Mais de 1,1 mil vacinas são aplicadas em alunos e professores da rede municipal de Londrina
Estratégia desenvolvida pelas secretarias municipais de Saúde e Educação amplia a proteção de crianças e adolescentes contra doenças preveníveis
Para levar prevenção e promoção de saúde aos alunos da rede pública de Londrina, a Vacinação nas Escolas prossegue na cidade. Com início no dia 14 de maio, a ação já registrou mais de 1.100 doses aplicadas em alunos de escolas municipais e Centros de Educação Infantil, municipais e filantrópicos. Dentre eles, o Centro de Educação Infantil (CEI) Alaíde Fausto de Souza, situado no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na manhã de hoje, os profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Tókio estiveram no CEI e aplicaram 37 doses, entre crianças e funcionários.
Após completarem a cobertura da rede municipal em suas áreas de abrangência, algumas UBSs já iniciaram a vacinação em colégios estaduais. Amanhã, quarta-feira (10), a equipe da UBS Lindóia vai se dirigir ao Colégio Estadual Carlos de Almeida, no período da manhã e tarde, para atualizar a caderneta vacinal dos adolescentes. O colégio tem turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

A Vacinação nas Escolas é uma estratégia realizada em parceria pelas Secretarias Municipais de Saúde e de Educação, que busca garantir a proteção das crianças e adolescentes contra doenças que podem ser prevenidas. No relatório divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com dados até o dia 7 de junho, do total de 1.156 doses feitas dentro desse período, 998 foram da vacina contra gripe, cuja campanha está em andamento. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos, professores, idosos a partir dos 60 anos e gestantes são alguns dos grupos prioritários que a campanha abrange.
A vacina contra HPV, direcionada na rede pública de saúde para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, foi aplicada em 58 alunos. Tendo a proteção para o vírus HPV, esse público se previne contra o câncer de colo de útero, boca, garganta e outros tumores malignos.

Outra vacina disponibilizada nas escolas é a meningocócica ACWY, com 21 doses registradas até o momento. Quem recebe esse imunizante previne a ocorrência de meningites e infecções generalizadas causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y. A oferta dessa vacina, na rede pública, é para crianças aos 12 meses e adolescentes de 11 a 14 anos.
O relatório parcial da Vacinação nas Escolas, em Londrina, indica outras doses registradas no período: dengue (20), poliomielite (17), varicela (12), DTP (10), tríplice viral (6), hepatite A infantil (5), febre amarela (4), Covid-19 (2), dupla adulto (1), Pneumo 20 (1), pentavalente (1).
Na manhã de segunda-feira (8), a equipe da UBS Bandeirantes esteve na Escola Municipal Dr. José Hosken de Novaes, onde 70 estudantes e outros cinco profissionais foram vacinados. Para a diretora da unidade, Adriana Belizário da Silva, o número poderia ser maior. No entanto, diversas crianças já apresentam sintomas gripais, inclusive febre, e não puderam ser imunizadas.
A diretora detalhou que a adesão à vacinação começou por uma abordagem com as próprias crianças, seguida de sensibilização dos pais e responsáveis, que precisam autorizar por escrito a aplicação das doses. “Sempre me reúno com eles na entrada de cada período, e conversamos sobre as vacinas, o que elas fazem por nós e por que são importantes. Depois enviamos aos pais um recado impresso, junto com a autorização fornecida pela UBS, explicando a ação e reforçando que nesse período, de muitos casos respiratórios, é preciso prevenir e proteger as crianças. Nem todos puderam vir até a escola para acompanhar os filhos, aliás na maioria dos casos nós que tivemos que pegar no colo e dar o suporte, pois não é fácil para eles. Mas deu tudo certo”, detalhou.
Silva contou que, com a grande circulação dos vírus respiratórios, em um único dia cerca de nove alunos tiveram de ser dispensados das aulas, o que prejudica diretamente o desempenho escolar. Por isso, a vacinação é incentivada, especialmente contra a gripe. “Se eu tenho uma criança doente, depois o professor também fica doente e os colegas daquela sala também. Essa ausência compromete todo o fluxo, pois temos que nos desdobrar para atender as turmas, e prejudica a evolução pedagógica das crianças que faltam. Fora a preocupação com a saúde, são os nosso pequenos e nos importamos com eles”, comentou.
A coordenadora do Ciclo Saúde da Criança e Aleitamento Materno da SMS, Gabriela Ramos Ferreira Curan, enfatizou que a parceria entre as unidades escolares e as UBSs é fundamental para essas ações de vacinação. “Contamos com o apoio não somente dos diretores e profissionais que trabalham nas escolas, como também dos gerentes regionais das duas secretarias envolvidas. Mas, em relação às famílias, gostaríamos que a adesão fosse ainda maior, para um melhor aproveitamento da iniciativa. Ainda há diversas famílias que optam por levar as crianças nas unidades de saúde para que recebam a vacinação – o que não é um problema por si só. O problema são as famílias que não oportunizam a vacinação das crianças na escola, mas também não procuram a UBS”, destacou.
Além dos estudantes, professores e demais profissionais que integram grupos prioritários também têm recebido a vacina da gripe durante as visitas às escolas. “Isso é muito importante, pois são pessoas que estão convivendo diretamente com as crianças. Dessa forma, ampliamos o raio de proteção também às crianças”, citou Curan.




