Projeto “Corpo que Luta é o Corpo que Dança” abre vagas para quatro modalidades
As oficinas são gratuitas, oferecidas no espaço Norte Cultural, e inscrições seguem abertas até o final de março
O projeto “Corpo que Luta é o Corpo que Dança” está com vagas abertas para quatro oficinas de dança: hip hop (mc e grafite), samba de gafieira, hip hop dance (street dance) e capoeira. Todas as aulas são gratuitas, com vagas limitadas, e as inscrições podem ser feitas até o final de março, pelo WhatsApp (43) 9 8414-8834. As aulas começam ainda este mês, e serão realizadas no Norte Cultural (Rua Lino Sachetin, 498, Luiz de Sá).
Esse projeto teve início em 2026, a partir de uma conversa entre o produtor cultural e arte-educador Edio Elias Gonçalves e a professora Helena Andrey, que falavam sobre a necessidade de oferecer atividades culturais acessíveis na zona norte de Londrina. Desde então, consolidou-se como proposta de unir arte, educação e transformação social.

Segundo o produtor cultural, a região norte foi escolhida como sede das atividades por ser uma região marcada por vulnerabilidades sociais e carência de acesso à cultura, além da riqueza de potencial humano, memória coletiva e força comunitária “A zona norte de Londrina sempre foi um corpo que luta; nasceu em meio ao isolamento, caminhou na corda bamba das dificuldades sociais e se manteve firme como território importante de desenvolvimento humano e comunitário”, contou.
As quatro modalidades de dança disponíveis foram escolhidas por dialogarem com a cultura popular, juventude e diversidade, valorizando tanto tradições quanto expressões urbanas contemporâneas. Dentre elas, capoeira, samba de gafieira e hip hop têm em comum o ritmo, o corpo e a expressão cultural através da música. As oficinas se conectam pela musicalidade, mostrando que o movimento nasce do som, da batida e da história que cada ritmo carrega.
Os cursos têm duração de um ano, com aulas em turmas fixas, ministradas por professores especializados e realizadas semanalmente no Norte Cultural. Além disso, já estão previstas duas apresentações no bairro, uma em ação cultural e outra no aniversário de Londrina, em dezembro.
Os alunos terão acesso a um ensino que trabalha com técnica corporal, história e contexto cultural da dança, prática coletiva e improvisação, expressão artística e identidade. Todas as oficinas têm como base a ancestralidade e cultura negra, reforçando memória, resistência e identidade. “A expectativa é ampliar o acesso à cultura, fortalecer vínculos comunitários, formar novos talentos e estimular autoestima e pertencimento”, ressaltou Gonçalves, responsável pelo projeto.
Para ajudar quem está na dúvida de qual oficina escolher, é importante conhecer algumas diferenças entre elas: hip hop (mc e grafite) aborda a cultura urbana completa, mc (rap) é resistência oral e poética, e o grafite arte visual de contestação e identidade. Já o hip hop dance, o street dance, foca na linguagem corporal, marcada por força, ritmo e coletividade. O samba de gafieira vem com a tradição popular brasileira, musicalidade e interação entre pares. E a capoeira mistura luta, dança e música, sem deixar de lado as raízes afro-brasileiras.
Todas as modalidades do projeto iniciam em março de 2026, nos seguintes horários: hip hop (mc e grafite) nas terças, 9h e quintas-feiras, 15h; samba de gafieira aos sábados, às 15h; hip hop dance nas quintas-feiras, 15h; e capoeira toda sexta-feira, 19h30.
O projeto “Corpo que Luta é o Corpo que Dança” conta com patrocínio da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
Texto: Laura Gonçalves, sob supervisão dos jornalistas do Núcleo de Comunicação (N.Com) da Prefeitura de Londrina




