteto João Batista Vilanova Artigas com os netos e apresenta o edifício do museu como uma obra de arte, e “Perigo na Floresta”, a escolhida para os pequenos de hoje, inspirada em uma obra da artista Cláudia Rezende Barbeiro presente no acervo do MAL.

Para a professora Caroline Costa, do CMEI atendido, o formato das atividades contribuiu para manter a atenção das crianças e superar as expectativas da equipe escolar. “Tínhamos uma preocupação porque eles têm dois anos e o tempo de concentração é pequeno. Mas está sendo muito legal porque tudo é muito lúdico. Eles adoram música, adoram histórias e ter contato com profissionais que estudam e preparam essas atividades faz diferença. As crianças ficaram prestando atenção o tempo todo. Para os pequeninos, este espaço está sendo espetacular”, avaliou.
O coordenador de acervo e programação cultural do Museu de Arte, Alexandre Oguido, disse que as atividades vêm sendo aperfeiçoadas conforme a experiência acumulada nos atendimentos realizados pelo programa. “Conforme fomos realizando os atendimentos, percebemos novas possibilidades de mediação. Algumas atividades foram adaptadas para se tornarem mais lúdicas, incluindo músicas, jogos e dinâmicas que ajudam a despertar o interesse dos participantes e ampliar a interação com as obras”, contou.

Além de estudantes, o programa atende pessoas idosas, usuários de serviços da assistência social, grupos de educação especial e demais interessados, ampliando o alcance das ações educativas desenvolvidas pelo museu.
Atividades abertas mediante agendamento
As visitas ao Museu Educativo são gratuitas e destinadas a todos os públicos. Os grupos interessados devem realizar o agendamento com antecedência mínima de cinco dias úteis por meio de formulário disponível no portal da Prefeitura de Londrina. As visitas são organizadas para grupos de até 40 participantes, com prazo de até dois dias úteis para resposta da solicitação.
O Museu de Arte de Londrina fica localizado na rua Sergipe, 640, Centro. Informações e agendamentos podem ser obtidos pelo e-mail museu@londrina.pr.gov.br ou pelos telefones (43) 3337-6238 e (43) 3371-6607.
Texto: Laura Gonçalves, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




